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terça-feira, 8 de janeiro de 2008

Produtos certificados querem promoção integrada

Seis associações de produtores da região querem que o Ministro da Agricultura aprove uma candidatura para promoção integrada de produtos com denominação de origem protegida (DOP) e indicação geográfica protegida (IGP). Querem aproveitar a vinda de Jaime Silva à região, a partir de quarta-feira, para lhe solicitar esse apoio.

Associações e agrupamentos ligado a produtos como; o azeite de Trás-os-Montes, fumeiro de Vinhais, carne de porco bísaro, queijo terrincho, alheiras de Mirandela e o queijo de cabra transmontano, apresentaram uma candidatura ao projecto “Promoção de produtos em mercados internos”, desenvolvido pelo Instituto de Financiamento da Agricultura e Pescas. Esta acção, no âmbito do PRODER – Programa de Desenvolvimento Rural – prevê financiamentos até 500 mil euros para a promoção integrada de produtos de qualidade reconhecida. A ideia passa por criar uma marca conjunta com estes produtos DOP e IGP. António Branco, líder da Associação de Olivicultores de Trás-os-Montes e Alto Douro, um dos organismos envolvidos, adianta que a candidatura pode permitir a conquista de novos mercados, nomeadamente no norte da Europa e ainda a divulgação em Portugal da vantagem de consumir produtos protegidos, o que ainda não acontece. O assunto vai ser dado a conhecer ao Ministro da Agricultura, que esta quarta-feira vai estar em Mirandela para reunir com funcionários do Direcção Regional de Agricultura do Norte, bem como com os autarcas da região. Na quinta-feira, Jaime Silva, vai fazer o mesmo em Freixo-de-Espada à Cinta e Torre de Moncorvo.

Visto em: RBA - Rádio Bragança

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

Localidades do Nordeste Transmontano continuam a viver os rituais pagãos do solstício de Inverno

A magia do Inverno - Localidades do Nordeste Transmontano continuam a viver os rituais pagãos do solstício de Inverno

Ao longo dos séculos, as figuras pagãs dos rituais de solstício de Inverno têm sido vividas com bastante intensidade no Nordeste trasmontano. Os concelhos de Bragança, Macedo de Cavaleiros, Miranda do Douro, Mogadouro e Vinhais são alguns destinos mais procurados por quem pretende partir à descoberta destes ritos de iniciação e fertilidade, numa espécie de turismo cultural e mitológico.

Estes rituais e mistérios pagãos conseguiram, mesmo, sobreviver, graças à vontade popular, às leis da Igreja que os chegou a proibir.

Estes eventos são, no fundo, festividades agrárias essenciais para a manutenção das comunidades rurais devido à superstição das gentes do campo.
Nas décadas de 50 e 60 do século passado, os Carochos, Belhas, Farandulos, Sécia e Moços estiveram à beira da extinção, dada a falta de pessoas devido à emigração que assolou a região, mas foram “salvos” pela vontade popular.

A aldeia de Constantim, no concelho de Miranda do Douro, é uma das localidades do distrito de Bragança onde este “Inverno Mágico” se vive com pureza e tradição.

A festa das Morcelas ou da Mocidade, dedicada a São João Evangelista, é um dos exemplos mais emblemáticos destes rituais que se prolongam até ao Dia de Reis.
Ainda o sol de uma manhã fria de Inverno não tinha nascido e já se ouvia o primeiro foguete a anunciar a alvorada e o início da festa.

Pauliteiros dançam como forma de agradecimento

Os actores principais, o Carocho e Sécia, saem à rua, acompanhados do toque de gaita-de-foles, caixa e bombo e dos pauliteiros, em busca de esmola para o jovem Santo.

“A simbologia das figuras assenta na família tradicional, onde o pai e a mãe são encarnados pelas figuras do Charolo e da Sécia que procuram esmola para a subsistência familiar num Inverno rigoroso que se aproxima”, explicou Aureliano Ribeiro, um dos zeladores da tradição.

O Charolo anda, assim, de casa em casa com uma espécie de pinça gigante nas mãos à procura de peças de fumeiro. Quando as coisas não lhe correm de feição avança com uma das suas investidas no intuito de amedrontar os menos atentos. “Às pessoas que colaboram, os pauliteiros retribuem com uma dança em sinal de agradecimento pela esmola”, adiantou o responsável.

As peças de fumeiros e outros produtos agrícolas recolhidos são os ingredientes para uma ceia comunitária que se serve à noite e que reúne os comensais que foram sendo convidados ao longo da ronda.

Francisco Pinto, Jornal Nordeste, 2008-01-07

Visto em: Diário de Trás-os-Montes

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

Misericórdia tem nova Provedoria

João Henriques eleito -Misericórdia tem nova Provedoria
A construção de uma creche no antigo Centro de Saúde de Mogadouro, a entrada em funcionamento da Unidade de Cuidados Continuados (UCC) e a reestruturação do lar da terceira idade são três desafios para a nova Mesa administrativa da Santa Casa da Misericórdia de Mogadouro (SCMM), que ontem tomou posse, sendo encabeçada pelo recém-eleito provedor, João Henriques.
A nova creche tem capacidade para 46 crianças (equipamento já aprovado pelo programa PARES), a UCC já está concluída mas tem de ser posta em funcionamento ( já que está a gerar despesas à Santa Casa da Misericórdia de Mogadouro por falta de autorizações do Governo para a abertura) - e tem capacidade para cerca de 40 doentes que necessitam de internamento prolongado. Outro projecto do nova provedoria passa pela melhoria das condições de vida aos mais desfavorecidos e à população sénior que está dependente da instituição. A melhoria da qualidade do atendimento é um factor a ter em conta. " À medida que o número de idosos vai aumentando no concelho, também se requer uma resposta mais eficaz de instituições como a Santa Casa," disse, ao JN, o novo provedor.

Sublinhe-se que da Misericórdia do Mogadouro dependem cerca de 400 utentes e uma centena de funcionários, situação que faz com que a instituição seja uma das mais importantes, do ponto de vista social, na região.

" Mais que uma revolução que tem de se fazer no seio da SCMM, é preciso fazer uma evolução. Com um trabalho sereno, poderemos evoluir para novos desafios que vão sendo colocados," frisou João Henriques. No entanto, o novo provedor garante que a instituição terá de ser gerida com "espírito empresarial", de forma a haver capacidade financeira para a sua gestão.

Francisco Pinto in JN, 2008-01-03
Visto em: Diário de Trás-os-Montes

segunda-feira, 31 de dezembro de 2007

Região encena tradições pagãs para obter fortuna nas colheitas

Turismo cultural e mitológico
Região encena tradições pagãs para obter fortuna nas colheitas

Ao longo dos séculos, as figuras pagãs dos rituais de solstício de Inverno continuam a ser vividas com bastante intensidade no nordeste transmontano. Os concelhos de Vinhais, Bragança, Mogadouro, Macedo de Cavaleiros e Miranda do Douro são alguns dos locais mais procurados por pessoas que se deslocam de todos os locais, à descoberta destes ritos de iniciação e fertilidade, numa espécie de turismo cultural e mitológico.

Estes rituais e mistérios pagãos conseguiram mesmo, ao longo dos tempos, sobreviver às leis da Igreja que os chegou mesmo a proibir, mas a vontade popular era tanta que o paganismo conseguiu sobrevir às leis do cristianismo.

No fundo todos estes rituais são festividades agrárias essenciais para a manutenção das comunidades rurais dada a superstição das gentes do campo.

Na década de 50 e 60 do séculos passado, os Carochos, Belhas, Farandulos, Sécias e Moços, estiveram mesmo à beira da extinção, dada a falta de pessoas, devido à forte emigração que assolou a região.

A aldeia de Constantim, concelho de Miranda do Douro, é uma das localidades nordestinas onde este "Inverno Mágico" se vive com pureza e tradição. A festa das Morcelas ou da Mocidade, dedicada a São João Evangelista é um dos exemplos mais emblemáticos destes rituais que se prolongam até ao dia de Reis.

Ainda o sol não tinha nascido, numa manhã fria de Inverno como a de ontem, onde a forte geada cobria a paisagem, já se ouvia o primeiro foguete a anunciar a alvorada, sinal do início da festa.

Os actores principais, Carocho e Sécia, saem à rua, à procura de esmola para o jovem Santo, sempre acompanhados do toque de gaita-de-foles caixa e bombo. Os pauliteiros são outros dos intervenientes.

"A simbologia das figuras assenta na família tradicional, onde o pai e mãe são incarnados nas figuras do Charolo e da Sécia que procuram esmola para a subsistência familiar já que se aproxima um Inverno rigoroso. O Charolo anda de casa em casa com uma espécie de pinça gigante nas mãos à procura de peças de fumeiro quando as coisas não lhe correm de feição lá vai uma das suas investidas no intuito de amedrontar os menos atentos. As pessoas que colaboram e os pauliteiros retribuem com uma dança em sinal de agradecimento pela esmola", explicou Aureliano Ribeiro, um dos zeladores da tradição. Este ritual repete-se por toda aldeia.

As peças de fumeiros e outros produtos agrícolas recolhidos, são depois ingredientes para uma ceia comunitária que se serve hoje à noite e para a qual ao longo da ronda foram sendo convidados os comensais.

A tradição começa em Bruçó, Mogadouro, logo pela manhã do dia de Natal. Dois casais saem à rua. Por um lado o Soldado e a Sécia, por outro, um par de Velhos, todos eles mascarados e vestidos a preceito.

Seja qual for a origem, é de manhã cedo que as pessoas que vão incarnar as figuras do ritual se reúnem em casa da mordoma-mor para assumir os respectivos papéis que desempenharam ao longo de toda a manhã num verdadeiro corrupio desgastaste, já que para vestir os trajes são escolhidos os rapazes mais atléticos de cada geração.

Já na rua as personagens ganham vida própria e os actores começam a função, a Sécia, sempre protegida pelo Soldado é uma mulher "mundana e de vida fácil" e que leva ao colo uma boneca que simula um bebé.

Ao longo de todo o jogo vai sendo assediada pelos rapazes com mais coragem, já que o valente Soldado para proteger a sua dama atira umas valentes "cinturadas" com um cinturão de cabedal grosso no corpo de quem provoca a sua amada.

Francisco Pinto in JN, 2007-12-30
Visto em: Diário de Trás-os-Montes

Preço da azeitona aumentou registando-se uma razoável redução da produção


Campanha Olivícola 2007/08
Preço da azeitona aumentou registando-se uma razoável redução da produção

A Campanha Olivícola encontra-se em plena produção e a colheita decorre com normalidade, registando-se apenas uma razoável redução da produção, na ordem dos 30% em relação ao ano anterior, tal como tem vindo a ser afirmado nas últimas semanas.

Estima-se que a produção regional ultrapassou já os 16.169.468 Kg de azeitona laborada o que corresponde a mais de 2.601.776 litros de azeite produzido o que corresponde a um rendimento médio de 16,09%.
Os dados que fornecemos referem-se a informações obtidas junto dos transformadores/lagares da região, de análises independentes e resultam de médias apuradas com base em diversas unidades de transformação, não representando nenhuma unidade em específico.

Vimioso - Rendimento 17% (litro) - Acidez <0,7;>16% (e m litro) - Qualidade Virgem Extra;
Vilariça - Rendimento 16% (litro) - Acidez um pouco elevada;
Valpaços - Rendimento 16% (litro) - Qualidade Virgem Extra;
Sabrosa - Rendimento 17% (litro) - Acidez <0,7;
Murça - Rendimento 16% (litro) - Qualidade Virgem Extra;
Macedo de Cavaleiros - Rendimento 17% (litro) - Qualidade Virgem Extra;
Vila Nova de Foz Coa - Rendimento 15% (litro) - Qualidade Virgem Extra;
Mogadouro - Rendimento 15% (litro) - Acidez <0,4;

O rendimento médio e os valores de produção situam-se em valores inferiores aos obtidos em anos anteriores e a qualidade do azeite vai ter tendência a diminuir com o decorrer da campanha.

Existem zonas como Moranda do Douro onde a campanha já terminou e outras zonas como Vila Real onde a campanha apenas se iniciou neste últimos dias.

A AOTAD continua a prestar apoio à implementação do HACCP em mais de 70 lagares da região, contribuindo de forma clara para a garantia da qualidade e segurança alimentar nas unidades transformadoras.

Este ano foram realizados investimentos em aplicações informáticas para apoiar as tarefas de implementação mas também de rastreabilidade.

Tem sido ainda facilitado aos aderentes o acesso a empresas prestadoras de serviço que garantem a realização das diversas tarefas de auto-controlo ambiental.

No Domingo, dia 30 em Valdigem (Régua) será realizada uma acção de formação para lagares aderentes, no dia 6 de Janeiro será realizada em S. João da Pesqueira e na semana seguinte em Mirandela.

Estas acções de formação destinam-se a garantir a qualificação contínua em segurança alimentar de operadores e proprietários de lagares.

Durante o mês de Janeiro será realizada mais uma sessão de treino do Painel de Provadores de Azeite de Trás-os-Montes que está actualmente em constituição e formação, sendo esta sessão dedicada à avaliação da qualidade organoléptica dos azeites da presente campanha.

O preço da azeitona aumentou ligeiramente para os 45 cêntimos em média por quilo, enquanto que a prestação de serviços de transformação aumentou também ligeiramente para 17 a 18 cêntimos por quilo de azeitona, tendo em conta alguma dificuldade de resposta de algumas unidades.

Reafirma-se que o azeite regional está a ser negociado abaixo do seu real valor, essencialmente comercializado a granel sem considerar a sua qualidade e a escassez de produção.

2007-12-30
Visto em: Diário de Trás-os-Montes

sábado, 29 de dezembro de 2007

Produção de azeite diminui

Campanha Olivícola com menos azeitona, mas a qualidade do azeite mantém-se

Este ano, a produção de azeite em Trás-os-Montes regista uma diminuição significativa, mas mantém a qualidade que lhe é característica.

Segundo a Associação dos Olivicultores de Trás-os-Montes e Alto Douro (AOTAD), o ataque de algumas pragas e a fraca adesão dos agricultores à antecipação da campanha estiveram na origem da quebra.
A Cooperativa de Olivicultores de Valpaços e alguns lagares da região ainda ofereceram prémios de produção para quem apanhasse o fruto mais cedo, mas a maioria dos homens da lavoura optou por começar a campanha mais tarde e há muita azeitona que já se encontra no chão.
A par da diminuição da produção, o preço também sofreu um decréscimo, dado que, este ano, o quilo da azeitona é pago a 0,40 euros, um valor que terá influência na comercialização do azeite regional.
No início da campanha, a AOTAD avança que o rendimento da azeitona oscila entre os 14 e os 19 por cento, enquanto a acidez média varia entre os 0,3 e os 0,5 por cento.
O processo de transformação do fruto é, igualmente, uma preocupação da associação, que tem levado a cabo acções de sensibilização para realçar a importância da adopção de procedimentos de segurança alimentar, nomeadamente da implementação do HACCP.

Agricultores sensibilizados para deixarem de usar sacos reutilizáveis na apanha da azeitona

No passado dia 27 de Novembro, a AOTAD reuniu mais de 100 lagareiros na Cooperativa dos Olivicultores de Valpaços, onde representantes da Autoridade para a Segurança Alimentar e Económica (ASAE) e da Direcção Regional de Agricultura e Pescas do Norte (DRAPN) elucidaram os industriais sobre as práticas legais.
Para melhorar o processo de transformação, 129 unidades modernizaram o espaço e a maquinaria, para conseguirem o licenciamento. Além disso, a AOTAD está a implementar o HACCP em 66 lagares, através de apoio técnico e formação.
Os olivicultores, contudo, também podem contribuir para a melhoria da qualidade do azeite, deixando de utilizar sacos na recolha da azeitona e passando a utilizar embalagens adequadas ao armazenamento de produtos alimentares.

AOTAD analisa reforma rural

O Programa de Desenvolvimento Rural (PDR) prevê algumas alterações para o sector do azeite, nomeadamente ao nível ambiental.
O documento prevê o financiamento do transporte e armazenagem de afluentes, o que leva a AOTAD a supor que o tratamento será realizado pelas Águas de Trás-os-Montes ou, eventualmente, pelas Águas do Norte.
Perante esta situação, a associação alerta para o facto de concelhos como Valpaços, Murça, Alijó, Carrazeda de Ansiães ou Freixo de Espada à Cinta ficarem excluídos deste apoio, uma vez que não são consideradas zonas prioritárias na Estratégia Nacional para os Afluentes Agro-Pecuários e Agro-Industriais.
No que toca ao apoio a projectos estratégicos de valorização da fileira do azeite, a AOTAD garante que está a fazer uma avaliação criteriosa do PDR para defender o financiamento deste sector agrícola.

Teresa Batista, Jornal Nordeste, 2007-12-28

Visto em: Diário de Trás-os-Montes

Mogadouro - Arrancou a recuperação do castelo medieval da vila


Arrancaram as obras de recuperação do castelo medieval da vila de Mogadouro. A iniciativa cabe ao Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico/Direcção Regional de Cultura do Norte (IGESPAR/DRCN) e visa a consolidação das estruturas defensivas e inclui a reabilitação da torre de menagem, criação de infra-estruturas eléctricas (iluminação do monumento), regularização de traçados e uniformização do coberto vegetal.

Numa fase da empreitada proceder-se-á a um arranjo dos espaços exteriores, acompanhada por escavações arqueológicas. Ao que foi possível apurar junto do IGESPAR/DRCN, o que resta do pano de muralhas da antiga fortaleza está em fase de estudo para uma regularização de cotas que permitirá clarificar a sua leitura. Na torre de menagem, as obras passam pelo tratamento da cobertura, panos exteriores de paredes, e uma intervenção ao nível das escadarias, janelas e caixilhos em madeira.

Este projecto de recuperação contempla ainda a instalação de sinalética que permita uma leitura facilitada dos diversos espaços e das suas relações. Esta intervenção pretende contribuir para a uma melhoria das condições de fruição do castelo e zona envolvente, quer enquanto espaço de bem-estar, quer como repositório de memórias. O valor previsto das obras rondará os 150 mil euros.

A zona histórica da vila de Mogadouro "é uma prioridade", com esta beneficiação pode traduzir-se na reconstrução da memória colectiva de um povo, explorando um pouco da história do país desde os alvores da nacionalidade.

O castelo templário de Penas Roías, situado na aldeia com o mesmo nome, vai igualmente sofrer uma intervenção que vai permitir a construção de acessos à velha fortaleza, para assim permitir a passagem dos turistas e estudiosos que visitam o monumento.

Francisco Pinto in JN, 2007-12-28
Visto em: Diário de Trás-os-montes
Fotografias: Aníbal Gonçalves

Património arqueológico ameaçado

Caçadores de tesouros andam a destruir o património arqueológico de Trás-os-Montes, denuncia o responsável pelo Instituto do Património Arquitectónico e Arqueológico da região.
Luís Pereira admite que os “Indiana Jones” à portuguesa invadem ilegalmente locais de importância histórica.
“Fazem-se acompanhar de um detector de metais e onde o aparelho dá sinal eles abrem um buraco, o que é uma acção altamente destrutiva para um sítio arqueológico”, acusa o responsável.

Visto em: Rádio Renascença

quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

Alojamentos turísticos em Bemposta

Peredo de Bemposta - Mogadouro

Dois antigos edifícios públicos situados na freguesia de Peredo de Bemposta, Mogadouro, estão a sofrer uma intervenção de fundo que os vai transformar em alojamentos turísticos de qualidade, dentro de um ano.

O edifício da antiga Escola Primária e do antigo quartel da Guarda Fiscal estão a ser aproveitados para a construção três apartamentos do tipo T2. O investimento ronda os 160 mil euros, sendo co-financiados por fundos europeus.

O projecto contempla, ainda, a construção de uma piscina ao ar livre, existindo já, no local, um polidesportivo sintético com medidas para a prática de várias modalidades desportivas, além de um amplo espaço de jardinagem.

"Peredo de Bemposta é uma localidade muito procurada por pessoas que se dedicam à caça e pesca e está inserida em pleno Parque Natural do Douro Internacional, um destino turismo de excelência no concelho de Mogadouro,"explicou o autarca.

A aldeia está separada do rio Douro por cerca de quatro quilómetros, estando já dotada de cais de embarque que permite a atracagem de embarcações de recreio.

" Há já dois empresários oriundos das localidades espanholas vizinhas de Peredo de Bemposta interessados em criar no local uma empresa de dinamização turística com colocação de uma embarcação de transporte de turistas," afiançou António Pimentel.

Francisco Pinto in JN, 2007-12-20

Visto em: Diário de Trás-os-montes

Caçadores de tesouros invadem a região

Caçadores de tesouros andam a destruir património arqueológico da região. Indivíduos munidos de um detectores de metais e pás andam a fazer escavações em sítios arqueológicos de grande relevância, como é o caso da gruta de Dine, no concelho de Vinhais. A denúncia é feita por Luis Pereira, do IGESPAR – Instituto de Gestão do Património Arquitetónico e Arqueológico. Este responsável adianta que os “Indiana Jones” à portuguesa andam à procura de moedas e outros metais.

Luis Pereira adianta que por norma este tipo de crime é cometido pela calada da noite, por três ou quatro indivíduos, com idades compreendidas entre os 30 e os 40 anos. Foi esse o relato que lhe chegou no caso da gruta de Dine. Este tipo de actividade é considerada crime e é punida com pena de prisão. As escavações ilegais têm ocorrido nos últimos anos e têm vindo a intensificar-se. Por norma, estes locais estão em zonas isoladas, o que torna mais difícil a deteção dos caçadores de tesouros.

Visto em: RBA

IPB quer UTAD em Miranda do Douro

O Instituto Politécnico de Bragança (IPB) quer que a Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) se mantenha no Pólo de Miranda, numa parceria entre as duas instituições de ensino superior para ministrarem Cursos de Esppecialização Tecnológica. O presidente do IPB diz que esse seria o cenário ideal para a dinamização daquela estrutura.

Este ano a UTAD já não abriu vagas para os cursos em Miranda. Perante a posssibilidade de extinção do Pólo, a autarquia local contactou o Instituto Politécnico de Bragança no sentido de serem realizados cursos de Especialização Tecnológica. Sobrinho Teixeira aceita o convite, mas adianta que também contactou o Reitor da UTAD para que participem nesse processo. O presidente do IPB está à espera de uma resposta. Sobrinho Teixeira mostra mesmo vontade de alargar este tipo de cursos de Especialização Tecnológica a mais locais da região. Nesta altura estão a ser ministrados 13, um deles em Torre de Moncorvo. O presidente do Politécnico de Bragança adianta no entanto que, apesar de terem vontade de chegar a mais sedes de concelho, não têm condições infa-estruturais e meios humanos para o fazer.

Visto em: RBA

Restaurantes servem borracho

Falta um empresário que aposte na produção de pombos, para depois comercializa-los para a restauração. É a peça em falta no projecto de Valorização e Recuperação dos Pombais da Terra Fria, uma iniciativa da CORANE. A Associação de Desenvolvimento dos Concelhos da Raia Nordestina tem vindo a dinamizar este programa nos últimos anos e culmina agora com a organização das 3ªs Jornadas Gastronóminas do Borracho.

Com o projecto foram recuperados e repovoados cerca de 60 pombais da Terra Fria e lançadas diversas iniciativas ligadas ao sector. Esta quarta-feira e durante uma semana, decorrem em duas dezenas de restaurantes da área de influência da CORANE, as 3ªs Jornadas Gastronómicas do Borracho. Estão a ser confeccionados pratos, que se acredita possam ser capazes de atrair turístas à região. Com o projecto, a criação de pombos foi incrementada, mas para que o circuito fique completo ainda falta o intermediário que forneça a restauração. Há até incentivos financeiros nesse sentido.


Visto em: RBA

quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

João Henriques eleito Provedor em Mogadouro

João Henriques é o novo Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Mogadouro. No acto eleitoral mais concorrido de sempre, curiosamente, ele que é vereador na câmara, ganhou a António Pimentel, também vereador do município. Havia uma terceira lista a sufrágio, mas foi retirada por conter algumas irregularidades.

Depois de eleito, João Henriques prometeu que a dinamização de Creche e da Unidade de Unidados Continuados são os projectos imediatos para a nova provedoria.

Visto em: RBA

Droga: Falta de pessoal afecta aplicação da lei em seis distritos

Por falta de pessoal, seis distritos não estão a aplicar a lei de consumo de pequenas quantidades de droga. Segundo o jornal Público falta pessoal nas comissões de dissuasão da toxicodependência, nos distritos de Lisboa, Bragança, Guarda, Viseu, Coimbra e Faro.

As comissões de dissuasão da toxicodependência foram criadas no âmbito da lei aprovada em 2001 que descriminalizou a posse, compra e consumo de droga em pequenas quantidades.

No âmbito da nova lei, estas comissões teriam poder para aplicar coimas ou enviar para tratamento adequado quem fosse apanhado a fumar um charro ou a inalar cocaína em pequenas quantidades, uma decisão que teria de ser tomada pelo menos, por dois dos três técnicos que constituem as comissões.

De acordo com o jornal Público, o problema reside no facto de, em seis distritos - Lisboa, Bragança, Guarda, Viseu, Coimbra e Faro -, as comissões estarem com falta de pessoal e não terem quórum para decidir.

Na prática, os tribunais estão a enviar processo para estas comissões que, pela falta de quórum, não podem aplicar qualquer coima ou decidir qualquer tratamento, ou seja, nada acontece ao infractor.

O presidente do Instituto da Droga e Toxicodependência (IDT) reconhece que é preciso mudar a lei para tornar mais eficaz o funcionamento destas comissões. João Goulão considera que a rede de comissões - 18 em todo o país - é onerosa e pesada e precisa de ser agilizada.

O presidente do IDT garante que nos primeiros dias de Janeiro será apresentada uma proposta para que cada comissão passe a ter apenas um decisor em vez de três, excepto nos distritos em que o elevado número de processos exija mais técnicos, uma alteração que deverá permitir que a lei vigore em pleno.

( 11:17 / 26 de Dezembro 07 )
Visto em: TSF Online

Estrada mata no Natal

Um morto e dois feridos, um em estado grave, é o resultando de um violento despiste que ocorreu, ontem, cerca das oito horas na Estrada Municipal que liga o cruzamento das Cruz das Antas à localidade de Águas Vivas, concelho de Miranda do Douro. Na viatura ligeira circulavam três jovens com idades compreendidas entre os 18 e 23 anos idade todos residentes na aldeia vizinha de Duas Igrejas. A vítima mortal é um jovem com 21 anos que acabou por não resistir aos ferimentos.

Uma das vítimas, um jovem com 23 anos, os feridos foram transportados para o SAP do Centro de Saúde de Miranda do Douro, tendo um seguido por via área num helicóptero do INEM para o Centro Hospitalar de Vila Real, outro por via terrestre para o Centro Hospitalar do Nordeste. O alerta foi dado por um dos ocupantes do veículo que acabou por pedir socorro a populares. Segundo José Campos, comandante dos Bombeiros Voluntários de Sendim, o despiste foi muito violento tendo a viatura embatido num portal acabando o por derrubar os pilares de cimento e um poste telefónico.No local estiveram nove homens do corpo de Bombeiros de Sendim apoiados por quatro viaturas. A BT da GNR está a investigar as causas deste grave acidente, que deixou consternadas as aldeias vizinhas da localidade mirandesa de Duas Igrejas.

Visto em: RBA

Bolo-Rei de castanha

Criação de uma confeitaria de Bragança aposta num produto transmontano
Uma confeitaria de Bragança adaptou o tradicional Bolo-Rei, de frutas secas e cristalizadas, a diferentes versões. Folhado, chila, chocolate… mas a mais recente criação aposta num produto transmontano… o bolo-rei de castanha

A base da massa é igual à do bolo-rei tradicional, a inovação está em adicionar castanha em vez de fruta seca ou cristalizada.

A castanha é semi-cozida para, depois de envolvida na massa, não se desfazer por completo. A massa é ainda recheada com compota de castanha.

«Sendo a castanha um produto da nossa terra, este bolo-rei passa a ser também transmontano», afirma Rui Costa, pasteleiro responsável pela criação.

A completar a decoração, pincela-se com calda de açúcar para dar brilho e enfeita-se com castanhas caramelizadas ou márron glacé.

A esta mais recente criação da Confeitaria Grão a Grão de Bragança, juntam-se outras versões de bolo-rei criadas em anos anteriores… Folhado, de chila e até de chocolate. Qualquer um deles vendido a 10 euros o quilo.

João Faiões
Jornalista

Visto em: SIC

Passagem de Ano à moda antiga

Constantim (Miranda do Douro)
Passagem de Ano à moda antiga
O "Dia dos Cepos" e a "Festa dos Moços", celebrados na aldeia de Constantim, no concelho de Miranda do Douro, são as sugestões da Associação para o Estudo e Protecção do Gado Asinino (AEPGA) para a Passagem de Ano.

De 27 de Dezembro a 1 de Janeiro, quem quiser visitar o Nordeste Transmontano pode desfrutar de um final de ano recheado de tradições e admirar a beleza das paisagens desta região.

No primeiro dia, a AEPGA sugere o "Dia dos Cepos", em Constantim. As festividades têm início com o atear de uma grande fogueira pelos rapazes da aldeia, que prometem muita animação.

No dia seguinte, realiza-se a "Festa dos Moços". Logo pela manhã, o "Carocho e a Velha", acompanhados pelo grupo de pauliteiros e de tocadores de flauta pastoril, tamboril, gaita-de-foles, caixa e bombo, desfilam pelas ruas da povoação. O cortejo pára em todas as casas, onde os pauliteiros dançam um "lhaço" e o carocho faz inúmeras tropelias, espantando quem passa.

Para os dias 30 e 31 está marcado um passeio pelo Vale do rio Sabor, entre Vimioso e Mogadouro, a visita ao Centro de Recria e Acolhimento do Burro de Miranda, "o Palheirico", na aldeia de Atenor (Miranda do Douro), e um passeio de burro pelos caminhos rurais da aldeia, de onde se avistam inúmeros pombais tradicionais.

O primeiro dia de 2008 será comemorado com um almoço campestre no miradouro de S. João das Arribas.

Durante o próximo ano, a AEPGA vai desenvolver diversas actividades alusivas aos cogumelos, à educação e maneio da raça asinina e ao Carnaval tradicional de Trás-os-Montes.

Além disso, um dos sócios mais jovens também colocou a associação no HI5, para divulgar e dar a conhecer estes animais junto da população mais nova.

Teresa Batista/Jornal Nordeste Sexta-feira, 21 de Dez de 2007
Visto em: Jornal Expresso

quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

Sons históricos imortalizados em CD


A língua mirandesa predomina nas melodias que saem da gaita-de-foles

O «Tio Joaquim» é apenas um dos gaiteiros que dá corpo à compilação «bi benir l Gaita», um CD que imortaliza os sons tipicamente rurais que vão caindo no esquecimento por terras de Miranda e Vimioso.

A beleza do instrumento perdura no tempo, mas os rostos de quem transborda alegria quando entoa as músicas tradicionais estão, cada vez mais, vincados pelos sinais do tempo que vai passando ano após ano.
Esta compilação musical, concebida após horas a fio de trabalho de investigação, recolha e edição, guarda sons que foram entoados há mais de três décadas, em momentos e contextos distintos.

A antiguidade de alguns fonogramas levam Jorge Lira, o mentor deste trabalho, a ter algumas dúvidas quanto à autoria e época das gravações, mas a investigação aponta para que os sons mais antigos tenham sido recolhidos em Duas Igrejas (Miranda do Douro), entre 1960 e 1970.

Entre as faixas do CD encontram-se melodias mais antigas, como as do Tio Monteiro, em Cércio, do Tio Pascoal, de Agostinho Baldaia e José João Almeida. Já as gravações feitas ao «Ti Joaquim», no Natal de 1988, em S. Joanico (Vimioso), são registos únicos deste «Homem Gaiteiro».

A edição foi feita com todo o cuidado, para que fosse possível retirar os ruídos de fundo sem distorcer, adulterar ou modificar a realidade e a autenticidade das gravações.
Para que estes sons se mantenham na memória, o CD foi deliberadamente produzido para ser distribuído pela Associação para o Estudo e Protecção do Gado Asinino (AEPGA).

Teresa Batista, Jornal Nordeste, 2007-12-17
Visto em: Diário de Trás-os-Montes

Neve leva ao corte de estradas


A neve que começou a cair ao início da manhã de ontem levou ao corte de algumas estradas em Trás-os-Montes. O IP4, entre Vila real e o Alto de Espinho, e a A24, entre Vila real e Vila Pouca de Aguiar foram duas das vias encerradas cerca das 17h00.

O Itinerário Principal 4 (IP4), entre Vila Real e o Alto de Espinho, e a auto-estrada 24 (A24), entre Vila Real e Vila Pouca de Aguiar, estavam ontem cortados ao trânsito devido à queda de neve, disse fonte da Brigada de Trânsito.
A fonte referiu que a situação nestas estradas se complicou a partir das 17h00 devido à queda de neve com bastante intensidade e à visibilidade reduzida por causa do nevoeiro.
Como estrada alternativa ao IP4 a BT aconselha a Estrada Nacional (EN) 101, por Mesão Frio até Amarante, e à A24 a EN2. A direcção de estradas referiu que um camião começou na segunda-feira à noite a espalhar sal no IP4 como medida de precaução. No Verão passado foi colocado um depósito de cerca de 50 toneladas de sal na zona de descanso de Arrabães para mais rapidamente poder ser espalhado naquela via rápida que liga os distritos do Porto, Vila Real e Bragança. A circulação na EN 103, entre Montalegre e Chaves, também se fazia com alguma dificuldade. Agentes da BT e elementos do Comando Distrital de Operações de Socorro e das Estradas de Portugal encontram-se espalhados pelas estradas do distrito para apoiar os automobilistas.

Bragança coberta por um manto de neve
A cidade de Bragança estava ontem coberta por um manto branco de neve, que surpreendeu os habitantes locais nas primeiras horas da manhã. Segundo a Lusa pôde observar localmente, nos talhados, nos automóveis e em algumas ruas já se acumulava por volta das 11h00 uma leve camada de neve. Este cenário é tradicional nos últimos dias do ano ou nos primeiros dias de Janeiro nesta região.
De acordo com informações do Centro Distrital de Operações e Socorro, a temperatura na cidade era, às 11h00, de um grau negativo. Os termómetros desceram aos seis graus negativos durante a noite. As baixas temperaturas continuam ainda longe
dos recordes históricos de doze graus registados há 60 anos na cidade, de acordo com dados oficiais.
A neve é encarada pelas populações e pelas entidades locais como um cenário ainda mais benéfico do que a chuva para a seca que está a provocar problemas nas reservas de água de Bragança.
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Acidentes
Automobilistas retidos
Dezenas de automobilistas estavam ontem retidos em estradas do distrito de Vila Real, como o IP4 e as auto-estradas A7 e A24, que desde o final da tarde se encontravam intransitáveis devido à queda de neve. Almor Salvador, do Comando Distrital de Operações de Socorro de Vila Real, esperava que a chuva substituisse a queda de neve, de forma a melhorar as condições de circulação. O responsável referiu que foram registados alguns acidentes nestas vias, mas sem consequências graves.

Visto em: O Primeiro de Janeiro

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

PSD promete medidas para o interior


No fim do primeiro trimestre de 2008, a direcção do PSD compromete-se a apresentar um Programa para o Desenvolvimento do Interior do País. Uma das medidas aprovadas no Conselho Nacional do partido, que este fim-de-semana se realizou em Bragança. Ribau Esteves, secretário-geral do PSD diz que o documento vai ser elaborado com a ajuda de diversos agentes e vai ter medidas-choque ao nível da fiscalidade e reestruturação de financiamentos do QREN.

O PSD diz que as medidas que vão propor não são meros paliativos como os que o actual governo aplica à região. O plano vai ser usado como documento reivindicativo enquanto o PSD estiver na oposoição e no programa governamental, se Luis Filipe Meneses chegar a ser primeiro-ministro.

Visto em: RBA