segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Sanhoane (01)


Com esta fotografia mais uma aldeia do concelho passa a estar representada neste Blogue: Sanhoane. Mostra uma oliveira junto à igreja matriz. A velha case que se vê em frente também despertou a minha curiosidade. Além de um interessante pilar em granito de uma robustez e qualidade pouco vulgar, tem uma característica varanda sendo uma excelente representação da construção tradicional de muitas aldeias. Não se vai aguentar muito mais tempo assim.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Brunhoso na VII Feira de Burros do Azinhoso


Mais uma participação avassaladora de Brunhoso na VII Feira de Burros do Azinhoso, no dia 12 de Setembro de 2010.
Parabéns a todos. Melhor é impossível.

À Descoberta do Variz

Durante o mês de Agosto de 2010 tive oportunidade de fazer pequenos passeios por algumas das aldeias do concelho. Uma das que visitei foi a aldeia do Variz. Confesso que esta aldeia era totalmente desconhecida para mim. Apesar de não estar situa a muita distância de Mogadouro, não se encontra em nenhum dos eixos rodoviários que une a sede de concelho às sedes dos concelhos vizinhos, pelo que, só vai ao Variz que se perde, ou quem tem essa intenção. Eu fui porque pretendia Descobrir mais um cantinho do concelho.
O Variz é uma anexa da freguesia de Penas Roias. Está a pouco mais de 11 km de Mogadouro (pela N221) e a 7 de Penas Roias, por estradas municipais. As poucas vezes que ouvi falar da aldeia foi quase sempre sobre a estação do caminho-de-ferro, que integrava a Linha do Sabor, morta há uma série de anos. Nesta estação funcionou, em tempos um bar. Essa particularidade foi várias vezes apresentada como exemplo de aproveitamento das infra-estruturas, muito antes de existir a Ciclovia do Sabor em Torre de Moncorvo ou o bar na estação de Larinho.
Ao primeiro contacto com a aldeia o sentimento foi de surpresa. As casas encontram-se dispersas por vários locais, com maior concentração em volta da igreja matriz e junto da estação, mas há outros bairros onde não me desloquei. Não contava com uma aldeia tão grande.
Num Sábado de manhã, o ambiente era de tranquilidade e vagabundeei pelas principais ruas sem praticamente me cruzar com ninguém. Como habitualmente a minha atenção centrou-se nas casas mais antigas, algumas em ruínas, outras com sinais positivos de obras de restauro. Infelizmente sem o apoio técnico (e até monetário) das autarquias, estes restauros são muitas vezes descaracterizadores, e este local não foge à regra.
A aldeia é atravessada por um curso de água, mas, em pleno Verão, não se via mais nada além de erva fresca. É de realçar a existência de um pequeno jardim com hortênsias e roseiras, tudo muito bem cuidado.
Encontrei uma pequena capela com a imagem de Nossa Senhora das Dores no altar. Também apresenta restos de frescos na parede num dos lados do altar e a representação do purgatório do outro. As paredes, o tecto, a porta e o pequeno campanário são recentes ou foram restaurados.
Quando é possível, impõe-se uma visita à igreja. Por sorte, foi possível. A presença de um habitante local deu-me a possibilidade de percorrer o espaço sem receios de ser mal interpretado.
Vale a pena visitar este espaço. Tem-se registo da igreja de S. João Baptista desde o início do Século XVI, altura em que foi ladrilhada a capela-mor, pintada uma imagem de S. João Baptista e mudada a pia baptismal para um canto da igreja. O interior é amplo, fruto possivelmente de vários acrescentos. Os altares também não são todos da mesma época. O mais trabalhado (e talvez antigo) é onde se encontra o Sagrado Coração de Jesus. Pelo brilho adivinha-se que o altar e o ambão são ambos novos. Há imensas imagens espalhadas por todos os espaços dos diferentes altares. Esta e outras características dão um ar simples e acolhedor ao edifício. O tecto da capela-mor está pintado de azul, com alguns elementos em dourado e com uma ilustração de Santo Antão ao centro. No chão ainda são evidentes as diferentes divisões onde eram depositados os mortos. Algumas pedras têm gravações.
No exterior há um largo a toda a volta da igreja. O frontispício, voltado para poente, apresenta uma torre sineira, com dois sinos, e uma porta com um arco perfeito. A simplicidade de elementos é característica de muitas igrejas desta região. Algumas nem apresentam a porta. Curiosamente há uma estrutura com uma pequena sineta do lado direito do frontispício.
Não muito longe da igreja há uma estrutura em granito, uma espécie de nicho, encimado por uma cruz. Sou tentado a pensar que tenham sido umas alminhas. O interior foi outrora pintado. Também aqui é visível o gosto que os habitantes têm pela sua aldeia, uma vez que há bonitas flores por todo o lado.
Junto à estrada que segue para a estação, há um bar e, perto dele, uma fonte de mergulho bastante bonita. A posição do sol não me permitiu fotografá-la com rigor, mas é bastante elegante. Muitas fontes deste género estão numa posição baixa em relação ao nível do solo, mas não é este caso, favorecendo assim a estética. É possível que tenha havido uma cruz sobre a fonte.
A paragem seguinte foi na estação. A minha muita curiosidade só foi ultrapassada pela desilusão. Trata-se de um edifício muito bem situado e bonito, mas era tal o abandono que senti envergonhado com a forma como tratamos o nosso património. O edifício está completamente ao abandono. Crescem silvas por toda a parte, sendo quase impossível circular em volta. Talvez as expectativas fossem muitas, mas achei uma pena tanto abandono.
Apesar de tudo, fiquei com uma boa imagem do Variz. Espero ter mais oportunidades de voltar à aldeia e conhecer com mais pormenor alguns dos seus aspectos mais característicos.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

S: Martinho do Peso

Mais uma aldeia do concelho chega ao blogue À Descoberta de Mogadouro. Visitei S. Martinho do Peso no dia 29 de Agosto de 2010. Foi uma visita demorada que deu para captar algumas imagens bem características desta aldeia. Por falta de tempo, ainda não escrevi nada, nem publiquei as fotografias.
Aqui deixo a primeira e a promessa de que outras se seguirão.

sábado, 4 de setembro de 2010

Mogadouro - Nossa Senhora do Caminho (2010)

Realizaram-se na última semana de Agosto, em Mogadouro, as festas em honra de Nossa Senhora do Caminho.
Apesar de ter passado no concelho os últimos dias do mês, a festa não me atraiu, e só me desloquei à vila no dia da procissão de Nossa Senhora do Caminho. Foi um Agosto muito preenchido e era necessário um bom atractivo para me tirar da tranquilidade da casa. Dos grupos musicais anunciados talvez tivesse gostado de ouvir os Quinta do Bill e o Camané, mas ainda os ouvi há pouco tempo.

Uma das características que, a meu ver, distingue a festa de Nossa Senhora do Caminho, de outras festas a que tenho assistido, e assisti neste Verão, são as manifestações de . Embora com uma tendência decrescente, merece realce a componente religiosa destas festas. Até eu que sou católico mas pouco praticante, fico impressionado com a quantidade de pessoas que faz promessas e se desloca à pequena ermida de Nossa Senhora do Caminho nos dias de festa.
Este ano a procissão teve um percurso mais curto, não sei porquê. Gostava de ter a ter visto ao longo da Avenida do Sabor, mas quando me apercebi já estava a entrar no recinto da capela.
No final da procissão o grupo de Bombos de S. Sebastião (Darque) fizeram a sua despedida com uma entusiasmante exibição em frente à capela de Nossa Senhora do Caminho.

Pelo que me disseram, valia a pena ter assistido ao fogo de artifício mas a essa hora já me encontrava em viagem.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

VII Feira de Burros do Azinhoso

Realiza-se, a 11 e 12 de Setembro, a VII Feira de Burros do Azinhoso, na Aldeia de Azinhoso - Mogadouro. A iniciativa é da AEPGA - Associação para o Estudo e Protecção do Gado Asinino e da AIVECA - Associação para a Investigação e Valorização Etnográfica e Cultural de Azinhoso. A entrada é livre.
"No concelho de Mogadouro, as feiras sempre tiveram um enorme impacto, nomeadamente, a Feira Anual do Azinhoso, cuja frequência era obrigatória para a maioria da população nordestina, tendo por isso uma influência não só de concelhia mas também regional, com principal relevância para os concelhos circundantes. Durante anos, o burro foi e é ainda considerado o protagonista desta feira", explicam os organizadores.
"A Feira Anual do Azinhoso foi revitalizada em 2004 pela AEPGA e a AIVECA em conjunto com o município de Mogadouro e a Junta de Freguesia de Azinhoso. O empenho da população local em cooperação com a organização do evento ajudou a recuperar antigas tradições como a gincana de burros, que sempre desafiou os mais arrojados e foliões do Azinhoso e aldeias vizinhas, a mostrar a sua perícia. A Feira do Azinhoso pretende reavivar antigas tradições bem como promover e sensibilizar curiosos e criadores para a preservação, nomeadamente, da Raça Asinina de Miranda", acrescentam.

Contactos:
Telef: 273.739.307
Telem: 96.615.11.31 ou 96.005.07.22
Email: burranco@gmail.com

Fonte: Jornal Público

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Flora do vale do Sabor (2)

Mais um conjunto de fotografias que ilustram a flora das margens do Sabor, nas freguesias de Remondes, Brunhoso e Paradela.
24 de Abril de 2010.

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Flora do vale do Sabor (1)

Conjunto de fotografias da flora das margens do rio Sabor.
24 de Abril de 2010.

domingo, 25 de julho de 2010

Festa de Nosso Senhor em Urrós

Nas minha deambulações pelo nordeste à Descoberta das paisagens costumes e tradições, não estava prevista uma passagem por Urrós (Mogadouro) no dia 3 de Junho de 2010, mas foi isso que aconteceu. Deslocava-me de Miranda do Douro para Mogadouro, quando, à passagem pela Estação, decidi fazer um desvio para visitar Urrós, que sabia estar em festa.
O objectivo era beber alguma coisa fresca com um amigo, natural da aldeia, mas a residir em Miranda do Douro e seguir viagem, mas não foi isso que aconteceu.
A paragem aconteceu junto à capela de S. Sebastião onde já tocava um conjunto. Havia alguns pares mais animados a dançarem e um bar onde bebi a tal bebida fresca, com alguns tremoços a acompanhar.
Pedi que me abrissem a porta da capela para fazer algumas fotografias o que me foi concedido. Esta capela foi alvo de um interversão recentemente. Apenas havia um pequeno altar onde estava a imagem de S. Sebastião. Agora toda a parede em volta do altar está revestida com bonitos elementos vegetalistas dourados. A festa a S. Sebastião acontece no 3.º domingo de Agosto e é a principal festa da aldeia. Costuma haver tourada, mas fiquei bastante satisfeito no ano em que os touros fugiram (não pelo pânico que provocaram, mas por se libertarem).
A festa agora em questão é em honra de Nosso Senhor mas também é a Festa do Gaiteiro e vamos perceber porquê já de seguida.
Quando me preparava par ir embora notei alguma movimentação no recinto do baile. Chegaram os gaiteiros e ouviu-se o tão característico som da gaita de foles do Planalto Mirandês. Este som deve ter activado algo nas pessoas porque, novos e velhos, começaram imediatamente a dançar! Passaram para a estrada e formaram duas filas, paralelas, com os gaiteiros atrás. Começaram a dançar rua abaixo.
Tinha duas opções: uma, esquecia a dança, entrava no carro e ia-me embora; segunda, juntava-me aos foliões, gozando a festa, tentando perceber o seu significado. Como devem perceber, optei pela segunda hipótese.
A dança é muito simples: após alguns passos no sentido da marcha, ao longo da rua, todos se cruzam alternando de fila, com um bonito efeito. As filas eram constituídas por pessoas de todas as idades e de todos os estratos sociais. Unia-os a alegria e a vontade se dançar.
Alternei momentos de dança com algumas pausas para tirar fotografias à medida que mais gente se ia juntando e outros iam apreciando o "baile" que passava. Soube, mais tarde, que estava a dançar as chulas.
Depois de algum tempo de dança, já com o sol muito baixo no horizonte, o grupo parou junto a uma casa que tinha uma mesa posta à porta. Havia bolos, económicos, tremoços, sumos, vinho e cerveja. Nos momentos que se seguiram aproveitei para saber mais alguns pormenores da festa.
Tudo começou muito cedo, com um foguete, que anunciou a chegada dos gaiteiros que deram volta à aldeia anunciando a festa. Depois do pequeno almoço, nova volta à aldeia acompanhando o mordomo que pedia "para o Santo". De tarde houve missa e festa popular que estava a acontecer quando eu cheguei junto  da capela de S. Sebastião.
A dança começa junto da capela, desce a rua e termina junto à casa do mordomo que brinda os populares com tremoços, bebidas e o que mais quiser dar.
A minha presença, desconhecido e muito atarefado a fotografar, despertou alguma curiosidade mas fui bem aceite por todos, até pelo mordomo que me convidou para sua casa.
Aproveitei também para conversar um pouco com o gaiteiro  José Maria Fernandes (Tio Rito), um dos mais exímios tocadores de gaita de foles da actualidade, que também compareceu com o seu instrumento mas que não chegou a tocar, dando espaço a outra geração de tocadores.
Não aceitei o convite do mordomo, ele tinha mais pessoas com que se preocupar, mas acabei por jantar em Urrós em casa do amigo que tinha ido visitar (o mesmo que "abandonei" junto à capela de S. Sebastião quando se iniciaram as chulas!).
À noite houve arraial, mas eu já tinha Descoberto os aspectos mais característicos das festas do Nosso Senhor, em Urrós. Segui viagem...

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Gaiteiro em Urrós

O Planalto Mirandês é de uma riqueza cultural inigualável em Portugal. Desta riqueza faz parte a música, com executantes de grande mestria em várias das aldeias do concelho de Mogadouro. Travanca, Urrós e Bemposta são freguesias onde podíamos ouvir excelentes execuções de gaiteiros. Esta tradição, felizmente, não se perde e novos gaiteiros bombeiros, e caixeiros vão surgindo com grande entusiasmo.
Esta fotografia faz parte de um conjunto que fiz em Urrós e que espera um pouco de tempo disponível para ser colocada online.
O gaiteiro é Alves Preto, jovem gaiteiro, mas muito promissor.