sábado, 5 de abril de 2008

Homem encontrado carbonizado

Foi encontrado um corpo carbonizado junto da ponte de Remontes, no rio Sabor. O corpo encontrado é de um empresário, na casa dos 60 anos, residente em Mogadouro. Tinha sido dado um alerta às autoridades, esta quinta-feira, depois do jantar, no entanto o homem acabou pr ser encontrado sem vida, sexta-feira de madrugada, por um familiar.

Para já, está afastada a hipótese de homicídio, mas ainda se desconhecem as causas desta morte. O caso já está nas mãos da Polícia Judiciária.

Visto em: RBA

segunda-feira, 31 de março de 2008

UTAD investiga em Mogadouro

O município de Mogadouro e a Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) assinaram um protocolo com vista ao desenvolvimento de um projecto de investigação na área dos recursos naturais e semi- naturais. Ao mesmo tempo os técnicos das UTAD analisaram os ciclos agro-ecológicos do pão, dos enchidos, do azeite, do vinho, da carne e do leite.

O levantamento geológico da região será outro dos trabalhos a efectuar pelos técnicos universitários. No final do trabalho que tem uma duração prevista de 14 meses serão elaborados sete documentários com a duração de 30 minutos cada um, com os conteúdos dos ciclos agro-ecológicos bem como um guia de campo dos recursos naturais. Todo o material recolhido será depois colocados à disposição dos interessados no futuro Centro Interpretativo de Mogadouro, a instalar no antigo edifício do Banco Pinto e Souto Mayor, que a autarquia adquiriu para o efeito e localizado em pleno centro urbano da vila. Todo o levantamento está orçado em cerca de 51 mil euros.

Visto em: RBA

quarta-feira, 26 de março de 2008

Primavera no Sabor

A Primavera já chegou ao Rio Sabor. Aqui vemos uma flor de esteva, uma das primeiras, a servir de alimento a um voraz insecto. Ao fundo as águas do Rio Sabor correm indiferentes às polémicas que sobre elas se levantam.

terça-feira, 25 de março de 2008

Populares de Bemposta admitem milícia para combater assaltos

Já se fala em milícias populares e já há quem faça esperas. Há um ambiente de grande preocupação com os assaltos na freguesia de Bemposta, no concelho de Mogadouro. Nas últimas semanas, uma série de furtos varreu casas comerciais e habitações particulares.

Os larápios não são apanhados e já têm aparecido objectos furtados no tribunal de Zamora, em Espanha. Bemposta e a anexa, Cardal do Douro, estão situadas numa zona de fronteira com o país vizinho. Os populares queixam-se do desaparecimento de combustíveis, tabaco, peças de máquinas, dinheiro e diversos bens. Já foram apresentadas queixa em tribunal e a GNR está a investigar alguns destes casos, mas ainda assim, é perceptível um sentimento de forte preocupação nos habitantes locais face a uma onda de assaltos, sem qualquer tipo de punição para os culpados.

Visto em: RBA

domingo, 23 de março de 2008

A Primavera chegou a Brunhoso


BOA PÁSCOA a todos os visitantes do Blog.

sábado, 15 de março de 2008

Pombal, em Sampaio


Sampaio é um lugar que pertence à freguesia de Azinhoso. Estive pela primeira vez em Sampaio no dia 24 de Dezembro de 2007, dia em que tirei esta fotografia. Este pombal encontra-se à esquerda, logo que se chega à aldeia.

sexta-feira, 14 de março de 2008

Mogadouro valoriza floresta

Projecto contempla a limpeza da floresta e de caminhos e a criação de pontos de água

O município de Mogadouro está a limpar e desmatar 5.000 hectares de floresta em Castelo Branco. Trata-se de uma mancha florestal sensível e com importância económica, que dá grandes preocupações aos bombeiros e autarcas.

A construção de pontos de água para o abastecimento de meios aéreos e veículos de combates a incêndios florestais é outra das preocupações.

O projecto, que se encontra em fase avançada de execução, visa diminuir o risco e a probabilidade de ocorrência de incêndios florestais no concelho de Mogadouro, através de um conjunto de acções que vão reduzir o risco de combustão e de progressão dos fogos florestais.

Os trabalhos abrangem uma importante mancha florestal, que corresponde a cerca de um quarto da área total do concelho. Ao todo são abrangidas cinco freguesias, designadamente Bruçó, Castelo Branco, Meirinhos, Vale de Porco, Vilar do Rei e Vilarinho dos Galegos.

A maioria destas áreas está inserida no Parque Natural do Douro Internacional. Além disso, uma grande parte da área de intervenção apresenta povoamentos florestais adultos, que rondam os 40 anos de vida e nunca foram alvo de qualquer limpeza, no sentido de diminuir a carga de combustível. Existem, ainda, grandes áreas de mato em consequência do abandono agrícola.

A par da limpeza, também está em curso a abertura e limpeza de estradões florestais e caminhos secundários, num total de cerca de 77 quilómetros.

Acções envolvem uma mancha florestal que abrange cinco freguesias

Deste projecto destaca-se, ainda, a construção de dois pontos de água, visto que os existentes não têm a densidade de referência, ou seja 600 metros cúbicos por cada mil hectares. Os recursos já existentes foram limpos e os acessos facilitados.

Para além desta intervenção, executada por homens e máquinas da autarquia, serão ainda levadas a cabo acções de silvicultura preventiva, com a criação de faixas de gestão de combustível, que serão desenvolvidas de forma a permitir uma compartimentação da área de incidência.

Segundo o vereador da Câmara Municipal de Mogadouro, Dário Mendes, esta acção resulta de uma candidatura à medida AGRIS, do Ministério da Agricultura, no valor de 320 mil euros.
Os trabalhos terão de estar terminados até ao próximo mês de Junho, antes da chegada da “época crítica” de incêndios.

Francisco Pinto, Jornal Nordeste, 2008-03-14
Visto em: Diário de Trás-os-Montes

quinta-feira, 13 de março de 2008

Amendoeiras para atrair turistas - Governo apoia plantação de amendoal

A Associação Ibérica de Produtores de Amêndoa, com sede em Mogadouro, promoveu, no passado fim-de-semana, um seminário subordinado ao tema «Amendoeiras – Importância e Oportunidades para o Futuro».

A acção, que decorreu na Casa da Cultura daquela vila, realizou-se numa altura em que o Estado pretende apoiar a plantação de seis mil hectares de amendoal até 2013.
Na opinião das associações de produtores de amêndoa, esta é “a altura certa para apostar nesta cultura, com variedades auto -férteis, de floração tardia e mais produtivas e nos porta – enxertos GF677 e GXN15, que produzem até uma altitude de mil metros”.
No entanto, a expansão do amendoal na região de Trás-os-Montes e Beira Alta começa a ser feita com o apoio autárquico, perspectivando-se que sete municípios dos distritos de Bragança e Guarda entrem no processo.

Segundo o dirigente da Associação Amigos da Amendoeira, Joaquim Grácio, as ajudas podem chegar aos 500 euros por hectare. “Se com a ajuda das autarquias ao plantio as coisas começam a dar frutos, o mesmo já não se pode dizer em relação à atitude de alguns produtores, que introduzem amêndoa amarga no meio da doce, prejudicando a sua comercialização. Caso não haja cuidado poder ver-se desaparecer a amêndoa tradicional”, alertou Joaquim Grácio.

A par da aposta na flor das amendoeiras para atrair turistas, também é preciso produzir com qualidade

Na apanha deste fruto terá de haver o cuidado de não se juntar a amêndoa gerada na copa da árvore com aquela que nasce nos rebentos inferiores do tronco, uma situação que acontece, por norma, quando as árvores não são podadas.

No entanto, o responsável mostra-se satisfeito com o rumo que a cultura do amendoal começa a ter na região no Alto Douro, mas salienta que é preciso fazer mais.
“O valor turístico da amendoeira é importante, visto que nesta altura do ano atrai muita gente à região do Douro Superior e à Beira Alta, mas é preciso ter em conta que é em meados de Abril que os agricultores começam a fazer contas à produção”, salientou o Joaquim Grácio, e acrescentou: “é preciso ter em conta as perspectivas de produção de amêndoa no País. Se há preocupação com a flor da amendoeira, também é importante ter em conta o complemento económico do agricultor”.

Francisco Pinto, Jornal Nordeste, 2008-03-13
Visto em: Diário de Trás-os-Montes

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

70 pessoas reúnem-se todas as terças-feiras para praticarem danças de salão

As terças-feiras à noite começam a ter um gosto especial para os cerca de 70 praticantes de dança de salão que, actualmente, dão asas à sua criatividade na Escola de Dança de Mogadouro.

Recorde-se que esta iniciativa resulta de uma parceria entre a Câmara Municipal de Mogadouro (CMM) e escola PED – Populum Danças de Salão, com sede em Braga, sendo que a autarquia suporta cerca de 50 por cento dos custos.

Quando a música arranca, os pares começam a formar-se e todos se concentram num ritmo que é compassado pelos gestos do monitor que orienta o ensaio.
Em Mogadouro, o gosto pelas danças de salão começou há cerca de dois anos pela mão de um grupo de duas dezenas de pessoas e com um “empurrão” da CMM que arranjou o professor.

“Estamos a tentar não aceitar mais pessoas, porque o espaço começa a ser pequeno. No entanto, já há a promessa por parte do município em ceder um espaço maior na futura Casa das Artes”, explicou uma das mentora da iniciativa, Zita França.

Concelhos vizinhos já manifestaram vontade de integrarem a Escola de Dança de Mogadouro

Actualmente, já há pessoas de concelhos vizinhos, como Miranda do Douro e Vimioso, que demonstraram vontade em se juntar ao grupo de dança. “Há bastantes pessoas com vontade de dançar de forma social, sendo que as senhoras procuram mais as danças de salão como forma de ocupar os tempos livres, enquanto que os homens ainda demonstram alguma resistência por pensarem que isto é coisa de mulheres”, salientou Zita França.

Os praticantes deste tipo de dança orgulham-se de fazerem parte de uma das maiores escolas de dança de salão da Europa, virada para o aspecto social e de diversão.

No entanto, algumas pessoas não descartam a ideia de um dia participarem num campeonato de danças de salão, vestidos a rigor, ao som de um qualquer ritmo musical.

Recorde-se que as danças de salão são praticadas por vários escalões etários, sendo que, em Mogadouro, as idades dos alunos vão dos 10 aos 75 anos.

Francisco Pinto, Jornal Nordeste, 2008-02-26
Visto em : Diário de Trás-os-Montes

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Mau tempo: Chuva traz vida ao interior nordestino e leva morte a Lisboa

Porto, 19 Fev (Lusa)
A chuva que tirou, segunda-feira, uma vida na Grande Lisboa trouxe vida e foi recebida como uma bênção pelos pastores e agricultores do interior nordestino, de Bragança a Castelo Branco.

Afectada por uma seca, há já alguns meses, a região do Nordeste de Portugal abriu os braços à chuva que, desde domingo, molhou os campos sequiosos ajudando a recuperar, ainda que muito tenuamente, a força dos pastos e o vigor dos caules e sementes, em época de crescimento, de "acasalamento" com a terra.

Ao invés, a Sul, na região da capital do país, a mesma chuva, bem mais diluviana, provocou o caos, trazendo consigo a destruição, a consequente miséria e também a dor da morte.

Bênção no pobre interior nordestino, Inferno na "poderosa" Grande Lisboa, as duas faces de uma natureza maniqueísta, que tanto dá...como tira.

As cheias na Grande Lisboa causaram, segundo dados da Autoridade Nacional de Protecção Civil, um morto, cinco feridos, um desaparecido, 179 desalojados e 122 deslocados.

A única vítima mortal registada, até ao momento, é uma mulher, ocupante de uma viatura que caiu na Ribeira de Belas, Sintra.

A outra ocupante do veículo, também mulher, continua desaparecida, estando os agentes da PSP, auxiliados por cães, e bombeiros destacados nas buscas.

No entanto, a chuva que caiu desde domingo no Nordeste Transmontano está aliviar as preocupações dos produtores de gado, do distrito de Bragança, que já temiam pela falta de forragens para os animais.

"Era bom uma semana a chover assim de mansinho", disse hoje à Lusa Fernando de Sousa, secretário técnico da Associação de Criadores da Mirandesa, uma das raças autóctones transmontanas.

Segundo o responsável, "o Inverno tem sido muito seco e os agricultores estavam a ficar preocupados porque as pastagens não rebentavam e a terra não absorvia os adubos lançados por esta altura por falta de humidade".

De acordo com o técnico, "por norma nesta época do ano o gado é alimentado com as reservas alternativas, mas sempre ia apanhando alguma coisa nos campos, o que não tem acontecido".

A chuva implica alguma subida da temperatura, que contribuiu também para o crescimento das forragens.

Também os agricultores e pastores do distrito de Vila Real continuam preocupados, apesar das chuvas de domingo e segunda-feira, com a situação de seca que está a ameaçar os pastos e as culturas da época.

Armando Carvalho, dirigente da Associação dos Pastores Transmontanos e da Confederação Nacional de Agricultura (CNA), disse hoje à Lusa que os pastores da região têm manifestado grandes preocupações com o pastoreio de ovinos e caprinos.

Em causa está, frisou, a escassez de vegetação nos pastos devido à falta de água, que faz com que os rebanhos tenham que percorrer vários quilómetros em busca de pastagens ou que os pastores gastem "avultadas" verbas em rações ou cereais para alimentar os animais.

Também a falta de reservas hídricas nos solos está a preocupar os agricultores que preparam, neste momento, as culturas de Primavera/Verão, nomeadamente os cereais, nomeadamente o milho, centeio, trigo e aveia.

Ainda segundo Armando Carvalho, se nos próximos meses não forem repostas as reservas hídricas nos solos através da queda de chuva, também a vinicultura será gravemente afectada.

"A chuva que caiu hoje na região é um verdadeiro milagre para a agricultura transmontana", sustentou Armando Carvalho.

A chuva que tem caído na região da Guarda e na Serra da Estrela é também vista pelos pastores e agricultores da região como uma bênção para o sector agrícola, pois a seca estava a criar situações preocupantes.

"A seca estava a atingir um nível muito elevado, porque os pastores da região da Serra da Estrela já não tinham comida para as ovelhas", disse hoje à Lusa o presidente da Associação Distrital de Agricultores da Guarda.

Segundo António Machado, os pastores "já estavam a dar palha e ração às ovelhas", situação que também se reflectia numa "menor produção de leite".

O cenário foi confirmado por Manuel Marques, presidente da direcção da ANCOSE - Associação Nacional de Criadores e Ovinos da Serra da Estrela, ao referir que devido à seca registada "muitos pastores estão a passar dificuldades devido aos encargos, que são maiores, com a sustentação das ovelhas com rações e fenos".

"Muitos deles estão mesmo com dificuldades em conseguir sustentar a vida familiar com os proveitos dos rebanhos", frisou.

"Não havendo humidade na terra não há ervas e sem humidade e bons pastos não há bom queijo", disse o dirigente, acreditando que a chuva que já caiu poderá contribuir para "reter a humidade nos terrenos".

Sustentou também que devido ao tempo seco "por causa da falta de pastos, a produção leiteira baixou substancialmente, na ordem dos trinta por cento, em relação a 2007".

As preocupações do sector serão transmitidas, quarta-feira, ao secretário de Estado Adjunto da Agricultura e das Pescas, Luís Vieira, numa reunião que terá lugar em Lisboa, a pedido da ANCOSE.

No distrito de Viseu, a chuva que caiu ajudou a repor a humidade nas pastagens, mas "é ainda muito pouca para garantir as sementeiras" que se aproximam, disse hoje à Lusa Baltazar Almeida, da associação Balflora.

Segundo o dirigente, nas zonas mais serranas do distrito, como as encostas das serras do Montemuro e da Nave, "estavam-se a registar problemas com as pastagens do gado".

O mesmo acontecia nos lameiros à beira dos rios (onde há a chamada erva de sete anos), "nomeadamente do Paiva, que, por causa dos aproveitamentos hídricos, estavam a ficar secos".

"A chuva é ouro para a agricultura", frisou Baltazar Almeida, sustentando que, para que as próximas sementeiras corressem bem, seriam precisos "15 dias de chuva, porque os terrenos estão muito secos".

A chuva está também a tranquilizar os agricultores de Castelo Branco, onde as barragens e charcas quase secas faziam prever o pior para as culturas de Primavera e Verão.

"É óptimo que venha esta chuva, porque as bacias hidrográficas estavam baixas e assim há um revigoramento de todo o sistema hídrico", realçou à Lusa Mesquita Milheiro, presidente da Associação Distrital de Agricultores.

"Estamos quase a começar as culturas de Primavera e Verão", como o milho e frutas, "e se não chovesse havia falta de reservas de água", disse Mesquita Malheiro.

Pedro Cardoso, veterinário coordenador da Associação de Produtores de Ovinos do Sul da Beira (Ovibeira) também sustentou que "antes da chuva começar a cair, as pastagens que restavam na Beira Baixa "eram muito rasteiras".

"Já só lá chegavam ovelhas e cabras, não serviam para bovinos", referiu à Lusa, acrescentando que "depois da chuva cair, desde que o sol apareça e não haja temperaturas baixas, pode nascer nova erva, após três a quatro dias".

"O ideal era que chovesse menos, mas durante mais tempo, para que a água se infiltrasse mais na terra. Assim, com a chuva forte, muito da água vai acabar por escorrer para os cursos de água", frisou Pedro Cardoso.

A Ovibeira abrange Castelo Branco, Idanha-a-Nova, Vila Velha de Ródão e Penamacor num total de 180 mil ovelhas e cabras e 15 mil bovinos.

Seja como for, disse o veterinário, "a chuva é bem recebida porque, sem boas pastagens, os animais ressentem-se".

"Por exemplo, o leite pode perder qualidade", acrescentou.

Também João Fernandes, presidente de duas associações distritais ligadas à produção de queijo, sustentou que "sem pastagens, os produtores têm sido obrigados a dar maiores suplementos de rações, que estão cada vez mais caras".

Este responsável também saúda a chuva e garante que a qualidade do queijo "ainda não foi afectada", por esta não ter começado a cair mais cedo.

No entanto, a sua maior preocupação são os custos acrescidos com a alimentação dos animais.

"Há produtores que estão abandonar a produção dos animais", refere, sem no entanto arriscar números.

Quanto ao abastecimento de água às populações, e salvo situações pontuais como é o caso de Sabrosa, em Vila Real, onde conjunturalmente ocorrem deficiências, a situação está controlada nos cinco distritos nordestinos.

JAM/HFI/PLI/ASR/AMF/LFO.

Lusa
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