Equipamento serve quatro concelhos e cria quinze postos de trabalho
Depois de longos meses de espera, a Unidade de Hemodiálise de Mogadouro foi finalmente inaugurada no passado dia 22, pelo ministro das Finanças, Teixeira dos Santos. O equipamento, que permitiu a criação de 15 novos postos de trabalho na região, vai possibilitar o tratamento de cerca de 35 doentes insuficientes renais dos concelhos de Mogadouro, Vimioso, Miranda do Douro e Freixo de Espada à Cinta. É assim colocado um ponto final às viagens dos doentes para Mirandela todas as semanas, possibilitando, igualmente, “um aumento da qualidade de vida dos doentes”, como sublinhou o ministro. “Ao deslocar-me de Mirandela aqui, pude constatar o sacrifício que algumas dezenas de pessoas, que vão agora usufruir deste serviço, estavam a fazer. Uma deslocação extensa e com condições que não são as melhores para pessoas que têm alguma debilidade física. Põe-se fim a essa situação e aumenta-se a qualidade de saúde dos serviços aqui prestados”, acrescentou Teixeira dos Santos. Para Justina Martins, utente da nova unidade de saúde, o dia-a-dia agora é bem diferente. “Estou encantada, pois percorria muitos quilómetros por semana para Mirandela e agora em cinco minutos estou aqui. Chegava ao fim do dia muito cansada, mas agora chego a casa bem disposta”, salientou. Nunes Azevedo, o investidor privado responsável pela criação da unidade de hemodiálise de Mogadouro, tem já novos projectos para o Nordeste Transmontano, com o objectivo de, como sublinhou, “dar resposta às carências da região e dar qualidade ao tratamento e à vida dos doentes renais”. Assim, para além da nova unidade de Mirandela, que integrará diversos serviços, como hemodiálise, unidade de cuidados continuados, fisioterapia, sauna, banho turco, entre outros, o investidor associará à clínica um projecto turístico, com 12 habitações disponíveis, prioritariamente para alojar doentes insuficientes renais que se desloquem à região para hemodiálise. Paralelamente, e em resposta à dificuldade que os lares de 3ª idade muitas vezes apresentam no acompanhamento de doentes insuficiente renais, Nunes Azevedo revelou estar a pensar na criação de um lar específico para estes doentes, em Mirandela.
Aida Sofia Lima
Fonte: Mensageiro Notícias
sexta-feira, 28 de novembro de 2008
quinta-feira, 27 de novembro de 2008
Constituída a Confraria Gastronómica das Casulas de Mogadouro
Foi constituída através de escritura a Confraria Gastronómica da Casulas de Mogadouro. As casulas não são mais que feijão cortado em pequenos pedaços e seco ao sol e que por norma que acompanha o tradicional butelo ou chouriço de ossos confeccionado na região trasmontana ou outras peças do fumeiro tradicional.Segundo os promotores mais recente confraria gastronómica portuguesa, a ideia é promover a gastronomia regional junto dos visitantes e ao mesmo tempo alargar a oferta das cartas gastronómicas dos restaurantes da região.“Este tipo de produtos endógenos tem sido um pouco desprezado pelos agentes económicos locais, sendo por isso importante inclui-lo nos hábitos alimentes das pessoas”, disse á RBA Antero Neto, um dos confrades fundadores da nova confraria.Dada a qualidade dos produtos agrícolas existentes na região “ é importante diversificar”.De futuro a promoção da gastronomia tradicional será a principal meta desta nova confraria e confeccionar menus gastronómicos tradicionais com base em produtos de excelência oriundos de uma agricultura natural.“O butelo com casulas é um prato muito procurado em Trás o Montes, só que a iguaria nem sempre se encontra disponível talvez por não haver ainda um cultura gastronómica na região”, asseguram os confrades.Criar parceria com agentes económicos do concelho no sentido de promover os produtos junto dos potenciais comensais é outra das tónicas.
Fonte: RBA
sexta-feira, 7 de novembro de 2008
domingo, 12 de outubro de 2008
Feira dos Gorazes 2008
Quem quiser encontrar o programa dos GORAZES 2008 na Internet, pode começar por procurar no sítio da A.C.I.S.M., organizadora do certame. Se não encontrar nada, pode ainda assim dar uma espreitadela no sítio web da Câmara Municipal de Mogadouro. Se mesmo assim não encontrar nada sobre o assunto, só lhe resta tentar o que se pretende o Portal de Mogadouro, em Mogadouro.com. Se não encontrou nada, é pena, não tem outra hipótese senão ficar-se com este panfleto que eu "roubei" no primeiro dia da Feira!
terça-feira, 7 de outubro de 2008
terça-feira, 16 de setembro de 2008
IC5 em risco
O presidente da Câmara de Mogadouro denuncia o que pode ser uma autêntica bomba para os interesses da região. Segundo o autarca, o IC5 pode vir a transformar-se numa simples estrada nacional, perdendo o estatuto de itinerário complementar. Moraes Machado garante ter sido informado pela Estradas de Portugal de que o traçado e a largura da via podem vir a ser corrigidos, devido a restrições financeiras.
O IC5 foi considerado por todos os presidentes de câmara da região como a prioridade ao nível das acessibilidades e foi anunciado pelo Primeiro-Ministro como uma das estradas a concretizar na região, até 2012. A via é fundamental para os concelhos do sul do distrito de Bragança e Moraes Machado diz que com esta denúncia pretende alertar os colegas que podem vir a ser prejudicados com a desvalorização do IC5.
Fonte: RBA
O IC5 foi considerado por todos os presidentes de câmara da região como a prioridade ao nível das acessibilidades e foi anunciado pelo Primeiro-Ministro como uma das estradas a concretizar na região, até 2012. A via é fundamental para os concelhos do sul do distrito de Bragança e Moraes Machado diz que com esta denúncia pretende alertar os colegas que podem vir a ser prejudicados com a desvalorização do IC5.
Fonte: RBA
sexta-feira, 12 de setembro de 2008
Vandalismo no castelo de Mogadouro

O castelo de Mogadouro tem sido sistematicamente alvo de actos de vandalismo. Após vários obras da responsabilidade do IGESPAR – o Instituto da Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico, que custaram cerca de 150 mil euros o monumento tem sido alvo de diversas acções de destruição de materiais.
Também a zona envolvente do castelo de Mogadouro tem sido afectada, candeeiros derrubados e lampadas partidas são situações comuns. A autarquia diz que a partir de agora vai passar a apresentar queixa de todos os actos de vandalismo à GNR.
Fonte: RBA
segunda-feira, 1 de setembro de 2008
N.S. do Caminho - Mogadouro

Depois de passar alguns dias em Mogadouro, mais concretamente em Brunhoso, trouxe comigo algumas centenas de fotografias. Durante estes dias não pude dispensar um largo passeio ao Rio Sabor, símbolo da beleza e de pureza e a presença nas festividades de Nossa Senhora do Caminho, que conheço mais por relatos do que pela presença.
Sobre as festas de Nossa Senhora do Caminho, há algumas notas: no que toca às noites de arraial, só estive presente no dia 30, em que actuaram Sérgio Godinho, Vitorinho, Janita Salomé e Tito Paris. Até me dei ao cuidado de explicar aos meus filhos a importância da alguns destes Senhores na música portuguesa, mas o espectáculo foi um fiasco. Talvez por as expectativas serem muitas, achei que estes grandes da música portuguesa se perderam num palco gigantesco, no meio de ritmos, bonitos mas não representativos da sua qualidade e da sua história.
No dia 31, estive na saída da procissão. Parece-me que já não tem a imponência e a participação que se verificava algumas décadas atrás. Há gente que segue os rituais com muita fé e devoção mas, são muitos, muitos mais os espectadores (como eu).Se houve algo que me surpreendeu, foi a quantidade de feirantes espalhados pelas ruas, durante a maior parte dos dias das festas. O público, esse pareceu-me arredado. Os emigrantes, muitos já regressaram ao trabalho, os residentes, ou sentiram o fresco das noites, ou o peso da recessão de um país que tem poucos motivos para festejar.
Terminado o "Verão", voltamos à rotina do dia a dia. O céu está azul, já cairam as primeiras chuvas. Semeiam-se as nabiças, colher-se-ão as uvas.
A vida segue o seu curso, neste interior cheio de cor e de vida.
terça-feira, 12 de agosto de 2008
quarta-feira, 6 de agosto de 2008
terça-feira, 8 de julho de 2008
terça-feira, 1 de julho de 2008
Providência cautelar quer travar barragem no rio Sabor
O primeiro-ministro assina hoje ao meio-dia, em Bragança, o contrato de adjudicação do aproveitamento hidroeléctrico do Baixo Sabor. Mas as organizações ambientalistas que integram a Plataforma Sabor Livre (PSL) estragaram-lhe a festa, interpondo uma providência cautelar para impedir a construção do empreendimento.
A Plataforma diz que a obra é ilegal porque a Declaração de Impacte Ambiental (DIA) que a autoriza já caducou a 15 de Junho. Lembram que a construção da barragem foi autorizada em 2004 por uma DIA que caducou dois anos depois. Esta foi prorrogada pelo secretário de Estado do Ambiente em 30 de Junho de 2006, não incluindo, por razões evidentes, as medidas de compensação exigidas pela Comissão Europeia ao Estado em 2007.
Assim, a PSL considera “inadmissível” que “se autorize uma obra que irá destruir valores naturais insubstituíveis, conforme já foi reconhecido pela Comissão Europeia, sem que estejam definidas, orçamentadas e calendarizadas as medidas de compensação que, aparentemente, justificaram um arquivamento da queixa apresentada pela PSL”.
Cabe agora aos tribunais pronunciar-se sobre a pertinência e fundamento desta iniciativa legal. As organizações ambientalistas da Plataforma dizem que a situação atrás descrita, que está na base da providência cautelar, é a última de uma sequência de “atropelos legais” e “decisões não fundamentadas” no processo do Baixo Sabor.
Uma dessas decisões é o arquivamento, pela Comissão Europeia, da queixa apresentada pela PSL por considerar que a barragem violava disposições comunitárias de protecção e conservação da natureza. Outra medida que suscita críticas é a recusa de “acesso à documentação do processo do Baixo Sabor”. Até agora, acrescenta aquela estrutura, continuam por conhecer-se documentos que “alegadamente” justificam o arquivamento.
Finalmente, a PSL critica o facto de terem sido sistematicamente ignoradas “alternativas com menores impactes” ambientais. E enfatizam a exclusão da barragem do Baixo Sabor da lista de projectos estudados no âmbito do Plano Nacional de Barragens: “Face aos critérios utilizados para seleccionar os dez empreendimentos, teria sido imediatamente rejeitada por afectar directamente a Rede Natura 2000”.
Posições extremadas
A construção de uma barragem no Baixo Sabor começou a ganhar forma em 1994, tendo o ano de 2005 como cenário de construção. Mas a descoberta das gravuras rupestres do Côa obrigou a antecipar datas. Em 2000, era lançado o estudo de impacte ambiental do empreendimento, a realizar perto da foz do rio Sabor.
A discussão pública que se seguiu pôs à luz do dia posições bastante extremadas. A barragem é defendida pelo Governo, pelos autarcas e parte da população, mas as organizações ambientalistas estão contra. Um manifesto assinado por 350 investigadores ligados à área do ambiente opõe-se à construção da barragem.
Para a PSL, o empreendimento afectará habitats e espécies ameaçadas. No quadro da política energética nacional, o Sabor não é uma mais-valia relevante, considera ainda a Plataforma. Além disso, o contributo da barragem para a redução das emissões de gases de efeito de estufa é considerado “irrelevante”.
Os 12 presidentes de câmaras do distrito de Bragança e associações empresariais regionais, por seu lado, subscrevem um manifesto a reivindicar a construção da barragem. O combate à desertificação da região e o impulso “significativo” ao desenvolvimento socioeconómico são os principais argumentos a favor da construção da barragem.
Sabor é um dos últimos rios selvagens de Portugal
A nascente do rio Sabor, ainda como ribeira de montanha, é na serra de Parada, do outro lado da fronteira, a 1600 metros de altitude. Cem quilómetros mais abaixo, desagua no Douro perto de Torre de Moncorvo.
À excepção de uma mini-hídrica, é um curso de água sem presença humana significativa, o que tem levado a que seja considerado como um dos últimos rios selvagens de Portugal. É essa a opinião de José Teixeira, biólogo da Universidade do Porto e um dos defensores da conservação do Baixo Sabor sem barragens.
O que o torna um rio único é a diversidade de habitats e espécies vegetais — 17 só no Baixo Sabor, quatro deles de conservação prioritária. Encontram-se também aqui “os mais extensos e bem conservados azinhais e sobreirais de Trás-os-Montes”. Se acrescentarmos a presença de extensões significativas de videira e oliveira-brava, está completo o quadro de diversidade genética que caracteriza o Baixo Sabor.
Pelo lado da fauna, este ecossistema faz as delícias dos investigadores: águias-de-bonelli, águias-reais, abutres-do-egipto e cegonhas-pretas, mas também lobos, toupeiras-d’água, lontras, gatos-bravos e corços. Não surpreende, por isso, que duas centenas de investigadores tenham subscrito um manifesto público em que defendem a manutenção desta área livre de barragens.
A existência de gravuras rupestres no Baixo Sabor e marcas de ocupação durante a idade do Ferro reforçam a tese de quem se tem batido pela preservação do ecossistema tal como está.
“Aquilo que está em causa no Vale do Sabor é a preservação da história e património natural de Portugal e, de certa forma, do nosso planeta”, remata José Teixeira.
Plano nacional prevê dez novos aproveitamentos
Dez novas barragens, um investimento de dois mil milhões de euros e a criação de sete mil novos empregos: este poderia ser, numa fórmula simplificada, o conteúdo do Plano Nacional de Barragens (PNB) apresentado em Março passado pelo Governo. O horizonte de realização é de sete anos.
O plano prevê dois picos de investimento. O primeiro, a concretizar já no segundo semestre de 2009, permitirá criar quatro mil postos de trabalho. O segundo pico deverá ocorrer entre 2010 e 2011, traduzindo-se em mais 2800 postos de trabalho.
Em termos económicos, o interesse das diferentes barragens é muito variável. Na opinião de Pedro Serra, presidente das Águas de Portugal, o projecto mais atractivo para os investidores será o de Foz Tua. Nas declarações que fez ao PÚBLICO, os projectos do Pinhosão, Girabolhos, Alvito e Almourol são considerados pouco interessantes.
O caso específico do Baixo Sabor divide opiniões. Em Agosto do ano passado, o primeiro-ministro referiu-se-lhe como “a decisão política mais simbólica” da aposta nas energias renováveis e um “projecto verdadeiramente estratégico para o país”. Os ambientalistas da Plataforma Sabor Livre falam dos impactes ambientais irreversíveis e da irrelevância do contributo da barragem do Sabor para o total de potência hidroeléctrica prevista no PNB.
O tempo de execução dos diversos projectos também não é linear. Pedro Serra considera que não existe, neste momento, mercado para ter as dez novas barragens a funcionar. Ou seja, o prazo de realização será forçosamente mais dilatado.
30.06.2008 - 07h11 Carlos Pessoa
Fonte: Esfera - Público
A Plataforma diz que a obra é ilegal porque a Declaração de Impacte Ambiental (DIA) que a autoriza já caducou a 15 de Junho. Lembram que a construção da barragem foi autorizada em 2004 por uma DIA que caducou dois anos depois. Esta foi prorrogada pelo secretário de Estado do Ambiente em 30 de Junho de 2006, não incluindo, por razões evidentes, as medidas de compensação exigidas pela Comissão Europeia ao Estado em 2007.
Assim, a PSL considera “inadmissível” que “se autorize uma obra que irá destruir valores naturais insubstituíveis, conforme já foi reconhecido pela Comissão Europeia, sem que estejam definidas, orçamentadas e calendarizadas as medidas de compensação que, aparentemente, justificaram um arquivamento da queixa apresentada pela PSL”.
Cabe agora aos tribunais pronunciar-se sobre a pertinência e fundamento desta iniciativa legal. As organizações ambientalistas da Plataforma dizem que a situação atrás descrita, que está na base da providência cautelar, é a última de uma sequência de “atropelos legais” e “decisões não fundamentadas” no processo do Baixo Sabor.
Uma dessas decisões é o arquivamento, pela Comissão Europeia, da queixa apresentada pela PSL por considerar que a barragem violava disposições comunitárias de protecção e conservação da natureza. Outra medida que suscita críticas é a recusa de “acesso à documentação do processo do Baixo Sabor”. Até agora, acrescenta aquela estrutura, continuam por conhecer-se documentos que “alegadamente” justificam o arquivamento.
Finalmente, a PSL critica o facto de terem sido sistematicamente ignoradas “alternativas com menores impactes” ambientais. E enfatizam a exclusão da barragem do Baixo Sabor da lista de projectos estudados no âmbito do Plano Nacional de Barragens: “Face aos critérios utilizados para seleccionar os dez empreendimentos, teria sido imediatamente rejeitada por afectar directamente a Rede Natura 2000”.
Posições extremadas
A construção de uma barragem no Baixo Sabor começou a ganhar forma em 1994, tendo o ano de 2005 como cenário de construção. Mas a descoberta das gravuras rupestres do Côa obrigou a antecipar datas. Em 2000, era lançado o estudo de impacte ambiental do empreendimento, a realizar perto da foz do rio Sabor.
A discussão pública que se seguiu pôs à luz do dia posições bastante extremadas. A barragem é defendida pelo Governo, pelos autarcas e parte da população, mas as organizações ambientalistas estão contra. Um manifesto assinado por 350 investigadores ligados à área do ambiente opõe-se à construção da barragem.
Para a PSL, o empreendimento afectará habitats e espécies ameaçadas. No quadro da política energética nacional, o Sabor não é uma mais-valia relevante, considera ainda a Plataforma. Além disso, o contributo da barragem para a redução das emissões de gases de efeito de estufa é considerado “irrelevante”.
Os 12 presidentes de câmaras do distrito de Bragança e associações empresariais regionais, por seu lado, subscrevem um manifesto a reivindicar a construção da barragem. O combate à desertificação da região e o impulso “significativo” ao desenvolvimento socioeconómico são os principais argumentos a favor da construção da barragem.
Sabor é um dos últimos rios selvagens de Portugal
A nascente do rio Sabor, ainda como ribeira de montanha, é na serra de Parada, do outro lado da fronteira, a 1600 metros de altitude. Cem quilómetros mais abaixo, desagua no Douro perto de Torre de Moncorvo.
À excepção de uma mini-hídrica, é um curso de água sem presença humana significativa, o que tem levado a que seja considerado como um dos últimos rios selvagens de Portugal. É essa a opinião de José Teixeira, biólogo da Universidade do Porto e um dos defensores da conservação do Baixo Sabor sem barragens.
O que o torna um rio único é a diversidade de habitats e espécies vegetais — 17 só no Baixo Sabor, quatro deles de conservação prioritária. Encontram-se também aqui “os mais extensos e bem conservados azinhais e sobreirais de Trás-os-Montes”. Se acrescentarmos a presença de extensões significativas de videira e oliveira-brava, está completo o quadro de diversidade genética que caracteriza o Baixo Sabor.
Pelo lado da fauna, este ecossistema faz as delícias dos investigadores: águias-de-bonelli, águias-reais, abutres-do-egipto e cegonhas-pretas, mas também lobos, toupeiras-d’água, lontras, gatos-bravos e corços. Não surpreende, por isso, que duas centenas de investigadores tenham subscrito um manifesto público em que defendem a manutenção desta área livre de barragens.
A existência de gravuras rupestres no Baixo Sabor e marcas de ocupação durante a idade do Ferro reforçam a tese de quem se tem batido pela preservação do ecossistema tal como está.
“Aquilo que está em causa no Vale do Sabor é a preservação da história e património natural de Portugal e, de certa forma, do nosso planeta”, remata José Teixeira.
Plano nacional prevê dez novos aproveitamentos
Dez novas barragens, um investimento de dois mil milhões de euros e a criação de sete mil novos empregos: este poderia ser, numa fórmula simplificada, o conteúdo do Plano Nacional de Barragens (PNB) apresentado em Março passado pelo Governo. O horizonte de realização é de sete anos.
O plano prevê dois picos de investimento. O primeiro, a concretizar já no segundo semestre de 2009, permitirá criar quatro mil postos de trabalho. O segundo pico deverá ocorrer entre 2010 e 2011, traduzindo-se em mais 2800 postos de trabalho.
Em termos económicos, o interesse das diferentes barragens é muito variável. Na opinião de Pedro Serra, presidente das Águas de Portugal, o projecto mais atractivo para os investidores será o de Foz Tua. Nas declarações que fez ao PÚBLICO, os projectos do Pinhosão, Girabolhos, Alvito e Almourol são considerados pouco interessantes.
O caso específico do Baixo Sabor divide opiniões. Em Agosto do ano passado, o primeiro-ministro referiu-se-lhe como “a decisão política mais simbólica” da aposta nas energias renováveis e um “projecto verdadeiramente estratégico para o país”. Os ambientalistas da Plataforma Sabor Livre falam dos impactes ambientais irreversíveis e da irrelevância do contributo da barragem do Sabor para o total de potência hidroeléctrica prevista no PNB.
O tempo de execução dos diversos projectos também não é linear. Pedro Serra considera que não existe, neste momento, mercado para ter as dez novas barragens a funcionar. Ou seja, o prazo de realização será forçosamente mais dilatado.
30.06.2008 - 07h11 Carlos Pessoa
Fonte: Esfera - Público
segunda-feira, 30 de junho de 2008
Azinhoso

Azinhoso é uma das 28 freguesias que pertence ao concelho de Mogadouro, com uma área total de 30,8 km2 e dista cerca de 7 Km da sua sede de concelho.
Azinhoso está descrita como Área Predominantemente Rural, segundo a Tipologia de Áreas Urbanas.
Trata-se de uma freguesia que inclui, para além de Azinhoso, outras duas povoações anexas: Sampaio e Viduedo.
Em termos demográficos esta freguesia possui 378 habitantes, sendo 192 homens e 186 mulheres e uma densidade populacional de 12,3 hab/km2. No ano de 2001 foram registados, nesta freguesia, 2 nados vivos e 12 óbitos.
O seu nome descende da antiga existência de azinheiras, mais conhecidas por carrascos pelas suas gentes.
As actividades económicas que se destacam nesta freguesia são: a agricultura e pecuária, construção civil, comércio e serviços.
Fonte: AMDS
segunda-feira, 2 de junho de 2008
Espaço Internet adaptado a cidadãos com necessidades especiais
Os cidadãos com necessidades especiais a residir em Mogadouro têm ao seu dispor novos instrumentos com capacidade para dar resposta a situações do seu dia a dia. Desta forma foi inaugurado um novo espaço Internet com 12 computadores, sendo alguns deles adaptados para invisuais e pessoas com problemas de mobilidade. O investimento rondou os 120 mil euros.
Desde a sua entrada funcionamento, há cerca de dois meses, o espaço Internet já obteve 15.679 registos, o que dá uma média de 871 utilizadores por semana. “É muito útil ter este tipo de equipamento adaptado as pessoas como eu, que sou deficiente invisual, mas igualmente no entanto há outras pessoas como o mesmo problemas, que assim podem trabalhar e comunicar com pessoas ditas normais, “ observou à RBA, Manuel Frade de 42 anos de idade, professor invisual. A autarquia de Mogadouro, a responsável pelo espaço já disse que os três monitores que ali prestam serviço terão atenção aos comportamentos dos utilizadores mais novos de forma a não entrarem em sites com conteúdos duvidosos.
Visto em: RBA
Desde a sua entrada funcionamento, há cerca de dois meses, o espaço Internet já obteve 15.679 registos, o que dá uma média de 871 utilizadores por semana. “É muito útil ter este tipo de equipamento adaptado as pessoas como eu, que sou deficiente invisual, mas igualmente no entanto há outras pessoas como o mesmo problemas, que assim podem trabalhar e comunicar com pessoas ditas normais, “ observou à RBA, Manuel Frade de 42 anos de idade, professor invisual. A autarquia de Mogadouro, a responsável pelo espaço já disse que os três monitores que ali prestam serviço terão atenção aos comportamentos dos utilizadores mais novos de forma a não entrarem em sites com conteúdos duvidosos.
Visto em: RBA
quarta-feira, 28 de maio de 2008
sábado, 24 de maio de 2008
segunda-feira, 12 de maio de 2008
quarta-feira, 7 de maio de 2008
Prometida estrada do Rato de Cabrera
Os presidentes dos municípios de Mogadouro e Vimioso mostram-se “mais confiantes” em relação ao futuro da EN-219 que liga Mogadouro a Bragança, com passagem por Vimioso e consequente ligação ao IP4. No entanto Morais Machado, presidente da Câmara de Mogadouro, garante que nunca percebeu o porque das obras de beneficiação de EN-219 no troco que liga Vimioso a Mogadouro terem parado em Algoso.
“Agora aquele lanço de via com cerca de 20 quilómetros que separa Mogadouro de Algoso, já foi defendido como prioritário pelo secretário de Estado das Obras Publicas no contexto das acessibilidades internas do distrito de Bragança,” frisou o autarca. Por seu lado José Rodrigues, autarca de Vimioso, garante mesmo que, o problema do rato de Cabrera está ultrapassado, uma situação que afectou os estudos da ligação de Vimioso ao IP4, com passagem por Outeiro, por ali alegadamente existir uma colónia de um rato tão importante. “ Os técnicos da empresa Estradas de Portugal virão ao local na próxima semana, para fazerem alguns levantamentos, para que na eventualidade se possa dar andamento ao Estuda de Impacto Ambiental,” disse o edil. Para já a hipótese mais provável para um novo traçado Vimioso / Outeiro é que passe junto a Pinelo, sendo esta a melhor solução, não só do ponto de vista económico, mas a que melhor servirá, não só o concelho de Vimioso, mas também os concelhos de Miranda do Douro, Freixo de Espada à Cinta e Mogadouro. De recordar que a EN-219 é um corredor importante para o transporte de doentes que saem dos Serviços de Atendimento Permanente, ainda em funcionamento nos concelhos servidos por aquela via com destino ao Hospital de Bragança.
Fonte: RBA
“Agora aquele lanço de via com cerca de 20 quilómetros que separa Mogadouro de Algoso, já foi defendido como prioritário pelo secretário de Estado das Obras Publicas no contexto das acessibilidades internas do distrito de Bragança,” frisou o autarca. Por seu lado José Rodrigues, autarca de Vimioso, garante mesmo que, o problema do rato de Cabrera está ultrapassado, uma situação que afectou os estudos da ligação de Vimioso ao IP4, com passagem por Outeiro, por ali alegadamente existir uma colónia de um rato tão importante. “ Os técnicos da empresa Estradas de Portugal virão ao local na próxima semana, para fazerem alguns levantamentos, para que na eventualidade se possa dar andamento ao Estuda de Impacto Ambiental,” disse o edil. Para já a hipótese mais provável para um novo traçado Vimioso / Outeiro é que passe junto a Pinelo, sendo esta a melhor solução, não só do ponto de vista económico, mas a que melhor servirá, não só o concelho de Vimioso, mas também os concelhos de Miranda do Douro, Freixo de Espada à Cinta e Mogadouro. De recordar que a EN-219 é um corredor importante para o transporte de doentes que saem dos Serviços de Atendimento Permanente, ainda em funcionamento nos concelhos servidos por aquela via com destino ao Hospital de Bragança.
Fonte: RBA
terça-feira, 6 de maio de 2008
Mais alimentadores para extinção de abutres no Douro
A rede de alimentadores de aves necrófagas existente no Parque Natural do Douro Internacional (PNDI) que abrange os concelhos de Miranda do Douro, Mogadouro, Freixo de Espada à Cinta e Figueira de Castelo Rodrigo, vai ser dotada com mais dois novos equipamentos, os três já existentes puderam vir a ser melhorados.
A ideia passa por construir mais alimentadores, em locais onde os agricultores possam depositar as carcaças dos animais que por vários motivos morrem nas suas explorações e ao mesmo tempo manter a comunidades de aves necrófagas existentes no PNDI. Estes equipamentos, são no fundo locais vedados para onde não possam entrar predadores e localizados em pontos estratégicos onde no passado havia o hábito dos pastores e produtores de gado depositarem os animais mortos. Todas as carcaças que ali são depositadas têm obrigatoriamente de passar por controlo veterinário. Devido a este conjunto de restrições, os abutres que nidificam na área do PNDI poderiam correr risco de extinção. Este tipo equipamento vai ajudar a população agrícola dos concelhos a mater as práticas agrícolas em relação ao comprimento da lei. Os alimentadores já existentes estão localizados em Picote, Poiares (local onde está o alimentador de abutres mais antigo do país) e Almofala. Agora a construção de mais dois alimentadores está prevista para zona norte do concelho de Mirada do Douro e nas arribas junto a Bruçó, concelho de Mogadouro. Esta necessidade prendesse com o facto de ameaça que paira sobre o Britango, também conhecido como “Abutre do Egipto” uma espécie de ave necrófaga que se encontra ameaçada e aonde estão contabilizados cerca de 130 casais. Estes espaços foram desenvolvidos em parceria com cada município, mas agora pretende-se chamar a esta parceria de preservação do meio ambiente as associações existentes na área do PNDI.
Fonte: RBA
A ideia passa por construir mais alimentadores, em locais onde os agricultores possam depositar as carcaças dos animais que por vários motivos morrem nas suas explorações e ao mesmo tempo manter a comunidades de aves necrófagas existentes no PNDI. Estes equipamentos, são no fundo locais vedados para onde não possam entrar predadores e localizados em pontos estratégicos onde no passado havia o hábito dos pastores e produtores de gado depositarem os animais mortos. Todas as carcaças que ali são depositadas têm obrigatoriamente de passar por controlo veterinário. Devido a este conjunto de restrições, os abutres que nidificam na área do PNDI poderiam correr risco de extinção. Este tipo equipamento vai ajudar a população agrícola dos concelhos a mater as práticas agrícolas em relação ao comprimento da lei. Os alimentadores já existentes estão localizados em Picote, Poiares (local onde está o alimentador de abutres mais antigo do país) e Almofala. Agora a construção de mais dois alimentadores está prevista para zona norte do concelho de Mirada do Douro e nas arribas junto a Bruçó, concelho de Mogadouro. Esta necessidade prendesse com o facto de ameaça que paira sobre o Britango, também conhecido como “Abutre do Egipto” uma espécie de ave necrófaga que se encontra ameaçada e aonde estão contabilizados cerca de 130 casais. Estes espaços foram desenvolvidos em parceria com cada município, mas agora pretende-se chamar a esta parceria de preservação do meio ambiente as associações existentes na área do PNDI.
Fonte: RBA
quinta-feira, 10 de abril de 2008
Chegaram os cogumelos de Primavera
Pantorra é a espécie mais apetecida nesta época do ano, mas difícil de encontrar
A época de Outono não é a única estação do ano rica em cogumelos silvestres. Os meses de Abril e Maio são ideias para procurar estes fungos, únicos do ponto de vista gastronómico e medicinal.
Nesta época, no Planalto Mirandês e no Vale do Sabor nascem e crescem as Pantorras (Morchella Esculenta) que para alguns especialistas são considerados um dos três melhores cogumelos que se conhecem, só superados pela Trufa.
A Pantorra é muito apreciada em várias regiões do País e a restauração começa a incluir este fungo nos seus cardápios, já que liga bem com pratos de carne ou peixe. O petisco pode mesmo ser saboreado sem qualquer outro acompanhamento.
A forma do seu chapéu faz lembrar favos de mel. Com uma cor castanha e pé branco, estes cogumelos podem ser encontrados em zona húmidas próximas dos cursos de água, junto a eucaliptos ou outras árvores em sítios ricos em húmus.
Segundo Eliseu Amaro, chefe de cozinha e apreciador de cogumelos, “a Pantorra tem um sabor intenso pelo que pode ser incluída na chamada cozinha de elite, porque o seu paladar fica retido na memória gustativa durante algum tempo”.
Quem procura Pantorras certamente não será para vender
Na região trasmontana este cogumelo ainda se encontra com alguma facilidade, mas é preciso conhecer bem os locais onde se desenvolve. Quem procura Pantorras certamente não será para vender, dado tratar-se de “um autêntico manjar dos Deuses”.
Quando colocados frescos no mercado, cada quilo (que poderá corresponder de 40 a 50 fungos) pode rondar os 100 euros, mas há quem pague mais só para apreciar esta iguaria. “A sua ‘carne’ branca e a consistência esponjosa apresenta um sabor suave, sendo de alta qualidade”, explica o cozinheiro.
Por isso, todos os anos, por altura da Primavera, as pessoas partem à descoberta destes fungos, em que a humidade dos solos e o calor são factor determinante no seu aparecimento.
“Este ano não está correr bem. Se já as Pantorras são raras, com a falta de chuva é preciso procurar bem e revirar com cuidado os locais que no passado foram bons na apanha”, alega Eliseu Amaro.
Apesar da procura de cogumelos com um objectivo comercial, quem procura um fungo deste tipo fá-lo por gosto.
"O prazer de encontrar duas ou três Pantorras deixa entusiasmados os apreciadores” garante o profissional.
Por: Francisco Pinto
Visto em: Jornal Nordeste
A época de Outono não é a única estação do ano rica em cogumelos silvestres. Os meses de Abril e Maio são ideias para procurar estes fungos, únicos do ponto de vista gastronómico e medicinal.
Nesta época, no Planalto Mirandês e no Vale do Sabor nascem e crescem as Pantorras (Morchella Esculenta) que para alguns especialistas são considerados um dos três melhores cogumelos que se conhecem, só superados pela Trufa.
A Pantorra é muito apreciada em várias regiões do País e a restauração começa a incluir este fungo nos seus cardápios, já que liga bem com pratos de carne ou peixe. O petisco pode mesmo ser saboreado sem qualquer outro acompanhamento.
A forma do seu chapéu faz lembrar favos de mel. Com uma cor castanha e pé branco, estes cogumelos podem ser encontrados em zona húmidas próximas dos cursos de água, junto a eucaliptos ou outras árvores em sítios ricos em húmus.
Segundo Eliseu Amaro, chefe de cozinha e apreciador de cogumelos, “a Pantorra tem um sabor intenso pelo que pode ser incluída na chamada cozinha de elite, porque o seu paladar fica retido na memória gustativa durante algum tempo”.
Quem procura Pantorras certamente não será para vender
Na região trasmontana este cogumelo ainda se encontra com alguma facilidade, mas é preciso conhecer bem os locais onde se desenvolve. Quem procura Pantorras certamente não será para vender, dado tratar-se de “um autêntico manjar dos Deuses”.
Quando colocados frescos no mercado, cada quilo (que poderá corresponder de 40 a 50 fungos) pode rondar os 100 euros, mas há quem pague mais só para apreciar esta iguaria. “A sua ‘carne’ branca e a consistência esponjosa apresenta um sabor suave, sendo de alta qualidade”, explica o cozinheiro.
Por isso, todos os anos, por altura da Primavera, as pessoas partem à descoberta destes fungos, em que a humidade dos solos e o calor são factor determinante no seu aparecimento.
“Este ano não está correr bem. Se já as Pantorras são raras, com a falta de chuva é preciso procurar bem e revirar com cuidado os locais que no passado foram bons na apanha”, alega Eliseu Amaro.
Apesar da procura de cogumelos com um objectivo comercial, quem procura um fungo deste tipo fá-lo por gosto.
"O prazer de encontrar duas ou três Pantorras deixa entusiasmados os apreciadores” garante o profissional.
Por: Francisco Pinto
Visto em: Jornal Nordeste
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