Mostrar mensagens com a etiqueta Penas Roias. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Penas Roias. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

À Descoberta do Variz

Durante o mês de Agosto de 2010 tive oportunidade de fazer pequenos passeios por algumas das aldeias do concelho. Uma das que visitei foi a aldeia do Variz. Confesso que esta aldeia era totalmente desconhecida para mim. Apesar de não estar situa a muita distância de Mogadouro, não se encontra em nenhum dos eixos rodoviários que une a sede de concelho às sedes dos concelhos vizinhos, pelo que, só vai ao Variz que se perde, ou quem tem essa intenção. Eu fui porque pretendia Descobrir mais um cantinho do concelho.
O Variz é uma anexa da freguesia de Penas Roias. Está a pouco mais de 11 km de Mogadouro (pela N221) e a 7 de Penas Roias, por estradas municipais. As poucas vezes que ouvi falar da aldeia foi quase sempre sobre a estação do caminho-de-ferro, que integrava a Linha do Sabor, morta há uma série de anos. Nesta estação funcionou, em tempos um bar. Essa particularidade foi várias vezes apresentada como exemplo de aproveitamento das infra-estruturas, muito antes de existir a Ciclovia do Sabor em Torre de Moncorvo ou o bar na estação de Larinho.
Ao primeiro contacto com a aldeia o sentimento foi de surpresa. As casas encontram-se dispersas por vários locais, com maior concentração em volta da igreja matriz e junto da estação, mas há outros bairros onde não me desloquei. Não contava com uma aldeia tão grande.
Num Sábado de manhã, o ambiente era de tranquilidade e vagabundeei pelas principais ruas sem praticamente me cruzar com ninguém. Como habitualmente a minha atenção centrou-se nas casas mais antigas, algumas em ruínas, outras com sinais positivos de obras de restauro. Infelizmente sem o apoio técnico (e até monetário) das autarquias, estes restauros são muitas vezes descaracterizadores, e este local não foge à regra.
A aldeia é atravessada por um curso de água, mas, em pleno Verão, não se via mais nada além de erva fresca. É de realçar a existência de um pequeno jardim com hortênsias e roseiras, tudo muito bem cuidado.
Encontrei uma pequena capela com a imagem de Nossa Senhora das Dores no altar. Também apresenta restos de frescos na parede num dos lados do altar e a representação do purgatório do outro. As paredes, o tecto, a porta e o pequeno campanário são recentes ou foram restaurados.
Quando é possível, impõe-se uma visita à igreja. Por sorte, foi possível. A presença de um habitante local deu-me a possibilidade de percorrer o espaço sem receios de ser mal interpretado.
Vale a pena visitar este espaço. Tem-se registo da igreja de S. João Baptista desde o início do Século XVI, altura em que foi ladrilhada a capela-mor, pintada uma imagem de S. João Baptista e mudada a pia baptismal para um canto da igreja. O interior é amplo, fruto possivelmente de vários acrescentos. Os altares também não são todos da mesma época. O mais trabalhado (e talvez antigo) é onde se encontra o Sagrado Coração de Jesus. Pelo brilho adivinha-se que o altar e o ambão são ambos novos. Há imensas imagens espalhadas por todos os espaços dos diferentes altares. Esta e outras características dão um ar simples e acolhedor ao edifício. O tecto da capela-mor está pintado de azul, com alguns elementos em dourado e com uma ilustração de Santo Antão ao centro. No chão ainda são evidentes as diferentes divisões onde eram depositados os mortos. Algumas pedras têm gravações.
No exterior há um largo a toda a volta da igreja. O frontispício, voltado para poente, apresenta uma torre sineira, com dois sinos, e uma porta com um arco perfeito. A simplicidade de elementos é característica de muitas igrejas desta região. Algumas nem apresentam a porta. Curiosamente há uma estrutura com uma pequena sineta do lado direito do frontispício.
Não muito longe da igreja há uma estrutura em granito, uma espécie de nicho, encimado por uma cruz. Sou tentado a pensar que tenham sido umas alminhas. O interior foi outrora pintado. Também aqui é visível o gosto que os habitantes têm pela sua aldeia, uma vez que há bonitas flores por todo o lado.
Junto à estrada que segue para a estação, há um bar e, perto dele, uma fonte de mergulho bastante bonita. A posição do sol não me permitiu fotografá-la com rigor, mas é bastante elegante. Muitas fontes deste género estão numa posição baixa em relação ao nível do solo, mas não é este caso, favorecendo assim a estética. É possível que tenha havido uma cruz sobre a fonte.
A paragem seguinte foi na estação. A minha muita curiosidade só foi ultrapassada pela desilusão. Trata-se de um edifício muito bem situado e bonito, mas era tal o abandono que senti envergonhado com a forma como tratamos o nosso património. O edifício está completamente ao abandono. Crescem silvas por toda a parte, sendo quase impossível circular em volta. Talvez as expectativas fossem muitas, mas achei uma pena tanto abandono.
Apesar de tudo, fiquei com uma boa imagem do Variz. Espero ter mais oportunidades de voltar à aldeia e conhecer com mais pormenor alguns dos seus aspectos mais característicos.

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Penas Roias


Bonita capela, em Penas Roias.
23-12-2007

sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

Penas Roias - Castelo


O castelo de Penas Roias tem duas fases distintas de ocupação. A primeira é da Pré-História recente, provavelmente Calcolítico e/ou Idade do Bronze. A segunda fase é a do castelo medieval, fundado em 1166 pelos templários. O local é um cabeço rochoso, que faz o término de uma crista quartzítica, tendo uma excelente posição estratégica e boas condições de defesa natural. É um cabeço destacado na paisagem, com falésias por todos os lados, sendo os lados Norte e Oeste quase inacessíveis. O acesso natural faz-se pelo lado Sudeste, virado para a aldeia. Na vertente do lado Sudoeste fica o abrigo com pinturas da Fraga da Letra, sobranceiro ao habitat do Valado, o qual deverá ser a continuação da ocupação pré-histórica no topo do morro do Castelo. O topo do cabeço é uma grande plataforma aplanada, subdividida em diversas outras plataformas entre rochedos. O ponto mais elevado localiza-se sobre o acesso a Leste, e é um grande rochedo, em cima do qual se ergueu a torre de menagem do castelo. Esta é quadrada, com 3 andares, com janelas de frestas, e a porta no 1º andar, virada a Norte, hoje em dia não acessível. À semelhança das restantes estruturas do castelo, a torre de menagem está em mau estado de conservação, sem telhado e com o topo a ruír. Da muralha do castelo quase nada resta. Algum alicerces e talude pelos lados Norte, Oeste e Sul. Apenas a Sudeste, sobre o acesso, resta ainda um pano visível da muralha, quase arruinado, entre dois torreões, um deles quadrado só com uma parede, a ameaçar ruína eminente, e o outro circular, de base troncocónica, também a caminhar para a ruína. No desenho de Duarte d'Armas é bem visível uma segunda linha de muralha abaixo da primeira, de que não restam vestígios. Os materiais de época medieval e moderna são abundantes, sobretudo telhas de meia cana, com as cerâmicas comuns a serem bastante mais raras. Os materiais pré-históricos aparecem um pouco por toda a área, mas são particularmente abundantes nas zonas de escorrimento de águas no acesso do lado Leste, junto à torre de menagem. Muitas das plataformas ao longo do topo do cabeço parecem ter boa potência estratigráfica, e é possível que os níveis de ocupação pré-histórica se mantenham ainda bem conservados, provavelmente melhor que os vestígios de época medieval. Pelas características do cabeço, é plausível que na Pré-História fosse um povoado fortificado, ainda que disso não sejam visíveis quaisquer indícios, tendo sequência de ocupação no sopé Sudoeste, na zona do Valado, estando ainda por se determinar qual a relação entre o povoado e o abrigo com pinturas da Fraga da Letra.
Fonte: IPA

sábado, 29 de dezembro de 2007

Mogadouro - Arrancou a recuperação do castelo medieval da vila


Arrancaram as obras de recuperação do castelo medieval da vila de Mogadouro. A iniciativa cabe ao Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico/Direcção Regional de Cultura do Norte (IGESPAR/DRCN) e visa a consolidação das estruturas defensivas e inclui a reabilitação da torre de menagem, criação de infra-estruturas eléctricas (iluminação do monumento), regularização de traçados e uniformização do coberto vegetal.

Numa fase da empreitada proceder-se-á a um arranjo dos espaços exteriores, acompanhada por escavações arqueológicas. Ao que foi possível apurar junto do IGESPAR/DRCN, o que resta do pano de muralhas da antiga fortaleza está em fase de estudo para uma regularização de cotas que permitirá clarificar a sua leitura. Na torre de menagem, as obras passam pelo tratamento da cobertura, panos exteriores de paredes, e uma intervenção ao nível das escadarias, janelas e caixilhos em madeira.

Este projecto de recuperação contempla ainda a instalação de sinalética que permita uma leitura facilitada dos diversos espaços e das suas relações. Esta intervenção pretende contribuir para a uma melhoria das condições de fruição do castelo e zona envolvente, quer enquanto espaço de bem-estar, quer como repositório de memórias. O valor previsto das obras rondará os 150 mil euros.

A zona histórica da vila de Mogadouro "é uma prioridade", com esta beneficiação pode traduzir-se na reconstrução da memória colectiva de um povo, explorando um pouco da história do país desde os alvores da nacionalidade.

O castelo templário de Penas Roías, situado na aldeia com o mesmo nome, vai igualmente sofrer uma intervenção que vai permitir a construção de acessos à velha fortaleza, para assim permitir a passagem dos turistas e estudiosos que visitam o monumento.

Francisco Pinto in JN, 2007-12-28
Visto em: Diário de Trás-os-montes
Fotografias: Aníbal Gonçalves

quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Castelo de Penas Roias vai ter acesso melhorado

Ainda não é a intervenção desejada, mas já em um primeiro passo. Em 2008 deverá ficar feita a beneficiação dos acessos ao castelo de Penas Rioas, no concelho de Mogadouro. O monumento de importância histórica vai receber também algumas benfeitorias no exterior.

Fica a faltar a recuperação de estruturas que apresentam já alguma degradação. Um intervenção que também está dependente de uma avaliação de instabilidade do castelo que já foi feita e cujos resultados devem ser apresentados no início de 2008.

José Carlos Tr, Qui, 29 de Novembro de 2007 - 10:29:39
Visto em: RBA