sexta-feira, 6 de setembro de 2013

VI Encontro de Bloguers do Planalto Mirandês

Com tanta coisa a acontecer durante o mês de agosto não foi fácil estar no VI Encontro de Bloguers do Planalto Mirandês. Já tive intenção de ir em edições anteriores e faltei, por isso, juntei várias atividades para o fim de semana e fiz a minha inscrição à última hora.
A minha ligação pessoal com os bloguers do planalto não forte. Conheço alguns, mas quase não acompanho os blogues, por falta de tempo, mas também porque não domino a língua mirandesa, que é aquela em que a maior parte se exprime no concelho de Miranda do Douro e arredores. No entanto, cada um à sua maneira, partilhamos muitos dos gostos, das preocupações, dos sentimentos em relação à terra e isso já é razão mais do que suficiente para eu querer estar presente.
De tal maneira estava entusiasmado que fui o primeiro a chegar ao Centro de Música Tradicional Sons da Terra, em Sendim, ponto de encontro intermédio antes de chegarmos a Bemposta. Foi bom assim, porque tive oportunidade de fazer uma visita guiada mais pormenorizada (agradeço ao Mário Correia).
Foi muito interessante verificar o trabalho desenvolvido mas também apreciar o acervo do próprio centro. Constitui um ponto de referência no campo da música tradicional e já um centro de memória, quer de pessoas, quer de sons. E como a música é uma linguagem universal cabem lá outros sons, de vários locais do mundo, com especial destaque para os da raia, porque é como Mário Correia diz "eles (espanhóis) sabem mais da nossa música do que nós da deles".
Chegaram mais pessoas, umas minhas conhecidas, outras não, entre as quais o Leonel Brito, amigo bloguer do Farrapos da Memória, de Torre de Moncorvo. Afinal não estava lá para o encontro, mas para visitar o centro.
De Sendim partimos para Bemposta, no concelho de Mogadouro, onde iria decorrer o encontro. Curiosamente a aldeia de Bemposta foi das últimas aldeias do concelho de Mogadouro que visitei, ainda há pouco tempo atrás, por isso estava com vontade de complementar a recolha fotográfica que fiz nessa altura.
À chegada a Bemposta já estava um bom número de pessoas à espera, acompanhados pelo senhor Presidente da Junta de Freguesia que nos deu as boas vindas e nos acompanhou pela aldeia.
O ambiente era de boa disposição; a maior parte das pessoas já são amigas. À exceção de mim e de mais duas ou três, todos tinham participado em encontros anteriores.
Com mais de uma hora de atraso começámos a visita aos pontos mais importantes da aldeia.
A Capela do Santo Cristo foi-nos apresentada pelo Sr. Padre Bento Pires, que se encontrava no local no final de uma celebração. Os frescos descobertos por detrás do reboco são fantásticos mereceriam maior atenção se tivéssemos entidades mais responsáveis na área do património. Quem conhece a capela de Nossa Senhora da Teixeira, perto de Torre de Moncorvo, e acompanha o que se está a passar lá, não tem muita esperança numa possível recuperação da capela de Santo Cristo.
Percorremos as principais ruas da aldeia com paragens junto aos monumentos e elementos de maior relevância:  Solar dos Marcos, Capela de S. Sebastião, Igreja Matriz, Capela de Sta Bárbara, restos das muralhas do castelo, brasões da aldeia, pelourinho, etc. Felizmente tínhamos connosco um conjunto de pessoas da terra com profundos conhecimentos, incluindo históricos: Presidente da Junta, António Cangueiro e José Maria Curralo. Até tivemos direito a mata-bicho em casa de António Cangueiro, um edifício com uma bonita traça, recuperado com bom gosto. Obrigado.
Já conhecia a maior parte dos locais, mas visitá-los com tão ilustres anfitriões deu-nos o privilégio de ouvirmos histórias das suas vivência e de curiosidades que, doutra forma, nunca chegaríamos a saber.
Uma das maiores surpresas (para além do mata-bicho) foi o aparecimento do famosos chocalheiro de Bemposta. Foi a primeira vez que o vi. É uma figura que merece alguma atenção e fotografias aqui no blogue, mas isso ficará para outra altura.
Já perto das duas da tarde descemos junto do Douro para o almoço. As mesas distribuídas à sombra dos choupos levou à criação de pequenos grupos. Na minha mesa estavam pessoas de Genísio, Cicouro, S. Martinho de Angueira e um grupo de espanhóis. Da ementa, completa e equilibrada, temperada com um bom vinho, destaco uma das iguarias da entrada: orelha de porco.
Durante a refeição tocou o telemóvel de um dos mordomos, era, nem mais nem menos, Amadeu Ferreira, sendinês apreciado por todos, mentor destes encontros, a atravessar um momento difícil. O telefonema trouxe mais alegria ao grupo.
 Terminada a refeição, que teve a presença de um representante da autarquia Mogadourense (João Henriques), regressámos à aldeia, mais concretamente à Junta de Freguesia para vermos uma apresentação eletrónica sobre a história da aldeia, apresentada e comentada por um seu profundo conhecedor, José Carlos. Só foi pena que estivesse um calor intenso, porque seria um bom momento para o grupo conversar.
Foram apresentados os nomes das três pessoas, mordomos, que tratarão de organizar o encontro do próximo ano: Adelaide Monteiro, Teresa Almeida e Tiégui Alves.
 Entregues algumas lembranças do encontro, grande parte dos participantes despediu-se, mas um grupo aproveitou para visitar a Capela de S. Sebastião, porque, entretanto, tinham conseguido a chave. Na paz do seu interior foram lidos poemas do livro "Ars Vivendi, Ars Moriendi” de Fracisco Niebro, poesia de alta qualidade como o próprio irmão do autor Manuel Ferreira reconheceu.
 E foi com a língua mirandesa que terminou este encontro, com poesia, a que se eleva das paisagens ressequidas do verão no planalto e que fazem destas terras, terras de encantamento, onde a simples  contemplação da linha do horizonte acalma a alma dos que por aqui vem e dos que por cá passam.
Como balanço, foi muito positiva a minha participação neste encontro. Fui bem recebido, senti-me bem, apesar de não conhecer a maior parte das pessoas e de não ter estado em nenhum dos encontros anteriores.
Ao que me pude aperceber, a origem destes encontros tem muito a ver com a língua mirandesa e é um dos elementos que mais une os participantes. Se a ideia é estender o encontro a bloguers (e porque não fotógrafos?) de todos o Planalto Mirandês o grupo terá que ser mais aberto, ou nem todos se sentirão bem nele.
Espero puder estar presente no próximo ano. Até lá... muitas vezes nos vamos cruzar nas estradas do planalto.

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Castelo de Mogadouro

Erguido no século XII, o castelo de Mogadouro foi concedido em 1297 pelo rei D. Dinis à Ordem dos Templários e, alguns anos mais tarde, em 1319, passou para a Ordem de Cristo, sucessora daquela. Hoje conservam-se apenas dois panos de muralha, ligando um deles a torre a um cubelo. A torre, quadrangular e de aparelho "incertum", é acompanhada, não de muito longe, por uma outra de feição mais recente, conhecida como Torre do Relógio. Esta é feita de cantaria nos cantos e aparelho "incertum" a meio. Está dividida em três registos, o último dos quais preparado para receber sinos. Tem um remate piramidal e ostenta nos quatro cantos pináculos de granito. Apresenta-se hoje com graves fendas. Um pouco mais abaixo vêm-se restos de uma outra cintura de muralhas, em mau estado.

sexta-feira, 10 de maio de 2013

I Encontro de Arqueologia de Mogadouro

No dia 19 de abril desloquei-me a Mogadouro para participar no I Encontro de Arqueologia, que decorreu no auditório da Casa da Cultura e se estendeu durante a tarde em visitas a alguns locais com interesse na área da arqueologia, história e património.
Sempre fui sensível à problemática da barragem do Sabor, e um defensor do rio livre de barragens e por isso tinha bastante interesse em verificar se em termos arqueológicos a minha posição é sustentada, uma vez que há outras vertentes, como a ecológica, que a sustentam largamente.
Visitei há não muito tempo Cilhades e Castelinho, sítios arqueológicos de relevo, mas situados no termo do concelho de Torre de Moncorvo. Entretanto circularam rumores que grandes achados foram feitos a montante, mas estas notícias não interessa muito que corram e sejam mostradas, não vá o diabo tece-las e ainda temos outro Foz Côa.
O programa era ambicioso e começou logo em contra relógio, a uma velocidade difícil de acompanhar. A projeção era má e não consegui ler nada do que era projetado. Das imagens dava para ficar com uma ideia.
As apresentações foram feitas por técnicos e estudiosos no terreno, perfeitos conhecedores da realidade e estavam ordenadas de uma forma cronológica começando na período mais longínquo e acabando na atualidade e alguma perspetivavas de futuro, todas centradas apenas do concelho de Mogadouro.
A plateia era compostas essencialmente por três grupos: o dos especialistas, colegas dos apresentadores e membros das equipas que certamente não tiveram dificuldade em processar a informação; a dos estudantes do secundário, que preferiram assistir a uma palestra em vez de ficarem dentro de uma sala de aulas e a das forças vivas e pessoas influentes, porque fica sempre bem na fotografia aparecer nestas alturas (se calhar até tiveram direito a almoço). E eu próprio? Se calhar juntava-me ao grupo dos estudantes, mas com um pouco mais de entusiasmo.
Os estudos prévios à construção da barragem permitiu deslocar para o vale do Sabor centenas de técnicos de várias áreas e os frutos foram imediatos. Os poucos locais identificados até meados da década de 90 deram lugar a várias centenas. Só ao ar livre há mais de 224 afloramentos com interesse arqueológico. Em 6 escavações foram encontradas mais de 2000 placas de arte móvel, que se podem situar cronologicamente desde o Paleolítico Superior até à Idade Média. É possível escrever a história do vale, ou pelo menos parte dela, recuando até 300 mil anos. Também alguma história do rio. O vale torna-se assim  não só uma referência não só em Portugal, mas na Europa! Se no Côa predomina a arte rupestre gravada em grandes blocos de rochas, aqui predomina a arte registada em pequenas rochas que permitem compreender a evolução a espécie humana e até da fauna, uma vez que muitas vezes são representados animais já extintos, como o auroque.
Os exemplares de placas da Pré-história recente são mais escassos e representam sobretudo o homem. Não faltam também placas da Idade do Ferro, como no Castelinho,  em Crestelos onde já foram descobertas mais de 40 lajes.
Os locais que têm despertado mais interesse são Crestelos (já citado), Barrais e a foz da ribeira do Medal.
Os vestígios da romanização também são bastantes e estendem-se por todo o curso do vale ao longo do concelho, desde Meirinhos a Remondes. Há unidades habitacionais e estruturas anexas, sendo muito abundantes os lagares de vinho, aos pares e fornos de cerâmica. Nestes sítios são encontradas também moedas, sigilatas, vidros, etc.
Foram apresentados os trabalhos desenvolvidos no Castelo dos Mouros, castro situado na aldeia de Vilarinho dos Galegos, mas como ele sítio não corre o risco de ser "afogado" não se sentiu o cheiro a enterro.
Do presente do futuro pouco se falou, o cansaço foi tomando os participantes e palestrantes e também não faltará oportunidade de os discutir.
De todas as apresentações feitas sobressai uma ideia: a riqueza arqueológica do vale do Sabor é imensa. Os próprios arqueólogos estão "de boca aberta". Estão entusiasmadíssimos com o seu trabalho e não podem parar porque sabem que o que deixarem por fazer mergulhará nas profundezas. Não podem falar mais do que o politicamente correto, porque não podem "morder a mão que lhe dá o pão".
O trabalho de campo avança a bom ritmo, mas o de laboratório ainda está muito por realizar, mas esse tem tempo. Falta saber se quando o vale estiver inundado o consorcio construtor da barragem vai manter os arqueólogos e outros técnicos a trabalhar. Confio pouco nas pessoas que apenas vêm cifrões e ligam pouco ao património. Valores morais devem ter poucos.
É de louvar a única voz anti-barragem que se levantou na plateia, penso que a de uma docente da UTAD. Embora não da forma mais correta, lembrou que nem todos os que estávamos ali concordamos com o atrocidade que se está a cometer no rio Sabor.
Na abertura dos trabalhos o presidente do edil Dr. Moraes Machado foi claro que este encontro seria para repetir e que já se encontra em estudo a construção de um edifício junto ao castelo para albergar e mostrar toda esta riqueza. No entanto, ninguém no Encontro garantiu ou mesmo afirmou que os achados arqueológicos ficassem em Mogadouro. Foi afirmado que o assunto tem que ser abordado de uma forma mais alargada, no âmbito regional. A autarquia de Torre de Moncorvo pretende que a antiga escola Primária de Felgar recolha o património do vale do Sabor.
O período da tarde foi ocupado com uma visita ao castro em Vilarinho dos Galegos, ao Museu Municipal e ao Castelo de Mogadouro, deles falarei noutra altura.

segunda-feira, 4 de março de 2013

Num suspiro do meu pranto

Num suspiro do meu pranto,
Saiu um poema
Do canto do meu olho,
Como lágrima que jorra
Da nascente de pedra
Do meu sentir.
Sem querer
Li o poema
Para descobrir que era teu
E um estranho chamar
Derreteu a caligrafia rugosa,
Deixando mostrar todas as tonalidades
Que um sorriso pode ter.
As pedras da minha calçada
Mudaram o seu rumo
Para a terra do sol
Onde o escuro não faz sentido.
E do meu olho
Apenas saiu uma bola de sabão

João Vasco

1.º Concurso de Poesia (En)Cantos dos Poetas
Edição da Câmara Municipal de Mogadouro, 2003.

sábado, 2 de março de 2013

Vila de Ala

Pereira em flor em Vila de Ala, Mogadouro

Cruzeiro em Vila de Ala, Mogadouro

sábado, 8 de dezembro de 2012

Quando eu era Pequenino

Quando eu era pequenino
Não podia suportar
O peso das borboletas
Que me queriam poisar.

Fui crescendo pouco a pouco
E o tempo sempre a girar
Fez de mim este gigante
Gigante de pasmar.

Eu queria ser grande
E grande eu serei,
Com o coração aberto
Para todos cá estarei.

Filipe Górgio

1.º Classificado na 2.ª Categoria do 1.º Concurso de Poesia (En)Cantos dos Poetas
Edição da Câmara Municipal de Mogadouro, 2003.

Fotografia: Freixo, em Brunhoso.

quarta-feira, 7 de março de 2012

Carro de bois

Começa a ser difícil encontrar exemplares de carros de bois ainda em atividade. O mais normal é vê-los a decorar jardins como peças de museu. Este fotografei-o em Vila de Ala, em 2011.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Mogadouro, gare

Mais um elemento do património do concelho que cai aos pedaços. Não cheguei a conhecer a gare nos seus tempos áureos, mas deve ter sido um local muito bonito a julgar pelos vestígios que ainda se conseguem ver no local.

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Igreja do Azinhoso

Igreja do Azinhoso, uma das pérolas do concelho de Mogadouro.

domingo, 27 de novembro de 2011

Vila de Ala (I)

Já algum tempo que pretendia mostrar algumas fotografias que tirei na minha longa visita a Vila de Ala, mas a oportunidade não surgiu. Esta vai ser a primeira. Publiquei-a no Flick já faz algum tempo e posso dizer que teve bastante sucesso. Espero que gostem.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Nossa Senhora do Caminho (2011)

As festas de Nossa Senhora do Caminho tiveram início no dia 06 de Agosto, mas os dias fortes  foram os dias 27 e 28. Esta festa rivaliza com as maiores que se realizam no distrito, juntando milhares de pessoas, quer na componente religiosa, quer nos espetáculos musicais e feira.
Acompanhei as festas nos dias 27 e 28.
A festa de Nossa Senhora do Caminho é igual e diferente das restantes grandes festas e romarias. A semelhança está na alegria, no movimento de pessoas e no comércio que rodeia estes eventos. Tal como noutras festas, o comércio mais representativo são os vendedores do norte de África, mas que vendem marcas famosas e caras. Na minha opinião, a diferença está na fé, no respeito e na forma como decorrem as procissões de Sábado e de Domingo.
Mogadouro é um concelho agrícola, onde se movimenta muito dinheiro. Mas é também um concelho de emigração, principalmente para Espanha. O mês de Agosto é o mês em que Mogadouro se enche de pessoas, em que os emigrantes regressam à terra natal, em que se visita a família e se reveem os amigos. Os momentos altos do mês são, sem dúvida, a Festa de S. Ambrósio (esta no concelho de Macedo de Cavaleiros, mas bastante frequentada por Mogadourenses) e a Nossa Senhora do Caminho (isto quando as duas não coincidem na mesma data).
Realizam-se duas grandes procissões, uma no Sábado, outra no Domingo. Tradicionalmente a procissão do Sábado era mais curta e com menos gente, do que a de Domingo. Na atualidade as coisas não são bem assim. Foram muitas centenas de crentes que participaram na procissão e milhares os que assistiram à sua passagem. Depois da celebração da Eucaristia, com um sermão à moda antiga, prepararam-se os anjinhos, em grande número e formam-se as tradicionais quatro filas de pessoas que cumprem promessas. São muitas pessoas, novas ou de mais idade, principalmente do sexo feminino. A maior parte faz o percurso da procissão descalça, segurando uma vela acesa. Há apenas um andor, o de Nossa Senhora do Caminho, decorado com flores naturais, de cores brancas e azuis em sintonia com as cores da imagem, muito, muito bonita.
Do decurso da procissão verifica-se, mesmo nas pessoas que assistem, um silêncio e um respeito já pouco habituais nos tempos que correm. Não sei se há fé nas pessoas que veem a procissão passar do passeio, ou nas varandas, mas já fico admirado só pelo respeito.
No Domingo repetem-se os cenários, mas com muito mais gente a assistir e a participar nos atos religiosos. A procissão faz um percurso maior, contornando o castelo e fazendo uma entrada triunfal na alameda do recinto do santuário. Tal como no Sábado, duas bandas de música abrilhantaram a procissão e dois elementos da GNR montados a cavalo abriam caminho na cabeça da mesma.
À chegada do andor a ermida é lançada uma salva de morteiro que faz tremer as pedras da calçada e disparar os alarmes dos automóveis.
As noites são animadas, com variados conjuntos musicais, quase sempre dois. No Sábado o nome sonante foi José Cid. O recinto esteve cheio e, estou certo que o artista ficou muito feliz com a assistência a fazer coro em todas as canções que cantou. Não deixa de ser surpreendente, uma vez que estamos a falar de sucessos, alguns deles com mais de 30 anos! Não havia só cabelos brancos na assistência; muitos jovens também apreciam as baladas melodiosas do José Cid.
O conjunto de mordomos das festas está de parabéns. Foi um prazer participar nas Festas de Nossa Senhora do Caminho 2011.

domingo, 5 de junho de 2011

Caminhada à Barca / Brunhoso

No dia 29 de Maio passado realizou-se em Brunhoso uma caminhada, tendo como destino o Rio Sabor, no lugar da Barca. Esta iniciativa inseriu-se no programa de caminhadas de fim de mês, organizadas pelo Ginásio Municipal, desta vez no termo da freguesia de Brunhoso e com a colaboração da Junta desta freguesia.
Este tipo de actividade já não são novidade em Brunhoso, mas, desta vez, contou com a organização de uma instituição externa, de âmbito concelhio, que chamou participantes de variadas origens, ultrapassando mesmo as fronteiras do concelho. O próprio Presidente da autarquia fez questão de realizar este bonito percurso pedestre.
A caminhada teve início às 9:30, junto à sede da Junta de Freguesia, com mais de uma centena de participantes. Pela frente perto de 8 km, na totalidade por caminhos vicinais desde os quase 700 metros de altitude até aos 200 metros, junto ao rio Sabor. Tratava-se, portanto, de um percurso quase na integra em descida, com as paisagens mais agrestes e mais bonitas da freguesia.
 O percurso tinha um traçado paralelo à ribeira de Juncaínhos, a meia encosta, por entre frondosos sobreiros e alguns olivais. Apesar da força da floração primaveril já ter passado, não faltam flores de várias cores para darem mais colorido e perfume à caminhada.
Quando se passou sobre a ribeira de Juncaínhos houve algumas centenas de metros de íngreme subida, mas valeu a pena. Do alto da fraga do Poio tem-se uma visão magnífica em direcção ao Sabor. Avista-se o Cachão, o Picão, a Barca e terras de outras freguesias como Paradela, Vilar Chão, Castro Vicente e Remondes. Para muitas pessoas esta foi a primeira vez que tiveram esta visão, e será a última, uma vez que esta paisagem está prestes a ser destruída.
A Junta de Freguesia de Brunhoso, com o apoio de alguns emigrantes no Brasil, melhorou os acessos à fraga e construiu um miradouro, que permite usufruir desta visão magnífica sem grande esforço e com alguma segurança.
Neste local foi fornecida água e fruta, aos participantes da caminhada.
Os últimos quilómetros foram feitos em descida acentuada até ao lugar da Barca. Tal como o nome indica, deve aqui ter existido uma barca, possivelmente muito utilizada no Inverno, uma vez que há em redor muitos olivais. São ainda visíveis no leito do rio as estruturas de um açude, mas já nada resta do antigo moinho.
Além de uma pequena praia com areia, e um bom local para banhos, rapidamente aproveitadas pelos mais novos e afoitos, há, a poucos metros, um enorme sobreiro que já emprestou a sua sombra para eventos semelhantes. Sob a sua copa foram montadas as mesas para servirem a refeição que a Junta de freguesia ofereceu a todos os participantes. Arroz, frango e barriga de porco assada foram algumas das opções servidas.
O regresse à aldeia fez-se em carrinhas todo-o-terreno, mas não sem antes fazerem uma visita às prospeções arqueológicas feitas no meio do olival. Nas covas abertas são bem visíveis restos de construções e muita cerâmica, sobretudo tégulas, aparecendo algumas quase inteiras! São vestígios romanos ou um pouco posteriores, mas que poucos sabiam da sua existência.
Estão de parabéns a Câmara Municipal pela iniciativa da realização destes eventos, a Junta de Freguesia de Brunhoso pelo apoio prestado e todos os participantes por aderiram a esta forma desportiva, ecológica e divertida de passar o dia.

terça-feira, 31 de maio de 2011

Na Barca

Barca é um lugar da freguesia de Brunhoso, junto ao Rio Sabor, onde se realizou o almoço da caminhada que teve lugar no dia 29 de de Maio. Brevemente serão publicadas mais fotografias deste evento.

terça-feira, 24 de maio de 2011

29 de Maio - Caminhada à Barca / Brunhoso

No dia 29 de Maio de 2011 vai realizar-se uma caminhada em Brunhoso. A caminhada decorre entre a aldeia de Brunhoso e o lugar da Barca, junto ao rio Sabor, numa extensão de cerca de 6 Km. A organização é do Município de Mogadouro, através do Ginásio Municipal e conta com o apoio da Junta de Freguesia de Brunhoso.

Ficha de inscrição:
As inscrições podem ser feitas até ao dia ao dia 26 de Maio  e enviadas ou entregues no Gabinete de Desporto ou no Ginásio Municipal.