Começaram ontem as obras para a instalação do Serviço de Urgência Básica no Centro de Saúde de Mogadouro. A valência deverá abrir as portas em Março. Esta unidade surge associada à reorganização dos serviços de urgência no distrito. A unidade de Mogadouro vai servir Freixo de Espada à Cinta, Vimioso e Miranda do Douro.
As obras de adaptação do antigo Serviço de Atendimento Permanente (SAP) do Centro de Saúde de Mogadouro para Serviço de Urgência Básico (SUB) arrancaram ontem. A empreitada deverá estar concluída daqui a mês e meio, prevendo-se que o SUB de Mogadouro comece a funcionar em Março, servindo, além do concelho de Mogadouro, Freixo de Espada à Cinta, Vimioso e Miranda do Douro. O novo serviço terá de ter dois consultórios, porque estão previstos dois médicos e dois enfermeiros em cada equipa, triagem de Manchester e outros requisitos exigidos para o funcionamento do SUB, como sejam mais espaços de observação de doentes e para equipamentos auxiliares ao diagnóstico. "Não será preciso uma intervenção alargada por ser um edifício recente", observou Berta Nunes, coordenadora da Sub-região de Saúde de Bragança. No entanto, vão ser contratados mais médicos, ou será feito o recurso a profissionais de centros de saúde maiores, para assegurar o serviço em permanência no SUB. Mas, pelo menos das 9 às 16 horas de todos os sdias, estão já garantidas duas equipas clínicas, explicou a coordenadora da Sub-região de Saúde Bragança. "A orientação para o SUB será feita pelo Centro de Orientação de Doentes Urgentes (CODU) que decidirá para onde enviar os doentes conforme a sua situação clínica. No entanto, se o doente preferir por sua iniciativa deslocar-se ao SUB de Mogadouro, poderá fazê-lo, mas há situações que só o CODU pode decidir," disse Berta Nunes. Caso haja falta de médicos para assegurar o bom funcionamento do SUB, o município de Mogadouro já se mostrou disponível para dialogar com a tutela para ajudar a criar condições para a fixação de médicos.
Visteo em: RBA
terça-feira, 22 de janeiro de 2008
segunda-feira, 21 de janeiro de 2008
Meteo: Três distritos em alerta Amarelo devido ao nevoeiro - IM
Lisboa, 21 Jan (Lusa) - O Instituto de Meteorologia colocou hoje sob aviso Amarelo três dos 18 distritos de Portugal continental devido ao nevoeiro intenso.
O Instituto de Meteorologia (IM) colocou sob aviso Amarelo, o segundo uma escala que vai até quatro, os distritos de Vila Real, Bragança e Guarda.
Também sob aviso Amarelo está a Madeira mas devido aos fortes ventos.
O IM prevê para hoje céu pouco nublado ou limpo, apresentando-se temporariamente muito nublado a partir do fim da tarde nas regiões do litoral a norte do Cabo Raso, e vento fraco, soprando temporariamente moderado de norte a partir da tarde nas regiões do litoral a sul do Cabo Mondego.
Está ainda prevista neblina ou nevoeiro matinal, em especial no nordeste transmontano, e uma pequena descida da temperatura máxima na faixa costeira ocidental.
© 2008 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A.
2008-01-21 07:25:01
Visto em: RTP
O Instituto de Meteorologia (IM) colocou sob aviso Amarelo, o segundo uma escala que vai até quatro, os distritos de Vila Real, Bragança e Guarda.
Também sob aviso Amarelo está a Madeira mas devido aos fortes ventos.
O IM prevê para hoje céu pouco nublado ou limpo, apresentando-se temporariamente muito nublado a partir do fim da tarde nas regiões do litoral a norte do Cabo Raso, e vento fraco, soprando temporariamente moderado de norte a partir da tarde nas regiões do litoral a sul do Cabo Mondego.
Está ainda prevista neblina ou nevoeiro matinal, em especial no nordeste transmontano, e uma pequena descida da temperatura máxima na faixa costeira ocidental.
© 2008 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A.
2008-01-21 07:25:01
Visto em: RTP
Mãe de jovem desaparecido critica autoridades
A mãe de um jovem desaparecido em Mogadouro acusa as autoridades policiais de não estarem a fazer nada para encontrar o filho. A senhora fala ainda em falta de informações e relaciona o desaparecimento com possiveis maus-tratos. O rapaz de 26 anos desapareceu em Outubro e desde essa altura que não dá notícias. A Policia Judicíária confessa que não há resultados práticos das investigações feitas.
A Policia Judiciária (PJ) continua a investigar o “ misterioso” desaparecimento de um Jovem de 26 anos residente em Mogadouro, apesar de “haver já linhas de investigação ainda não há nada em concreto” que possa ajudar a encontrar o paradeiro do rapaz. No entanto a tese de sequestro é uma hipótese que não foi descartada pela PJ, como a RBA havia avançado. De recordar que Mário Rui Sousa Lemos saiu de casa no passado dia 10 de Outubro ao volante de um Renault 5 de cor vermelha com destino ao que tudo indica, a vizinha vila de Torre de Moncorvo (lugar onde terá sido visto pela ultima vez) com intenção de fazer negócio para a aquisição de uma viatura comercial usada, como garantem os seus familiares. Uma das linhas de investigação passa pelo contacto das autoridades com o suposto indivíduo com quem Mário Rui iria fazer o referido negócio. Ao que a RBA apurou junto de fonte ligada à investigação, “ o individuo com quem o rapaz supostamente iria fazer negócio ainda não foi identificado ou localizado pelos autoridades que têm em mãos as investigações relacionadas com o caso.” “ Eu bem queria ter notícias do paradeiro do meu filho, tenho visto a investigação muito parada, parece que não vejo ninguém mexer-se,” disse com ar consternado Maria Lemos, mãe de Mário Rui. A progenitora é da opinião que “já passou muito tempo e não há notícias, parece que de dia para dia as coisas tornam-se muito complicadas e tenho receio que algo de grave tenha acontecido.”“ Agora nem a conta bancária posso consultar a não ser por vias legais, até perece que sou uma pessoa estranha no meio desta situação,” desabafa Maria Lemos. Maria Lemos diz que não era a primeira vez que o seu filho se deslocava para trabalhar fora do país mas mantinha-se em contacto, as pessoas com quem ele se fazia acompanhar eram de confiança, dava noticias e trazia o dinheiro para casa. Face à situação, os familiares de Mário Rui argumentam “ somos pessoas de fracas posses financeiras, senão já tínhamos iniciado um investigação por conta própria.”
Visto em: RBA
A Policia Judiciária (PJ) continua a investigar o “ misterioso” desaparecimento de um Jovem de 26 anos residente em Mogadouro, apesar de “haver já linhas de investigação ainda não há nada em concreto” que possa ajudar a encontrar o paradeiro do rapaz. No entanto a tese de sequestro é uma hipótese que não foi descartada pela PJ, como a RBA havia avançado. De recordar que Mário Rui Sousa Lemos saiu de casa no passado dia 10 de Outubro ao volante de um Renault 5 de cor vermelha com destino ao que tudo indica, a vizinha vila de Torre de Moncorvo (lugar onde terá sido visto pela ultima vez) com intenção de fazer negócio para a aquisição de uma viatura comercial usada, como garantem os seus familiares. Uma das linhas de investigação passa pelo contacto das autoridades com o suposto indivíduo com quem Mário Rui iria fazer o referido negócio. Ao que a RBA apurou junto de fonte ligada à investigação, “ o individuo com quem o rapaz supostamente iria fazer negócio ainda não foi identificado ou localizado pelos autoridades que têm em mãos as investigações relacionadas com o caso.” “ Eu bem queria ter notícias do paradeiro do meu filho, tenho visto a investigação muito parada, parece que não vejo ninguém mexer-se,” disse com ar consternado Maria Lemos, mãe de Mário Rui. A progenitora é da opinião que “já passou muito tempo e não há notícias, parece que de dia para dia as coisas tornam-se muito complicadas e tenho receio que algo de grave tenha acontecido.”“ Agora nem a conta bancária posso consultar a não ser por vias legais, até perece que sou uma pessoa estranha no meio desta situação,” desabafa Maria Lemos. Maria Lemos diz que não era a primeira vez que o seu filho se deslocava para trabalhar fora do país mas mantinha-se em contacto, as pessoas com quem ele se fazia acompanhar eram de confiança, dava noticias e trazia o dinheiro para casa. Face à situação, os familiares de Mário Rui argumentam “ somos pessoas de fracas posses financeiras, senão já tínhamos iniciado um investigação por conta própria.”
Visto em: RBA
domingo, 20 de janeiro de 2008
Ponte que liga Algoso a Valcerto
Ponte que liga Algoso a Valcerto
Mini-hídrica tem parecer negativo do Património
O presidente da Câmara de Vimioso, José Rodrigues, mostra-se «insatisfeito» com o parecer negativo do Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (IGESPAR) ao projecto de construção de uma mini-hídrica a jusante da zona de confluência do rio Angueira e da ribeira da Ponte de Pau nas proximidades da ponte que liga Algoso a Valcerto.
A construção do empreendimento está orçada em seis milhões de euros e resulta de uma parceria entre os municípios de Vimioso e Mogadouro e a Hidroerg, empresa privada ligada ao sector das energias renováveis. "Temos três rios que atravessam o concelho, e deles nada tiramos, a não ser a água para o abastecimento público. Num concelho com poucos rendimentos temos de apostar em fontes de receita e surgiu a oportunidade de construção da barragem" disse José Rodrigues.
O IGESPAR garantiu ao JN, que o paredão da mini hídrica vai recuar "apenas 90 metros" do sítio inicialmente previsto de forma a não ser visível do local onde está instalada uma ponte do século XVII, que se encontra em vias de classificação". No entanto, o atraso verificado no projecto é apenas de cinco meses, tempo que pode ser recuperado durante a construção da barragem", avançou fonte do IGESPAR.
Francisco Pinto in JN, 2008-01-20
Visto em: Diário de Trás-os-montes
Mini-hídrica tem parecer negativo do Património
O presidente da Câmara de Vimioso, José Rodrigues, mostra-se «insatisfeito» com o parecer negativo do Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (IGESPAR) ao projecto de construção de uma mini-hídrica a jusante da zona de confluência do rio Angueira e da ribeira da Ponte de Pau nas proximidades da ponte que liga Algoso a Valcerto.
A construção do empreendimento está orçada em seis milhões de euros e resulta de uma parceria entre os municípios de Vimioso e Mogadouro e a Hidroerg, empresa privada ligada ao sector das energias renováveis. "Temos três rios que atravessam o concelho, e deles nada tiramos, a não ser a água para o abastecimento público. Num concelho com poucos rendimentos temos de apostar em fontes de receita e surgiu a oportunidade de construção da barragem" disse José Rodrigues.
O IGESPAR garantiu ao JN, que o paredão da mini hídrica vai recuar "apenas 90 metros" do sítio inicialmente previsto de forma a não ser visível do local onde está instalada uma ponte do século XVII, que se encontra em vias de classificação". No entanto, o atraso verificado no projecto é apenas de cinco meses, tempo que pode ser recuperado durante a construção da barragem", avançou fonte do IGESPAR.
Francisco Pinto in JN, 2008-01-20
Visto em: Diário de Trás-os-montes
sexta-feira, 18 de janeiro de 2008
segunda-feira, 14 de janeiro de 2008
Cruzamento de Lagoaça - Acidente provoca vítima mortal
Um violento despiste, seguido de capotamento, cerca das 19 horas de anteontem, na Estrada Nacional (EN- 221), provocou um morto. O acidente ocorreu numa zona de recta, junto ao cruzamento da EN-221 com a EN-220, de Lagoaça para Freixo de Espada à Cinta.
A vítima mortal é José Zedório, um electricista de 46 anos de idade, casado que deixa órfãos dois filho, um deles menor. No local do acidente era possível verificar que o condutor ainda tentou evitar o acidente, como mostram as marcas da travagem com cerdca de 50 metros de extensão.
Segundo fonte dos bombeiros, na parte final da travagem o automóvel "fugiu" para a faixa contraria da via, acabando por capotar e provocar ferimentos graves da cabeça do único ocupaste da viatura. O homem acabou por ficar sob o carro, presume-se, devido ao facto de ter sido "cuspido".
A vítima ainda foi transportada com vida para o Centro de Saúde de Freixo de Espada à Cinta, acabando por morrer pouco tempo após do acidente por não resistir aos ferimentos. O corpo do homem foi depois transportado para o gabinete de Medicina Legal em Bragança, afim de ser autopsiado.
Nas operações de socorro estiveram envolvidos oito bombeiros apoiados por duas viaturas. A Brigada de Trânsito da GNR está a investigar as circunstâncias do acidente.
Francisco Pinto in JN, 2008-01-13
Visto em: Diário de Trás-os-Montes
A vítima mortal é José Zedório, um electricista de 46 anos de idade, casado que deixa órfãos dois filho, um deles menor. No local do acidente era possível verificar que o condutor ainda tentou evitar o acidente, como mostram as marcas da travagem com cerdca de 50 metros de extensão.
Segundo fonte dos bombeiros, na parte final da travagem o automóvel "fugiu" para a faixa contraria da via, acabando por capotar e provocar ferimentos graves da cabeça do único ocupaste da viatura. O homem acabou por ficar sob o carro, presume-se, devido ao facto de ter sido "cuspido".
A vítima ainda foi transportada com vida para o Centro de Saúde de Freixo de Espada à Cinta, acabando por morrer pouco tempo após do acidente por não resistir aos ferimentos. O corpo do homem foi depois transportado para o gabinete de Medicina Legal em Bragança, afim de ser autopsiado.
Nas operações de socorro estiveram envolvidos oito bombeiros apoiados por duas viaturas. A Brigada de Trânsito da GNR está a investigar as circunstâncias do acidente.
Francisco Pinto in JN, 2008-01-13
Visto em: Diário de Trás-os-Montes
Lagares que dão luz?
A Associação de Olivicultores de Trás-os-Montes e Alto Douro defende uma nova geração de lagares de azeite. Para além de produzirem o ouro das oliveiras uma vez por ano, defende que, durante o resto dos meses, produzam energia. Por exemplo na área da biomassa.
Segundo António Branco, presidente da Associação de Olivicultores de Trás-os-Montes e Alto Douro, esta poderia ser uma forma de rentabilizar os lagares de azeite. Este responsável lembra mesmo que no Quadro de Referência Estratégica Nacional há fundos disponíveis nesse sentido.
Visto em: RBA
Segundo António Branco, presidente da Associação de Olivicultores de Trás-os-Montes e Alto Douro, esta poderia ser uma forma de rentabilizar os lagares de azeite. Este responsável lembra mesmo que no Quadro de Referência Estratégica Nacional há fundos disponíveis nesse sentido.
Visto em: RBA
Fraude no negócio do azeite
Fraude no sector do azeite. A Associação de Olivicultores de Tràs-os-Montes e Alto Douro denuncia que há grandes empresas que colocam azeite contrafeito no mercado nacional. António Branco, o presidente daquele organismo, diz que algumas garrafas extra-virgem na realidade não têm mais do que uma mistura sem a qualidade necessária.
Este responsável entende que um dos problemas está relacionado com a falta de painéis de provadores oficiais, acrescentando que não há grande controlo do que “é posto nas garrafas de azeite”. António Branco pede mais fiscalização. O ministro da Agricultura, posto a par da situação, admite que se trata de uma caso em que a ASAE deve intervir.
Visto em: RBA
Este responsável entende que um dos problemas está relacionado com a falta de painéis de provadores oficiais, acrescentando que não há grande controlo do que “é posto nas garrafas de azeite”. António Branco pede mais fiscalização. O ministro da Agricultura, posto a par da situação, admite que se trata de uma caso em que a ASAE deve intervir.
Visto em: RBA
domingo, 13 de janeiro de 2008
O melhor de Trás-os-Montes
O melhor de Trás-os-Montes
Fumeiro é a principal imagem de marca da região
A raça autóctone do porco bísaro e a maneira de o criar são características importantes. Os temperos das carnes, a confecção e a cura com o frio distinguem este fumeiro comercializado em restaurantes, feiras e lojas gourmet.
É logo nas pocilgas que se inicia a produção do fumeiro transmontano. O porco bísaro é uma raça autóctone da região responsável pela qualidade da matéria-prima, alimentada à base de produtos naturais.
“Alimentamos os porcos com os produtos que colhemos na quinta, beterraba, abóbora, nabo, cereais e erva”, refere António Afonso, que está no princípio da linha de uma pequena unidade familiar que, à imagem do que ainda sucede nas aldeias transmontanas, se dedica à produção de fumeiro, mas neste caso para venda.
A mulher Natividade e uma funcionária são responsáveis pela confecção do produto. São as receitas praticadas ao longo de várias gerações que garantem o sabor genuíno.
Além da alheira também se fabrica a morcela, o salpicão e até chouriços doces feitos com as carnes mais ensanguentadas do porco, pão, mel e amêndoa.
Mas os enchidos mais característicos são os butelos, vulgarmente conhecidos por chouriços de ossos.
Depois de enchido o fumeiro passa à fase de secagem com fumo produzido por lenha de carvalho, e o frio permite uma cura da carne absolutamente singular.
“Quanto mais frio melhor. As carnes unem melhor e conservam-se mais”, garante Natividade Afonso.
No fim da linha da pequena unidade de produção encontra-se Nelson. A cargo do filho do casal está a comercialização do produto certificado.
“Além de vendermos na nossa loja no centro histórico de Bragança, também enviamos para várias lojas gourmet no país e temos também muitos clientes que se deslocam de propósito do Porto para virem buscar fumeiro”, refere Nelson Afonso.
Na região o produto é servido também à mesa dos restaurantes e comercializado em feiras de produtos da Terra. Toda esta actividade tem contribuído para dinamizar economicamente Trás-os-Montes que encontrou no fumeiro a sua principal imagem de marca.
João Faiões, Jornalista
Visto em: SIC online
Fumeiro é a principal imagem de marca da região
A raça autóctone do porco bísaro e a maneira de o criar são características importantes. Os temperos das carnes, a confecção e a cura com o frio distinguem este fumeiro comercializado em restaurantes, feiras e lojas gourmet.É logo nas pocilgas que se inicia a produção do fumeiro transmontano. O porco bísaro é uma raça autóctone da região responsável pela qualidade da matéria-prima, alimentada à base de produtos naturais.
“Alimentamos os porcos com os produtos que colhemos na quinta, beterraba, abóbora, nabo, cereais e erva”, refere António Afonso, que está no princípio da linha de uma pequena unidade familiar que, à imagem do que ainda sucede nas aldeias transmontanas, se dedica à produção de fumeiro, mas neste caso para venda.
A mulher Natividade e uma funcionária são responsáveis pela confecção do produto. São as receitas praticadas ao longo de várias gerações que garantem o sabor genuíno.
Além da alheira também se fabrica a morcela, o salpicão e até chouriços doces feitos com as carnes mais ensanguentadas do porco, pão, mel e amêndoa.
Mas os enchidos mais característicos são os butelos, vulgarmente conhecidos por chouriços de ossos.
Depois de enchido o fumeiro passa à fase de secagem com fumo produzido por lenha de carvalho, e o frio permite uma cura da carne absolutamente singular.
“Quanto mais frio melhor. As carnes unem melhor e conservam-se mais”, garante Natividade Afonso.
No fim da linha da pequena unidade de produção encontra-se Nelson. A cargo do filho do casal está a comercialização do produto certificado.
“Além de vendermos na nossa loja no centro histórico de Bragança, também enviamos para várias lojas gourmet no país e temos também muitos clientes que se deslocam de propósito do Porto para virem buscar fumeiro”, refere Nelson Afonso.
Na região o produto é servido também à mesa dos restaurantes e comercializado em feiras de produtos da Terra. Toda esta actividade tem contribuído para dinamizar economicamente Trás-os-Montes que encontrou no fumeiro a sua principal imagem de marca.
João Faiões, Jornalista
Visto em: SIC online
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