terça-feira, 31 de maio de 2011
Na Barca
sábado, 12 de fevereiro de 2011
Ponte de Remondes
terça-feira, 3 de agosto de 2010
Flora do vale do Sabor (2)
24 de Abril de 2010.
sexta-feira, 30 de julho de 2010
segunda-feira, 7 de junho de 2010
À Descoberta do Rio Sabor (II)
A caminha integrava a um evento mais vasto, de dois dias, organizado pela empresa Javsport, com o nome Passeio ao Sabor Desaparecido. À frente desta empresa de eventos “radicais” está um amigo de Brunhoso, com quem já tinha falado várias vezes de como seria entusiasmante percorrer o Rio Sabor que a EDP e o PS tanto fazem questão de afogar.
Assim, apesar de eu não puder participar no fim de semana do Passeio ao Sabor Desaparecido (já tinha planeado estar no dia 24 de Abril na V Rota da Liberdade em BTT, em Vila Flor), fiz todos os possíveis por poder participar no dia 24 na caminha entre a Ponte de Remondes e Salgueiro/Paradela.
Fui o primeiro a chegar à ponte de Remontes, vindo de Macedo de Cavaleiros. Estava um sol magnifico e não sou capaz de me sentar à sombra e esperar. Comecei a caminhar para montante da ponte, apreciando a vegetação que estava algo de excepcional. Quase todos os participantes na caminhada vieram do Porto, num autocarro que chegou perto da uma da tarde. Antes da caminhada começar todos retemperaram forças.
O grupo era muito heterogéneo, em idades e em condição física. O início foi um dos pontos de maior declive e alguns ressentiram-se imediatamente da dificuldade. Pouco tempo depois, já a meia encosta e com mo grupo bastante partido, entrou-se no ritmo certo que nos levaria ao Salgueiro.
Como conhecedor da região e do local, porque tinha feito o mesmo percurso poucos dias antes, acompanhei alguns dos participantes mostrando-lhes algumas das curiosidades da paisagem e particularidades das espécies florestais. Em cerca de 60 participantes havia pessoas das cidades, habituados aos escritórios, mas também havia transmontanos de nascimento e vivência com quem troquei muitas conversas sobre o puder medicinal e gastronómico de algumas plantas.
Um dos pontos altos da caminhada foi quando mostrei a um bom grupo de pessoas uma área de alguns metros quadrados com muitos pés de orquídeas em flor. Havia muitas mais do que aquelas de que me apercebi na minha primeira passagem pelo local.
O percurso foi sendo feito a passo muito lento, com muitas paragens para esperar pelos mais atrasados.
Pouco depois das quatro da tarde estávamos na Barca, no termo de Brunhoso. A alguns apeteceu-lhe um mergulho nas águas frescas do rio, mas não havia tempo para isso. Depois de algum esforço para subir ao Picão, nova descida desta vez para o Cachão. Eu gostaria que as pessoas fossem mais de vagar, apreciassem a paisagem que tão bem conheço, mas à medida que as horas iam passando e o sol queimando as costas, a preocupação com o caminhar ia-se sobrepondo à beleza dos locais. Nem todos transportavam a água suficiente de que necessitavam e houve necessidade de partilhar e racionalizar a existente. Havia uma pessoa que já transportava um saco cheio de espargos. Estava fascinado com a sua abundância.
Passada a ribeira junto ao Cachão, onde o rio rasga há milénios as rochas mais rijas do xisto, já pouco restava para chegarmos a caminho que nos conduziria ao Salgueiro. Esta parte do percurso era nova para mim, nunca aqui tinha passado.
Tinha ouvido falar num moinho recuperado, que ainda funcionava! Imaginava um moinho como tantos outros, encerrado numa casa em xisto, com um açude a prender as águas que fariam girar com vigor as mós. Não havia casa nenhuma! O moinho é muito rudimentar, mas estava à vista e fez as delícias de todos os fotógrafos (penso que éramos todos os presentes!).
Eram seis da tarde e faltava-nos a parte mais ingrata do percurso. Cerca de 4 quilómetros que nos levariam dos 190 metros de altitude até aos 600 metros. O calor da tarde estava a esvair-se, mas, mesmo assim, foi lenta a subida. Foi preciosa a ajuda de um todo-o-terreno de apoio que forneceu água fresca (até algumas cervejas!) que deu alento para os últimos quilómetros. Depois de chegar ao lugar do Salgueiro, foi necessário esperar que se juntasse toda a gente, o que demorou ainda algum tempo. Aproveitei o compasso de espera para visitar alguns conhecidos, que não esperavam por mim ali.
Já com todo o grupo no autocarro, o mesmo saiu para a Junta de Freguesia de Paradela onde iria ser servido o Jantar. Tinha algumas expectativas quanto à ementa, mas devo dizer que o que nos foi servido as ultrapassou bastante. De entrada havia presunto, azeitonas, chouriço e alheira assada na brasa. Depois foi servido javali estufado com batata cozida acompanhados por uma salada de azedas e conqueiros. Esqueci-me de referir que também foi servido como entrada, pão caseiro, ainda quente, para molhar no azeite. Não provei a iguaria, mas a maior parte dos presentes deliciou-se e compraram de imediato uma boa quantidade de pães para levarem para casa.
Como segundo prato foi servido cabrito assado. Para alguns que não se davam com a carne foram preparados peixinhos do rio com molho de escabeche, mas foram poucos os que se negaram ao javali. Foi de comer e chorar por mais.
Durante do jantar discutimos várias coisas, entre as quais o prometido desenvolvimento com a construção da barragem do Sabor. Havia ideias muito contrárias. Uma coisa ficou clara: se já existisse uma barragem no Sabor, nenhum de nós ali estaria para apreciar aquele vale magnífico.
Na mesa das sobremesas esperavam as melhores iguarias que se produzem por estas terras: queijo, doce de abóbora, arroz-doce, pudim, marmelada e fruta. Esqueci a dieta (por isso não comi o pão molhado no azeite) e provei um pouco de tudo.
Os responsáveis por tão fato e requintado jantar aproveitaram ainda para vender algumas lembranças, pequenos ramos de flores de tecido e espigas de trigo, e desta forma angariar alguns euros para a festa do Verão.
Descemos, depois ao bar para tomarmos um café.
Foi um dia fantástico. A caminhada foi uma delícia para os olhos e o jantar foi memorável para os sentidos. O autocarro conduziu os participantes para Mogadouro, onde iriam pernoitar para se recomporem para nova caminhada no dia seguinte e eu parti para Vila Flor, ao encontro da Rota da Liberdade que juntou e algumas centenas de ciclistas de todo o país.
São dias assim que justificam o porquê de valer a pena de vivermos neste cantinho “atrás do sol posto”.
Percurso
quinta-feira, 6 de maio de 2010
Ao longo do Rio Sabor
Recebi o convite de uma amigo para fazer o reconhecimento de um percurso no termo das freguesias de Remondes e Brunhoso. Mesmo com algumas dificuldades de agenda, no dia 2 de Abril rumei para Brunhoso, para fazer o percurso no dia seguinte.
Deslocámo-nos de automóvel para a ponte de Remondes, no dia 3 de Abril, 4 pessoas, para fazermos o reconhecimento de um trajecto de cerca de 8 quilómetros para jusante. O dia estava agradável, quente e com alguma neblina. Da extremidade do tabuleiro da ponte parte um caminho bastante bom e muito utilizado pelos agricultores para acesso às oliveiras, por onde seguimos.
No primeiro quilómetro o declive é bastante acentuado, ainda com a ponte à vista, mas depois o caminho mantém-se praticamente entre os 300 e os 400 metros de altitude durante alguns quilómetros.
A minha atenção dividiu-se entre a paisagem para o rio e a flora que ladeava o caminho, bastante florida, por sinal.
Entre madressilva, medronheiros, espargos, bucho e outros afins, fui descobrindo algumas plantas que me não estava muito habituado a encontrar. A certa altura pareceu-me ver uma orquídea, mas não quis acreditar. Nunca tinha visto uma orquídea selvagem e, depois de mais de uma década a caminhar nesta zona sem nunca ter observado nenhuma, não me pareceria que as fosse encontrar. Mas enganei-me. Pouco depois encontrei outra planta, mas, esta, em flor. Não tive mais dúvidas eram mesmo orquídeas selvagens. Por informação que recolhi posteriormente, trata-se da espécie Ophrys-Scolopax, por sinal bastante bonitas. Encontrei mais de uma dúzia de pés de orquídeas, ainda no início da floração, distribuídos por dois locais. Embora tenha tido muita atenção no resto do percurso, não voltei a encontrá-las. Vi muitas vezes o Jacinto-dos-campos (Scilla monophyllos), também bastante bonitos.
Na encosta em frente, no outro lado do rio corria um ribeiro em pequenas cascatas de espuma branca. Vem de Castro Vicente. Descemos um pouco e aproximámo-nos mais do rio. Uma lápide em mármore no berma do caminho lembrava alguém falecido.
Perto do meio-dia estávamos a chegar junto das casas que existem no Azinhal. Eu procurava afincadamente ramos de raposa ou rosa albardeira (Peonia broteroi). Encontrei, por fim, alguns pés, mas ainda não estavam em flor.
A hora de almoço aproximava-se e notei algum desalento nos meus acompanhantes. Passou por nós uma pickup. Questionámos o condutor sobre um caminho que nos conduzisse à Barca, já no termo de Brunhoso, mas o condutor não nos soube orientar. Decidimos aproveitar a boleia e seguir em direcção a Remondes.
Segui com o grupo até uma zona chamada Amedo, mas os meus planos eram outros. Estava preparado para caminhar até ao fim do dia e não estava disposto a ficar-me pela manhã. Despedi-me dos colegas e comecei a descer em direcção ao rio. A certa altura achei que o reconhecimento do caminho não estava a ser feito em condições e volteia pé ao ponto onde apanhámos boleia na pickup. Era uma da tarde quando aí cheguei. Aproveitei para comer alguma coisa enquanto explorava o espaço onde situam as construções. Este foi um local importante de trabalho para muita gente de Brunhoso e Remondes. No Azinhal trabalhavam por vezes grupos de 60 pessoas, no pico da apanha da azeitona. Toda a encosta está repleta de oliveiras, muitas delas ainda cultivadas. As construções onde viviam os caseiros e alguns trabalhadores estão agora bastante deterioradas. Apesar de aqui não haver luz eléctrica pereceu-me haver cabos para telefone! O local é bastante acolhedor, com muita sombra, água e uma fonte bastante engraçado de onde dizem que brota sempre água fresquinha.
Depois de um curto descanso, retomei a busca do caminho a seguir para chegar à barca. Não me foi difícil encontrá-lo. Menos de um quilómetro à frente consegui já avistar o rio, a Barca, o Picão, o Poio e todos os montes já meus conhecidos. Senti-me em casa.
Pouco depois encontrei uma variedade de cistus florida, creio que era o Cistus cripus.
Às duas horas da tarde cheguei à barca. Tinha percorrido 8 quilómetros e já sentia algum cansaço. Cada vez havia mais nuvens, mas sempre que o sol aparecia queimava a pele.
O meu objectivo era apanhar boleia numa carrinha que devia estar no Picão com algumas pessoas a deitarem herbicida nas oliveiras. Quando atingi o alto deste cume, depois de muito esforço, avistei ao longe a carrinha que já tinha partido em direcção à aldeia. Como o telemóvel não funcionou, limitei-me a vê-la desaparecer ao longe.
Não restou outra alternativa senão caminhar até Brunhoso. Foram mais alguns quilómetros por caminhos já bastante conhecidos e com pouca disposição para mais fotografias. A tarde foi ficando cada vez mais cinzenta e o céu perdeu toda a cor.
Mesmo sem estar previsto, caminhei mais de 15 quilómetros! Valeu-me a experiência, porque vou sempre preparado com comida e água para qualquer eventualidade. Como a caminhada se destinava ao reconhecimento do percurso, o objectivo foi atingido, bastava agora esperar que no dia 24 de Abril, já com muitos participantes, as condições atmosféricas estivessem de feição. Desse dia vou dar notícias brevemente.
Mapa do percurso
segunda-feira, 26 de abril de 2010
À Descoberta do Rio Sabor
O dia 24 de Abril foi um dia memorável, parti à (re)descoberta do Rio Sabor acompanhado por um grupo de mais de meia centena de pessoas. Em breve contarei como foi.
domingo, 11 de abril de 2010
terça-feira, 1 de julho de 2008
Providência cautelar quer travar barragem no rio Sabor
A Plataforma diz que a obra é ilegal porque a Declaração de Impacte Ambiental (DIA) que a autoriza já caducou a 15 de Junho. Lembram que a construção da barragem foi autorizada em 2004 por uma DIA que caducou dois anos depois. Esta foi prorrogada pelo secretário de Estado do Ambiente em 30 de Junho de 2006, não incluindo, por razões evidentes, as medidas de compensação exigidas pela Comissão Europeia ao Estado em 2007.
Assim, a PSL considera “inadmissível” que “se autorize uma obra que irá destruir valores naturais insubstituíveis, conforme já foi reconhecido pela Comissão Europeia, sem que estejam definidas, orçamentadas e calendarizadas as medidas de compensação que, aparentemente, justificaram um arquivamento da queixa apresentada pela PSL”.
Cabe agora aos tribunais pronunciar-se sobre a pertinência e fundamento desta iniciativa legal. As organizações ambientalistas da Plataforma dizem que a situação atrás descrita, que está na base da providência cautelar, é a última de uma sequência de “atropelos legais” e “decisões não fundamentadas” no processo do Baixo Sabor.
Uma dessas decisões é o arquivamento, pela Comissão Europeia, da queixa apresentada pela PSL por considerar que a barragem violava disposições comunitárias de protecção e conservação da natureza. Outra medida que suscita críticas é a recusa de “acesso à documentação do processo do Baixo Sabor”. Até agora, acrescenta aquela estrutura, continuam por conhecer-se documentos que “alegadamente” justificam o arquivamento.
Finalmente, a PSL critica o facto de terem sido sistematicamente ignoradas “alternativas com menores impactes” ambientais. E enfatizam a exclusão da barragem do Baixo Sabor da lista de projectos estudados no âmbito do Plano Nacional de Barragens: “Face aos critérios utilizados para seleccionar os dez empreendimentos, teria sido imediatamente rejeitada por afectar directamente a Rede Natura 2000”.
Posições extremadas
A construção de uma barragem no Baixo Sabor começou a ganhar forma em 1994, tendo o ano de 2005 como cenário de construção. Mas a descoberta das gravuras rupestres do Côa obrigou a antecipar datas. Em 2000, era lançado o estudo de impacte ambiental do empreendimento, a realizar perto da foz do rio Sabor.
A discussão pública que se seguiu pôs à luz do dia posições bastante extremadas. A barragem é defendida pelo Governo, pelos autarcas e parte da população, mas as organizações ambientalistas estão contra. Um manifesto assinado por 350 investigadores ligados à área do ambiente opõe-se à construção da barragem.
Para a PSL, o empreendimento afectará habitats e espécies ameaçadas. No quadro da política energética nacional, o Sabor não é uma mais-valia relevante, considera ainda a Plataforma. Além disso, o contributo da barragem para a redução das emissões de gases de efeito de estufa é considerado “irrelevante”.
Os 12 presidentes de câmaras do distrito de Bragança e associações empresariais regionais, por seu lado, subscrevem um manifesto a reivindicar a construção da barragem. O combate à desertificação da região e o impulso “significativo” ao desenvolvimento socioeconómico são os principais argumentos a favor da construção da barragem.
Sabor é um dos últimos rios selvagens de Portugal
A nascente do rio Sabor, ainda como ribeira de montanha, é na serra de Parada, do outro lado da fronteira, a 1600 metros de altitude. Cem quilómetros mais abaixo, desagua no Douro perto de Torre de Moncorvo.
À excepção de uma mini-hídrica, é um curso de água sem presença humana significativa, o que tem levado a que seja considerado como um dos últimos rios selvagens de Portugal. É essa a opinião de José Teixeira, biólogo da Universidade do Porto e um dos defensores da conservação do Baixo Sabor sem barragens.
O que o torna um rio único é a diversidade de habitats e espécies vegetais — 17 só no Baixo Sabor, quatro deles de conservação prioritária. Encontram-se também aqui “os mais extensos e bem conservados azinhais e sobreirais de Trás-os-Montes”. Se acrescentarmos a presença de extensões significativas de videira e oliveira-brava, está completo o quadro de diversidade genética que caracteriza o Baixo Sabor.
Pelo lado da fauna, este ecossistema faz as delícias dos investigadores: águias-de-bonelli, águias-reais, abutres-do-egipto e cegonhas-pretas, mas também lobos, toupeiras-d’água, lontras, gatos-bravos e corços. Não surpreende, por isso, que duas centenas de investigadores tenham subscrito um manifesto público em que defendem a manutenção desta área livre de barragens.
A existência de gravuras rupestres no Baixo Sabor e marcas de ocupação durante a idade do Ferro reforçam a tese de quem se tem batido pela preservação do ecossistema tal como está.
“Aquilo que está em causa no Vale do Sabor é a preservação da história e património natural de Portugal e, de certa forma, do nosso planeta”, remata José Teixeira.
Plano nacional prevê dez novos aproveitamentos
Dez novas barragens, um investimento de dois mil milhões de euros e a criação de sete mil novos empregos: este poderia ser, numa fórmula simplificada, o conteúdo do Plano Nacional de Barragens (PNB) apresentado em Março passado pelo Governo. O horizonte de realização é de sete anos.
O plano prevê dois picos de investimento. O primeiro, a concretizar já no segundo semestre de 2009, permitirá criar quatro mil postos de trabalho. O segundo pico deverá ocorrer entre 2010 e 2011, traduzindo-se em mais 2800 postos de trabalho.
Em termos económicos, o interesse das diferentes barragens é muito variável. Na opinião de Pedro Serra, presidente das Águas de Portugal, o projecto mais atractivo para os investidores será o de Foz Tua. Nas declarações que fez ao PÚBLICO, os projectos do Pinhosão, Girabolhos, Alvito e Almourol são considerados pouco interessantes.
O caso específico do Baixo Sabor divide opiniões. Em Agosto do ano passado, o primeiro-ministro referiu-se-lhe como “a decisão política mais simbólica” da aposta nas energias renováveis e um “projecto verdadeiramente estratégico para o país”. Os ambientalistas da Plataforma Sabor Livre falam dos impactes ambientais irreversíveis e da irrelevância do contributo da barragem do Sabor para o total de potência hidroeléctrica prevista no PNB.
O tempo de execução dos diversos projectos também não é linear. Pedro Serra considera que não existe, neste momento, mercado para ter as dez novas barragens a funcionar. Ou seja, o prazo de realização será forçosamente mais dilatado.
30.06.2008 - 07h11 Carlos Pessoa
Fonte: Esfera - Público
quarta-feira, 26 de março de 2008
Primavera no Sabor
A Primavera já chegou ao Rio Sabor. Aqui vemos uma flor de esteva, uma das primeiras, a servir de alimento a um voraz insecto. Ao fundo as águas do Rio Sabor correm indiferentes às polémicas que sobre elas se levantam.
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008
Rio Sabor - Incoerência de discurso!

Quando procurava alguma informação sobre Mogadouro, na Internet, deparei-me com o seguinte texto:
Rio Sabor
É considerado como o último dos “rios selvagens” de Portugal. O Vale do Rio Sabor é um espaço natural valioso, de Portugal e do conjunto da Península Ibérica, classificado na Rede Natura 2000. Possui uma área declarada como zona de especial de protecção das aves Zepa.
O Sabor possui um valor ecológico único e insubstituível. Nesta área existe uma vegetação de características ímpares, onde se destacam, as particulares comunidades associadas ao leito das cheias. No Vale do Sabor, surgem também os mais extensos e bem conservados azinhais e sobreirais de Trás-os-Montes, e a presença de substratos calcários e ultrabásicos permite a ocorrência de um elevado número de endemismos.
Pensei estar na página da Plataforma Sabor Livre, mas o meu espanto surgiu quando verifiquei que a página é da AMDS - Associação de Municípios do Douro Superior!
Esta visão do Rio não é a que tenho visto defender pelos autarca que integram esta Associação! Então em que ficamos?
"O Sabor possui um valor ecológico único e insubstituível", ou depende do preço?
sexta-feira, 18 de janeiro de 2008
segunda-feira, 26 de novembro de 2007
Obra com Sabor amargo
Empreitada será adjudicada até finais de Junho de 2008 | ||
Há mais de uma década envolta em polémica, a construção da barragem no Sabor vai mesmo avançar. O Governo prevê adjudicar a empreitada até Junho de 2008, e a EDP conta tê-la em funcionamento em 2013. Será o investimento de 354 milhões de euros capaz de calar os opositores? | ||
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