Mostrar mensagens com a etiqueta Vimioso. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Vimioso. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Confraria defende Butelo com cascas

«O Butelo com Cascas»

Nada melhor do que um picante butelo com cascas fumegantes para reconfortar o estômago nos dias gélidos do Entrudo transmontano. «O Butelo com Cascas» - um enchido de carne com ossinhos que, habitualmente, se come com feijão seco na própria vagem -, é o prato mais típico do Carnaval e dos dias que o antecedem.

Os sabores são fortes, marcados pelo vinho, pelo pimentão, alho e louro, mas poucos resistem a aromas tão possantes.

Em certos locais, como no concelho de Torre de Moncorvo, este enchido é conhecido por "palaio" e confecciona-se um só exemplar, para servir de repasto no Entrudo. Já em Miranda do Douro e Vinhais, são feitos vários para comer ao longo do ano.

Por todo o distrito de Bragança o "butelo" é o rei do "Cozido à Transmontana". As cascas, ou casulos, são secas no Verão para comer no Inverno. Visando salvaguardar a tradição deste enchido típico do Nordeste Transmontano, foi criada a Confraria Gastronómica das "Cascas e do Butelo", entronizada em Pinelo (Vimioso).

A ideia foi do Centro Cultural e Recreativo de Pinelo, que quer manter o costume. No dia de Carnaval, era uso roubar os butelos, enquanto eram cozinhados no pote de ferro. Naquele dia realizava-se o conselho, onde se juntavam os homens da aldeia visando fazer trabalho comunitário.

As mulheres ficavam em casa a cozinhar o butelo, mas as mais distraídas ou crédulas acabavam quase sempre roubadas.

Glória Lopes in JN, 2008-02-06
Visto em: Diário de Trás-os-Montes

domingo, 20 de janeiro de 2008

Ponte que liga Algoso a Valcerto

Ponte que liga Algoso a Valcerto
Mini-hídrica tem parecer negativo do Património


O presidente da Câmara de Vimioso, José Rodrigues, mostra-se «insatisfeito» com o parecer negativo do Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (IGESPAR) ao projecto de construção de uma mini-hídrica a jusante da zona de confluência do rio Angueira e da ribeira da Ponte de Pau nas proximidades da ponte que liga Algoso a Valcerto.

A construção do empreendimento está orçada em seis milhões de euros e resulta de uma parceria entre os municípios de Vimioso e Mogadouro e a Hidroerg, empresa privada ligada ao sector das energias renováveis. "Temos três rios que atravessam o concelho, e deles nada tiramos, a não ser a água para o abastecimento público. Num concelho com poucos rendimentos temos de apostar em fontes de receita e surgiu a oportunidade de construção da barragem" disse José Rodrigues.

O IGESPAR garantiu ao JN, que o paredão da mini hídrica vai recuar "apenas 90 metros" do sítio inicialmente previsto de forma a não ser visível do local onde está instalada uma ponte do século XVII, que se encontra em vias de classificação". No entanto, o atraso verificado no projecto é apenas de cinco meses, tempo que pode ser recuperado durante a construção da barragem", avançou fonte do IGESPAR.

Francisco Pinto in JN, 2008-01-20
Visto em: Diário de Trás-os-montes

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

Mini-hídrica problemática no Angueira

Câmara de Vimioso e o Instituto Português do Património Arquitetónico mantêm um braço-de-ferro por causa da construção de uma mini-hídrica no rio Angueira. A barragem, cujo projecto está a ser trabalhado há vários anos, teve um contratempo. Por causa do impacto visual provocado pela proximidade do castelo de Algoso, a mini-hídrica tem que ser feita a cem metros de distância do local inicialmente previsto.

A autarquia espera que desta seja de vez, até porque aquela pode ser uma boa fonte de receitas.

Visto em: RBA - Rádio Bragança

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

Vimioso/natalidade: Incentivo autárquico "fez nascer" 150 bebés nos últimos seis anos

Vimioso, Bragança, 11 Dez (Lusa) - O concelho de Vimioso ganhou, nos últimos seis anos, perto de 150 bebés, motivo de satisfação para a câmara que distribuiu, no mesmo período, um valor global próximo dos 75 mil euros pelas famílias dos novos cidadãos.

Os dados foram revelados hoje à Lusa pelo presidente da Câmara de Vimioso, José Rodrigues, o primeiro autarca em Portugal a criar um incentivo financeiro ao nascimento de crianças para combater o despovoamento que assola este e outros concelhos do interior.

O valor do incentivo é de 500 euros por cada bebé e, na próxima segunda-feira, a autarquia vai distribuir 15 mil euros por 30 bebés que nasceram em 2007, uma das melhores taxas de natalidade dos últimos anos neste concelho do Nordeste Transmontano.

De acordo com o autarca, a autarquia tem "premiado", em média, por ano, cerca de 25 bebés, num total de 150 que eleva para 75 mil euros o montante global do incentivo distribuído.

José Rodrigues admite que "não está em condições de avaliar qual o contributo do incentivo para esta taxa de natalidade", mas mostra-se "satisfeito" e acredita que o número de nascimentos significa que "poderá eventualmente estar a haver mais gente jovem no concelho".

Motivo de maior satisfação para o autarca é obter estes resultados num concelho com pouco mais de cinco mil habitantes e uma população envelhecida.

O autarca espera, em próximos anos, poder aumentar o valor pecuniário do incentivo e que para isso contribua a riqueza criada por novas empresas que estão a instalar-se na zona industrial da vila sede de concelho.

Há vários anos que o município disponibiliza terrenos, a um valor simbólico de um cêntimo, pelo que José Rodrigues garante estar agora a colher frutos desta sua persistência em atrair gente e investimento.

Segundo disse à Lusa, estão a instalar-se na zona industrial oito empresas e igual número já apresentou projectos com o mesmo fim.

O presidente da autarquia admite ainda poder vir a disponibilizar terrenos para construção de habitação a quem quiser fixar-se no concelho.

Esta ideia ainda não ganhou forma, mas tem já em curso outro incentivo com a disponibilização gratuita de terreno ao primeiro empresário que quiser construir uma unidade hoteleira com mais de 60 quartos.

Para José Rodrigues "é mais um acto simbólico" para preencher uma lacuna num concelho que está já servido em termos de oferta de refeições, mas sem capacidade de resposta para dormidas.

O autarca faz questão de sublinhar que tudo isto tem como contra "o esquecimento do poder central", nomeadamente no que se refere às dificuldades de ligação às principais vias rodoviárias da região.

O exemplo mais emblemático nesta matéria é, segundo frisou, o famoso rato de Cabrera, uma espécie protegida pela União Europeia, cuja preservação está alegadamente a levantar obstáculos à construção da estrada entre Outeiro e Vimioso, que vai encurtar distâncias, nomeadamente a Bragança.

Esta ligação é reclamada há vários anos.

O autarca chegou já a apresentar o caso ao presidente da República, durante uma deslocação de Cavaco Silva ao concelho, mas até hoje diz que nada mais soube.

"Nem do rato, nem da estrada", acrescentou.

HFI.

Lusa/fim
Visto em: Visão

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

Feira de Vimioso junta tradição e inovação

Juntar a inovação e a tradição. É o que se propõe fazer a organização da Feira de Artes, Oficios e Sabores de Vimioso. O certame, que decorre até domingo na vila, vai na oitava edição e apresenta como novidade um espaço para inovação tecnológica.

Vão ser mostrados e vendidos novos materiais, nomeadamente ligados às energias renováveis. A feira quer apresentar o melhor que o concelho pode oferecer, desde o artesanato, à gastronomia, passando ainda pela cultura e etnografia.

Visto em: RBA

VIII Feira de Artes, Ofícios e Sabores em Vimioso - Cartazes