segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Meteo: Três distritos em alerta Amarelo devido ao nevoeiro - IM

Lisboa, 21 Jan (Lusa) - O Instituto de Meteorologia colocou hoje sob aviso Amarelo três dos 18 distritos de Portugal continental devido ao nevoeiro intenso.

O Instituto de Meteorologia (IM) colocou sob aviso Amarelo, o segundo uma escala que vai até quatro, os distritos de Vila Real, Bragança e Guarda.

Também sob aviso Amarelo está a Madeira mas devido aos fortes ventos.

O IM prevê para hoje céu pouco nublado ou limpo, apresentando-se temporariamente muito nublado a partir do fim da tarde nas regiões do litoral a norte do Cabo Raso, e vento fraco, soprando temporariamente moderado de norte a partir da tarde nas regiões do litoral a sul do Cabo Mondego.

Está ainda prevista neblina ou nevoeiro matinal, em especial no nordeste transmontano, e uma pequena descida da temperatura máxima na faixa costeira ocidental.

© 2008 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A.
2008-01-21 07:25:01

Visto em: RTP

Mãe de jovem desaparecido critica autoridades

A mãe de um jovem desaparecido em Mogadouro acusa as autoridades policiais de não estarem a fazer nada para encontrar o filho. A senhora fala ainda em falta de informações e relaciona o desaparecimento com possiveis maus-tratos. O rapaz de 26 anos desapareceu em Outubro e desde essa altura que não dá notícias. A Policia Judicíária confessa que não há resultados práticos das investigações feitas.

A Policia Judiciária (PJ) continua a investigar o “ misterioso” desaparecimento de um Jovem de 26 anos residente em Mogadouro, apesar de “haver já linhas de investigação ainda não há nada em concreto” que possa ajudar a encontrar o paradeiro do rapaz. No entanto a tese de sequestro é uma hipótese que não foi descartada pela PJ, como a RBA havia avançado. De recordar que Mário Rui Sousa Lemos saiu de casa no passado dia 10 de Outubro ao volante de um Renault 5 de cor vermelha com destino ao que tudo indica, a vizinha vila de Torre de Moncorvo (lugar onde terá sido visto pela ultima vez) com intenção de fazer negócio para a aquisição de uma viatura comercial usada, como garantem os seus familiares. Uma das linhas de investigação passa pelo contacto das autoridades com o suposto indivíduo com quem Mário Rui iria fazer o referido negócio. Ao que a RBA apurou junto de fonte ligada à investigação, “ o individuo com quem o rapaz supostamente iria fazer negócio ainda não foi identificado ou localizado pelos autoridades que têm em mãos as investigações relacionadas com o caso.” “ Eu bem queria ter notícias do paradeiro do meu filho, tenho visto a investigação muito parada, parece que não vejo ninguém mexer-se,” disse com ar consternado Maria Lemos, mãe de Mário Rui. A progenitora é da opinião que “já passou muito tempo e não há notícias, parece que de dia para dia as coisas tornam-se muito complicadas e tenho receio que algo de grave tenha acontecido.”“ Agora nem a conta bancária posso consultar a não ser por vias legais, até perece que sou uma pessoa estranha no meio desta situação,” desabafa Maria Lemos. Maria Lemos diz que não era a primeira vez que o seu filho se deslocava para trabalhar fora do país mas mantinha-se em contacto, as pessoas com quem ele se fazia acompanhar eram de confiança, dava noticias e trazia o dinheiro para casa. Face à situação, os familiares de Mário Rui argumentam “ somos pessoas de fracas posses financeiras, senão já tínhamos iniciado um investigação por conta própria.”

Visto em: RBA

domingo, 20 de janeiro de 2008

Ponte que liga Algoso a Valcerto

Ponte que liga Algoso a Valcerto
Mini-hídrica tem parecer negativo do Património


O presidente da Câmara de Vimioso, José Rodrigues, mostra-se «insatisfeito» com o parecer negativo do Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (IGESPAR) ao projecto de construção de uma mini-hídrica a jusante da zona de confluência do rio Angueira e da ribeira da Ponte de Pau nas proximidades da ponte que liga Algoso a Valcerto.

A construção do empreendimento está orçada em seis milhões de euros e resulta de uma parceria entre os municípios de Vimioso e Mogadouro e a Hidroerg, empresa privada ligada ao sector das energias renováveis. "Temos três rios que atravessam o concelho, e deles nada tiramos, a não ser a água para o abastecimento público. Num concelho com poucos rendimentos temos de apostar em fontes de receita e surgiu a oportunidade de construção da barragem" disse José Rodrigues.

O IGESPAR garantiu ao JN, que o paredão da mini hídrica vai recuar "apenas 90 metros" do sítio inicialmente previsto de forma a não ser visível do local onde está instalada uma ponte do século XVII, que se encontra em vias de classificação". No entanto, o atraso verificado no projecto é apenas de cinco meses, tempo que pode ser recuperado durante a construção da barragem", avançou fonte do IGESPAR.

Francisco Pinto in JN, 2008-01-20
Visto em: Diário de Trás-os-montes

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Cruzamento de Lagoaça - Acidente provoca vítima mortal

Um violento despiste, seguido de capotamento, cerca das 19 horas de anteontem, na Estrada Nacional (EN- 221), provocou um morto. O acidente ocorreu numa zona de recta, junto ao cruzamento da EN-221 com a EN-220, de Lagoaça para Freixo de Espada à Cinta.

A vítima mortal é José Zedório, um electricista de 46 anos de idade, casado que deixa órfãos dois filho, um deles menor. No local do acidente era possível verificar que o condutor ainda tentou evitar o acidente, como mostram as marcas da travagem com cerdca de 50 metros de extensão.

Segundo fonte dos bombeiros, na parte final da travagem o automóvel "fugiu" para a faixa contraria da via, acabando por capotar e provocar ferimentos graves da cabeça do único ocupaste da viatura. O homem acabou por ficar sob o carro, presume-se, devido ao facto de ter sido "cuspido".

A vítima ainda foi transportada com vida para o Centro de Saúde de Freixo de Espada à Cinta, acabando por morrer pouco tempo após do acidente por não resistir aos ferimentos. O corpo do homem foi depois transportado para o gabinete de Medicina Legal em Bragança, afim de ser autopsiado.

Nas operações de socorro estiveram envolvidos oito bombeiros apoiados por duas viaturas. A Brigada de Trânsito da GNR está a investigar as circunstâncias do acidente.

Francisco Pinto in JN, 2008-01-13
Visto em: Diário de Trás-os-Montes

Lagares que dão luz?

A Associação de Olivicultores de Trás-os-Montes e Alto Douro defende uma nova geração de lagares de azeite. Para além de produzirem o ouro das oliveiras uma vez por ano, defende que, durante o resto dos meses, produzam energia. Por exemplo na área da biomassa.

Segundo António Branco, presidente da Associação de Olivicultores de Trás-os-Montes e Alto Douro, esta poderia ser uma forma de rentabilizar os lagares de azeite. Este responsável lembra mesmo que no Quadro de Referência Estratégica Nacional há fundos disponíveis nesse sentido.

Visto em: RBA

Fraude no negócio do azeite

Fraude no sector do azeite. A Associação de Olivicultores de Tràs-os-Montes e Alto Douro denuncia que há grandes empresas que colocam azeite contrafeito no mercado nacional. António Branco, o presidente daquele organismo, diz que algumas garrafas extra-virgem na realidade não têm mais do que uma mistura sem a qualidade necessária.

Este responsável entende que um dos problemas está relacionado com a falta de painéis de provadores oficiais, acrescentando que não há grande controlo do que “é posto nas garrafas de azeite”. António Branco pede mais fiscalização. O ministro da Agricultura, posto a par da situação, admite que se trata de uma caso em que a ASAE deve intervir.

Visto em: RBA

domingo, 13 de janeiro de 2008

O melhor de Trás-os-Montes

O melhor de Trás-os-Montes
Fumeiro é a principal imagem de marca da região

A raça autóctone do porco bísaro e a maneira de o criar são características importantes. Os temperos das carnes, a confecção e a cura com o frio distinguem este fumeiro comercializado em restaurantes, feiras e lojas gourmet.
É logo nas pocilgas que se inicia a produção do fumeiro transmontano. O porco bísaro é uma raça autóctone da região responsável pela qualidade da matéria-prima, alimentada à base de produtos naturais.
“Alimentamos os porcos com os produtos que colhemos na quinta, beterraba, abóbora, nabo, cereais e erva”, refere António Afonso, que está no princípio da linha de uma pequena unidade familiar que, à imagem do que ainda sucede nas aldeias transmontanas, se dedica à produção de fumeiro, mas neste caso para venda.
A mulher Natividade e uma funcionária são responsáveis pela confecção do produto. São as receitas praticadas ao longo de várias gerações que garantem o sabor genuíno.
Além da alheira também se fabrica a morcela, o salpicão e até chouriços doces feitos com as carnes mais ensanguentadas do porco, pão, mel e amêndoa.
Mas os enchidos mais característicos são os butelos, vulgarmente conhecidos por chouriços de ossos.
Depois de enchido o fumeiro passa à fase de secagem com fumo produzido por lenha de carvalho, e o frio permite uma cura da carne absolutamente singular.
“Quanto mais frio melhor. As carnes unem melhor e conservam-se mais”, garante Natividade Afonso.
No fim da linha da pequena unidade de produção encontra-se Nelson. A cargo do filho do casal está a comercialização do produto certificado.
“Além de vendermos na nossa loja no centro histórico de Bragança, também enviamos para várias lojas gourmet no país e temos também muitos clientes que se deslocam de propósito do Porto para virem buscar fumeiro”, refere Nelson Afonso.
Na região o produto é servido também à mesa dos restaurantes e comercializado em feiras de produtos da Terra. Toda esta actividade tem contribuído para dinamizar economicamente Trás-os-Montes que encontrou no fumeiro a sua principal imagem de marca.

João Faiões, Jornalista
Visto em: SIC online

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

Bruçó vive a Festa dos Velhos

População sai à rua no dia de Natal para cumprir a tradição que passa de geração em geração

Logo pela manhã, saem à rua dois casais singulares. De um lado está o Soldado e a Sécia e do outro um par de Velhos, todos mascarados e vestidos a preceito. Esta é a tradição que marca o dia de Natal na freguesia de Bruçó, no concelho de Mogadouro.

Com estas figuras pagãs, cuja origem se perde nos tempos, começa a função cénica.
O povo interage para dar vida ao cortejo com um objectivo único: a diversão. Além disso, também ajuda na colecta que reverte a favor do altar de Nossa Senhora, que, no fundo, é o pretexto para este ritual de origem pagã, mas, ao mesmo tempo, burlesco e teatral.

É de manhã bem cedo que as pessoas encarnam as figuras do ritual. Primeiro reúnem-se em casa da mordoma-mor para assumirem os respectivos papéis. É uma manhã de verdadeiro corrupio, que se torna desgastante.

Para vestir os trajes são escolhidos os rapazes mais atléticos de cada geração. A escolha dos personagens é feita de forma sigilosa, já que o secretismo é uma das condições para animar a festa, uma tradição que dá azo à imaginação e, até, a algumas apostas.
Já na rua, as personagens ganham vida própria e os actores começam a sua tarefa. A Sécia, sempre protegida pelo Soldado, é uma mulher “mundana e de vida fácil”, que leva ao colo uma boneca para simular um bebé.

Festas do Solstício de Inverno ameaçadas pela falta de jovens para encarnarem as personagens

Ao longo do jogo, a Sécia vai sendo assediada pelos rapazes com mais coragem, já que o valente Soldado, para proteger a sua dama, vai atirando valentes “cinturadas” com um cinto de cabedal grosso. Pelo meio há palavras obscenas e provocatórias: “Maria vais com todos sua galdéria ”. A isto o soldado reage com pancada para limpar a honra, já que a intenção da rapaziada é “roubar a Sécia ao marido”.

O par de velhos procura manter a ordem pública durante o cortejo. De cajado na mão, vão perseguindo os provocadores e limpando a rua das bexigas de porco cheias de ar, que servem para os atazanar.

Apesar do esforço em manter a tradição, os mais antigos dizem que a festa “já não é o que era, visto que foram introduzidos novos elementos e as vestes e máscaras já não são tão genuínas”.
No entanto, o principal inimigo das festas do Solstício de Inverno é a falta de jovens para darem vida às personagens.

Francisco Pinto, Jornal Nordeste, 2008-01-08
Visto em: Diário de Trás-os-Montes

Mini-hídrica problemática no Angueira

Câmara de Vimioso e o Instituto Português do Património Arquitetónico mantêm um braço-de-ferro por causa da construção de uma mini-hídrica no rio Angueira. A barragem, cujo projecto está a ser trabalhado há vários anos, teve um contratempo. Por causa do impacto visual provocado pela proximidade do castelo de Algoso, a mini-hídrica tem que ser feita a cem metros de distância do local inicialmente previsto.

A autarquia espera que desta seja de vez, até porque aquela pode ser uma boa fonte de receitas.

Visto em: RBA - Rádio Bragança