Mostrar mensagens com a etiqueta Notícias. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Notícias. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

Noite fria em Bragança com sete graus negativos

A cidade de Bragança chegou esta madrugada aos sete graus negativos, a temperatura mais baixa em toda a rede do Instituto de Meteorologia. Já esta manhã foi abandonada a situação de alerta amarelo devido ao frio existente em dez distritos.

Segundo o Instituto de Meteorologia, Portugal continental tem vindo a ser afectado por uma massa de ar seco e frio que origina a ocorrência de temperaturas mínimas do ar inferiores aos valores médios para o mês de Dezembro, em especial nas regiões do litoral.

Estas condições meteorológicas deverão manter-se apenas para o dia de hoje, prevendo-se que a partir de amanhã o Continente fique sob a influência de uma depressão centrada entre os Açores e a Península Ibérica, com ocorrência de precipitação e subida gradual da temperatura.

Devido a esta vaga de frio o Instituto de Meteorologia colocou ontem em alerta amarelo dez distritos, sendo que algumas zonas atingiram esta madrugada temperaturas mínimas entre um a sete graus negativos.

Já esta manhã o Instituto de Meteorologia retirou a situação de alerta amarelo para estes dez distritos deixando apenas em alerta laranja a região do Algarve devido a agitação marítima.

Lisboa e Porto vão atingir no dia de hoje a temperatura máxima de 12 graus.

O Instituto de Meteorologia colocou igualmente em alerta amarelo o arquipélago dos Açores, mas neste caso devido a ventos fortes, agitação marítima e trovoadas.

Para a Madeira, as previsões apontam para céu com períodos de muito nublado, com as temperaturas a variar entre os 17 e os 21 graus.
2007-12-17 08:28:16
Visto em: RTP

domingo, 16 de dezembro de 2007

Ventos de Espanha põem Portugal a tremer de frio

Frio de bater o dente está a atingir Portugal de Norte a Sul, estando prevista para hoje uma nova descida nos termómetros, com o Interior a registar temperaturas negativas durante a madrugada. O Instituto de Meteorologia colocou ontem em alerta amarelo 12 dos 18 distritos continentais. Bragança é a cidade mais fria, com mínimas a descerem aos 7,5 negativos. Valores de zero ou menos graus estão ainda previstos em Braga, Castelo Branco, Évora, Guarda, Viana do Castelo e Vila Real. Em Lisboa os termómetros irão descer até aos cinco graus e no Porto aos quatro. Faro será a capital de distrito menos fria, com uma mínima de sete graus.

A descida da temperatura para valores abaixo da média nesta época do ano resulta de uma massa de ar frio estacionada no centro da Península Ibérica e que é arrastada até ao litoral português por ventos provenientes de Leste.

Apesar do frio, o sol brilha em todo o Continente. Esta é, contudo, uma situação que deverá sofrer alterações no final da tarde de terça-feira, prevendo-se chuva para o Centro e Sul do País. Na quarta-feira a precipitação estender-se-á ao Norte, havendo alguma probabilidade de queda de neve nas terras altas. É provável que a chegada da chuva leve a uma subida das temperaturas mínimas.

No que toca a temperaturas máximas, a meio da tarde de hoje devem ser observados 15 graus em Faro, 13 no Porto e 12 em Lisboa.

A presença de uma massa de ar frio e seco agrava a seca existente, com maior gravidade no Nordeste Transmontano.

Diferentes são as previsões para os arquipélagos da Madeira e dos Açores, com números bem mais agradáveis. Apesar de o céu estar nublado, na Madeira espera-se uma variação entre os 16 e os 22 graus e nos Açores as temperaturas deverão oscilar entre 13 e 18 graus.

A Autoridade Nacional de Protecção Civil recomenda a população a tomar as medidas preventivas para minimizar situações que possam colocar em risco a sua saúde. No vestuário é recomendado o uso de várias camadas de roupa em vez de uma única peça de tecido grosso. Evite as roupas muito justas ou as que façam transpirar. “Cuidado com as lareiras, braseiras e aquecedores a gás devido ao risco de acidentes domésticos”, é outra das recomendações da Protecção Civil.

Visto em: Correio da Manhã

sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

Novas regiões de turismo dividem - 5 regiões já aprovadas. E agora?

A redução das actuais 19 regiões de turismo para apenas cinco foi, ontem, aprovada pelo Conselho de Ministros, sob críticas do sector. Miguel Sousinha, presidente da Associação Nacional das Regiões de Turismo e responsável pela de Leiria/Fátima, fala de «um desastre».

No outro extremo, Francisco Sampaio, presidente da Região de Turismo do Alto Minho, disse, ao JN, que a criação de um só organismo para o Norte irá "favorecer" a região no seu todo .

As estruturas agora aprovadas, que coincidem com as regiões administrativas, são as do Norte, Centro, Lisboa, Alentejo e Algarve, havendo ainda uma aposta prioritária nas zonas do Alqueva, Litoral Alentejano, Região Oeste e Douro. O novo figurino foi apresentado como "um esforço de racionalização". E uma das inovações avançadas pelo secretário de Estado do Turismo, Bernardo Trindade, é a de que as cinco regiões vão poder recorrer ao autofinanciamento "através de acordos com a iniciativa privada".

Bernardo Trindade sublinhou, ainda, que a medida permite criar instituições credíveis, com massa crítica para serem parceiros na concretização da política nacional para o sector. E "todo o território fica abrangido, o que não acontecia até aqui".

Outra opinião tem Miguel Sousinha. "Estranho o que está no comunicado do Conselho de Ministros" porque vem "basear o turismo na ligação às NUT (Nomenclatura das Unidades Territoriais para Fins Estatísticos)", disse à Lusa. O dirigente mostrou-se desiludido com a decisão do Governo, já que muitas regiões de turismo estavam a negociar fusões para responder à necessidade de escala para o sector imposta pelo Executivo. "Isto será uma redução sem estratégia turística e sem ligação às marcas territoriais", considerou o dirigente, que criticou as funções previstas para as novas entidades . A concretizar-se o que foi proposto, será o "desastre das regiões turísticas porque passarão a ser órgãos sem qualquer competência e sem capacidade funcional", concluiu.

Pronunciando-se apenas sobre o Norte, Francisco Sampaio elogiou a alteração. Todas juntas, as regiões nortenhas "têm mais força". E é possível "conciliar interesses", destacou, elogiando, particularmente, a capacidade de autofinanciamento. "Podemos dar as mãos e voltar a ter uma região Norte pujante", defendeu, notando que o Porto deve ser "a grande placa giratória" que levará o turismo aos outros destinos.

JN, 2007-12-13
Visto em: Diário de Trás-os-Montes

Alerta para tempo frio em Portugal continental

Portugal continental está hoje sob aviso Amarelo devido à previsão de tempo frio. O Instituto de Meteorologia anunciou que este aviso se deve manter até domingo com as temperaturas a chegarem aos seis graus negativos.

O aviso Amarelo é o segundo de uma escala que vai até quatro e o Instituto de Meteorologoa colocou no dia de hoje sob alerta os distritos de Braga, Vila Real, Bragança, Aveiro, Santarém, Leiria, Castelo Branco, Lisboa, Setúbal, Évora e Beja.

Para Bragança estão previstas as temperaturas mais baixas com os termómetros a chegarem aos seis graus negativos.

Já no Algarve, o distrito de Faro também foi colocado em alerta Amarelo. Neste caso não será devido ao frio, mas sim à ondulação bastante forte que se fará sentir naquela costa.

De acordo com as previsões do Instituto de Meteorologia para Portugal continental as temperaturas deverão continuar a descer até à próxima segunda-feira, sendo que no domingo grande parte do continente estará com temperaturas mínimas negativas ou iguais a zero.

Face a esta situação será conveniente que a população tome algumas precauções e desta forma será de interesse a consulta da página na Internet da Autoridade Nacional de Protecção Civil que apresenta alguns conselhos relacionados com o tempo frio e a forma de prevenir qualquer incidente.

Entre outros, a Autoridade Nacional de Protecção Civil aconselha as pessoas a vestirem várias camadas de roupa, evitarem o consumo excessivo de electricidade, para não sobrecarregar a rede, e a terem cuidado com lareiras, braseiras e aquecedores de gás devido ao risco de acidentes domésticos.

Visto em: RTP
2007-12-14 08:28:42

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Dois distritos em alerta amarelo

Braga e Bragança esperam temperaturas mínimas de um grau positivo e três graus negativos.

O tempo frio fez com que o Instituto de Meteorologia (IM) colocasse, esta quarta-feira, dois distritos sob aviso amarelo, o segundo de uma escala que vai até quatro. Os distritos em causa são Braga e Bragança, para onde se esperam temperaturas mínimas de um grau positivo e três negativos, respectivamente. É a primeira vez este Outono que o IM utiliza o alerta amarelo por causa do frio.

O distrito de Faro está também sob aviso Amarelo, mas por causa da agitação marítima, com ondas que podem ir até aos dois metros.

O grupo ocidental dos Açores mantém o alerta de terça-feira, atendendo à possibilidade de chuva forte.

As autoridades aconselham as pessoas a vestirem várias camadas de roupa, evitarem o consumo excessivo de electricidade, para não sobrecarregar a rede, e a terem cuidado com lareiras, braseiras e aquecedores de gás, devido ao risco de acidentes domésticos.

Visto em: TVI

Braga e Bragança esperam temperaturas mínimas de 1 grau e 3 negativos


O tempo frio fez com que o Instituto de Meteorologia colocasse hoje, pela primeira vez este Outono, dois distritos sob aviso Amarelo, o segundo de uma escala que vai até quatro, escreve a agência Lusa.

Os distritos em causa são Braga e Bragança, para onde se esperam temperaturas mínimas de 1 grau positivo e 3 negativos.

O distrito de Faro está igualmente sob aviso Amarelo, mas devido à agitação marítima, com ondas que poderão ir até aos dois metros.

O grupo ocidental dos Açores mantém o alerta de terça-feira, atendendo à possibilidade de chuva forte.

Para hoje, o Instituto de Meteorologia aponta para céu limpo ou pouco nublado e um acentuado arrefecimento nocturno.

A Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC) apresenta na sua página na Internet alguns conselhos relacionados com o tempo frio, que agora começou a atingir Portugal continental.

Assim, a ANPC aconselha as pessoas a vestirem várias camadas de roupa, evitarem o consumo excessivo de electricidade, para não sobrecarregar a rede, e a terem cuidado com lareiras, braseiras e aquecedores de gás, devido ao risco de acidentes domésticos.
Visto em: Portugal Diário

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

Vimioso/natalidade: Incentivo autárquico "fez nascer" 150 bebés nos últimos seis anos

Vimioso, Bragança, 11 Dez (Lusa) - O concelho de Vimioso ganhou, nos últimos seis anos, perto de 150 bebés, motivo de satisfação para a câmara que distribuiu, no mesmo período, um valor global próximo dos 75 mil euros pelas famílias dos novos cidadãos.

Os dados foram revelados hoje à Lusa pelo presidente da Câmara de Vimioso, José Rodrigues, o primeiro autarca em Portugal a criar um incentivo financeiro ao nascimento de crianças para combater o despovoamento que assola este e outros concelhos do interior.

O valor do incentivo é de 500 euros por cada bebé e, na próxima segunda-feira, a autarquia vai distribuir 15 mil euros por 30 bebés que nasceram em 2007, uma das melhores taxas de natalidade dos últimos anos neste concelho do Nordeste Transmontano.

De acordo com o autarca, a autarquia tem "premiado", em média, por ano, cerca de 25 bebés, num total de 150 que eleva para 75 mil euros o montante global do incentivo distribuído.

José Rodrigues admite que "não está em condições de avaliar qual o contributo do incentivo para esta taxa de natalidade", mas mostra-se "satisfeito" e acredita que o número de nascimentos significa que "poderá eventualmente estar a haver mais gente jovem no concelho".

Motivo de maior satisfação para o autarca é obter estes resultados num concelho com pouco mais de cinco mil habitantes e uma população envelhecida.

O autarca espera, em próximos anos, poder aumentar o valor pecuniário do incentivo e que para isso contribua a riqueza criada por novas empresas que estão a instalar-se na zona industrial da vila sede de concelho.

Há vários anos que o município disponibiliza terrenos, a um valor simbólico de um cêntimo, pelo que José Rodrigues garante estar agora a colher frutos desta sua persistência em atrair gente e investimento.

Segundo disse à Lusa, estão a instalar-se na zona industrial oito empresas e igual número já apresentou projectos com o mesmo fim.

O presidente da autarquia admite ainda poder vir a disponibilizar terrenos para construção de habitação a quem quiser fixar-se no concelho.

Esta ideia ainda não ganhou forma, mas tem já em curso outro incentivo com a disponibilização gratuita de terreno ao primeiro empresário que quiser construir uma unidade hoteleira com mais de 60 quartos.

Para José Rodrigues "é mais um acto simbólico" para preencher uma lacuna num concelho que está já servido em termos de oferta de refeições, mas sem capacidade de resposta para dormidas.

O autarca faz questão de sublinhar que tudo isto tem como contra "o esquecimento do poder central", nomeadamente no que se refere às dificuldades de ligação às principais vias rodoviárias da região.

O exemplo mais emblemático nesta matéria é, segundo frisou, o famoso rato de Cabrera, uma espécie protegida pela União Europeia, cuja preservação está alegadamente a levantar obstáculos à construção da estrada entre Outeiro e Vimioso, que vai encurtar distâncias, nomeadamente a Bragança.

Esta ligação é reclamada há vários anos.

O autarca chegou já a apresentar o caso ao presidente da República, durante uma deslocação de Cavaco Silva ao concelho, mas até hoje diz que nada mais soube.

"Nem do rato, nem da estrada", acrescentou.

HFI.

Lusa/fim
Visto em: Visão

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

I Fórum do Património do Douro - Valorizar património imaterial

O director do Museu Nacional de Etnologia defende, durante o I Fórum do Património do Douro, a valorização daqueles que dão a conhecer o património imaterial das diversas regiões. O responsável falou ainda sobre a importância de valorizar e preservar o património imaterial.

O director do Museu Nacional de Etnologia, Pais de Brito, defendeu a valorização daqueles que dão a conhecer o património imaterial das regiões, encontrando formas que vão além de colocar as suas informações num arquivo ou num museu.

Ao intervir sexta-feira, em Tabuaço, no I Fórum do Património Imaterial do Douro, Pais de Brito afirmou que este património não é “algo de absolutamente configurado, que preexista, expectante”, aguardando que o vão lá buscar. “Será um erro repetir hoje modos de recolha que passavam muito por este pressuposto, de o colector ser apenas o veículo que transportava para o caderno, o arquivo ou o museu coisas materiais ou imateriais que em qualquer lugar se encontravam”, considerou.

Segundo o investigador, “hoje a sua procura tem de transportar consigo um processo de partilha onde se redescobrem e se encontram novos sentidos para aquilo que se recolhe”.

Neste âmbito, defende a necessidade de a relação que, por exemplo, um etnógrafo estabelece com o seu informante ser “transposta para o acto do presente em que ela se processa, também enquanto criação social”, para que estes não fiquem “acorrentados” ao passado.

Em declarações à Agência Lusa, Pais de Brito afirmou que, actualmente, os etnógrafos podem “ir mais longe” do que os seus colegas dos séculos XIX e XX, valorando de forma dinâmica “os protagonistas do património imaterial”. Deu o exemplo de um homem de uma aldeia que sabe fazer instrumentos de música e é um grande tocador. “Ao recolher o seu saber, as indicações de construção ou as suas músicas, provavelmente pode ir-se mais longe e ele vir a ser um professor no Conservatório ou numa escola secundária e montar uma oficina onde ensine outras pessoas”, explicou.

Património oral

Também no património imaterial oral pode acontecer o mesmo, sem que se dê atenção “exclusivamente ao objecto oral em si, como a narrativa, o romance, o conto ou o provérbio que depois vai para um arquivo e pode ser consultado e estudado”, acrescentou. Lembrou que a designação de património imaterial é recente e que, mesmo os museus, não trabalhavam muito com esta dimensão.

“É agora a altura de pensar nas metodologias, até no modo de constituição dos arquivos, porque há meios tecnológicos mais sofisticados”, frisou, propondo, por exemplo, a gravação em vídeo da pessoa que transmitiu o saber oral e que “pode ser surpreendida e encantada com a sua voz já no museu ou no arquivo”.

-----------------------------

Novos desafios...... para velhas memórias

O I Fórum do Património Imaterial do Douro, dedicado ao tema “Novos desafios para velhas memórias”, decorreu no âmbito de um projecto-piloto, lançado este ano pelo Museu do Douro, que pretende fazer o levantamento, a salvaguarda e o estudo deste tipo de património da região. “A intenção do Museu do Douro é tratar o património imaterial como um repositório do saber popular, transmitido de geração em geração, que nos permitirá ir à origem dos mitos, das lendas”, justificou o seu director, Fernando Maia Pinto.

PJ, 2007-12-10
Visto em: Diário de Trás-os-Montes

sábado, 8 de dezembro de 2007

Jovens socialistas defendem Trás-os-Montes e Alto Douro

Os jovens socialistas transmontanos defenderam hoje a criação da Região de Trás-os-Montes e Alto Douro como a melhor solução para promover o desenvolvimento e responder às especificidades dos distritos de Vila Real e Bragança

Numa iniciativa que dizem ser inédita a nível nacional, os militantes dos distritos de Vila Real e Bragança, juntaram-se num congresso que decorreu em Vila Real, para criar a Confederação Regional dos Jovens Socialistas Transmontanos.

Fernando Morgado, presidente da Federação Distrital da JS de Vila Real, salientou que o «grande objectivo» desta confederação, que vai agregar cerca de três mil militantes daqueles dois distritos, «é bater-se pela instituição da regionalização».

Os participantes no congresso aprovaram ainda uma moção «por unanimidade e aclamação» em defesa da criação da Região de Trás-os-Montes e Alto Douro.

«Entendemos que é esse o modelo que melhor vai de encontro às nossas expectativas de desenvolvimento e às especificidades que vivemos nestes distritos e que são diferentes daquelas que se podem constatar nos outros distritos da Nut II Norte», afirmou Fernando Morgado.

Bruno Veloso, presidente da JS de Bragança e o primeiro a assumir a liderança da nova confederação, referiu que os jovens militantes socialistas querem «reacender o debate sobre a regionalização» e, ao mesmo, preparar argumentos que melhor fundamentem o modelo de organização administrativa escolhido.

O actual Governo assumiu o compromisso de avançar com a criação das regiões na próxima legislatura.

Relativamente à realização de um novo referendo sobre a regionalização, Bruno Veloso apenas referiu que este é um imperativo constitucional.

As conclusões e os documentos produzidos no congresso que decorreu hoje, e que contou com cerca de uma centena de participantes, serão redigidas em português e em mirandês, as duas línguas oficias de Trás-os-Montes e Alto Douro.

Para além da regionalização, a JS quer ainda debater questões relacionadas com o Douro, as relações transfronteiriças, a educação, emprego, saúde e inovação, e cujas realidades, segundo Bruno Veloso, «são muito semelhantes nos dois distritos».

Visto em: Sol

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

Feira de Vimioso junta tradição e inovação

Juntar a inovação e a tradição. É o que se propõe fazer a organização da Feira de Artes, Oficios e Sabores de Vimioso. O certame, que decorre até domingo na vila, vai na oitava edição e apresenta como novidade um espaço para inovação tecnológica.

Vão ser mostrados e vendidos novos materiais, nomeadamente ligados às energias renováveis. A feira quer apresentar o melhor que o concelho pode oferecer, desde o artesanato, à gastronomia, passando ainda pela cultura e etnografia.

Visto em: RBA

Rota promove património do Douro

Está a ser preparada uma “Rota do Património da Humanidade da Bacia do Douro”. Um projecto transfronteiriço abraçado pela Fundação Rei Afonso Henriques, que com ele pretende promover os recursos culturais ao nível turístico.

Está a ser elaborado um estudo sobre o potencial que existe para promoção. O trabalho vai ser apresentado no dia 14 de Dezembro, altura em que se assinalam seis anos de elevação do Douro à categoria de Património Mundial da Humanidade.
Visto em: RBA

VIII Feira de Artes, Ofícios e Sabores em Vimioso - Cartazes


quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

Vereador socialista abandona PS de Mogadouro

Antero Neto bateu com a porta ao partido socialista. O vereador eleito pelo PS na Câmara de Mogadouro, afirma não ter condições para frequentar a sede socialista.

Um posição tomada depois de, segundo ele, na última reunião da comissão politica do PS ter sido atacado, por, alegadamente, ele fazer parte de uma lista aos órgãos sociais para a Misericórdia, que é encabeçada por um vereador do PSD. O presidente da comissão politica de Mogadouro reconhece que a situação foi discutida, mas garante que não estava à espera desta atitude.

Visto em: RBA

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Burros, só de nome

Quando, há 12 anos, Bárbara Fráguas chegou ao Alto Douro, para um trabalho de fim de curso, não tardou a apaixonar-se pela paisagem e pelas pessoas. Ela, que trocara um curso meio começado de engenharia pela biologia, acabou, também, por trocar a sua cidade natal, o Porto, pela aldeia de Atenor, perto de Sendim (Miranda do Douro). Aqui ajudou a criar diversas associações, uma das quais, a Aldeia, integra a plataforma que se opõe à construção da barragem do Baixo Sabor (ver Única de 1/12/07). Em paralelo, desenvolve outros projectos, um dos quais consiste em salvar da extinção o burro de Miranda. Estes animais resistentes, meigos e peludos "são tudo menos estúpidos". Utilizados em passeios turísticos pela região, tornaram-se num dos atractivos desta aldeia onde, em dois cercados, há para cima de meia centena de exemplares.

Os burros mirandeses, corpulentos e de cor castanha, têm a curiosidade de apresentar pelo muito comprido até cerca de um ano de idade. A sua docilidade e porte tornam-nos ideais para transportar crianças ou pessoas pouco habituadas a montar. "É esta vertente que exploramos, com a realização de passeios pelo planalto transmontano, uns programados, outros a pedido e que podem ter um ou mais dias", explica Bárbara.

Até há meia-dúzia de anos esta raça parecia condenada à extinção. E isto porque a agricultura tradicional ia desaparecendo, enquanto nas explorações modernas se recorria, fundamentalmente aos tractores e outras máquinas. A Associação de Estudo e Protecção do Gado Asinino foi fundada em Maio de 2001. Para além da criação de novos animais, tem assegurado a recolha e protecção dos burros mais velhos, quer quando estes já estão incapazes para o trabalho, quer quando os respectivos proprietários já não os conseguem manter.

Rui Cardoso
21:00 | Sexta-feira, 30 de Nov de 2007
Visto em: Jornal Expresso

Indianos,paquistaneses e chineses aprendem português e dizem que transmontanos são mais honestos

«Um grupo de 15 chineses, paquistaneses e indianos acaba de concluir, na vila de Mogadouro, um curso de formação de quase meio ano em que aprenderam a língua portuguesa e cidadania. «Os transmontanos são mais certos, não são mentirosos«, diz Harjinder.

Harjinder deixou a Índia aos 16 anos e já passou quase outro tanto tempo da sua vida a trabalhar na Europa. Viveu em França, na Alemanha, na capital portuguesa, mas foi na pequena vila de Mogadouro, no Nordeste Transmontano que viu pela primeira vez azeitonas e encontrou a oportunidade que procurava ao imigrar do seu país.

“Os transmontanos são mais certos, não são mentirosos”, garante o conterrâneo Hargans, exibindo um certificado de curso que marca mais uma etapa na vida de ambos e de outros imigrantes que vivem, há vários anos, na localidade transmontana.

Curso de formação em português e cidadania

Um grupo de 15 chineses, paquistaneses e indianos acaba de concluir um curso de formação de quase meio ano em que aprenderam a língua portuguesa e cidadania. Esforçaram-se todos o suficiente para serem agora capazes de manterem um diálogo em português e vencerem mais uma etapa na integração numa terra estranha que os acolheu “sem problemas”, garantem.
O gabinete municipal de apoio ao imigrante quis com este curso demonstrar o seu empenho na integração destes cidadãos de “terras tão longínquas”, segundo o vice-presidente da autarquia, João Henriques.
O autarca contou que, em 2005, contabilizaram mais de uma centena de imigrantes a residirem no concelho de 14 nacionalidades.

Curiosamente naturais de países diferentes do que é habitual e em que predominam os cidadãos de Leste.
Indianos, paquistaneses e chineses são as nacionalidades com maior visibilidade, que encontraram nesta vila estabilidade embora, alguns em empregos precários.

Fazer o trabalhos que os outros não querem
Comércio e construção civil são as áreas de trabalho destes imigrantes, que confessaram à Lusa que, apesar de “nem tudo ser bom”, foi em Mogadouro que encontraram “honestidade” depois de passarem por diversos patrões noutras localidades, que nem sempre cumpriam com os seus deveres.

O indiano Hargans pensa já em trazer a mulher e a pequena filha para Portugal, um processo que acredita será agora mais fácil por dominar melhor a língua portuguesa.

Todos reconhecem, no entanto, as dificuldades burocráticas e políticas, maiores com cidadãos destas nacionalidades.
Este curso de iniciação vai ter continuidade com mais formação para aprofundamento dos conhecimentos agora adquiridos e o paquistanês Mohamed Asraf está já a pensar continuar a estudar.

“É gente esforçada e trabalhadora” assegura a formadora Paula Sá que teve com este grupo a primeira experiência de formação a cidadãos estrangeiros.
A formadora elogia sobretudo o empenho destes formandos que “muitas vezes iam do trabalho para a formação e só jantavam depois das onze da noite”.
Apreenderam em horário pós-laboral, de segunda a sexta, entre as 20h e a s 23h.

Em Mogadouro fazem o trabalho que as gentes locais não querem, segundo o vice-presidente da autarquia, enquanto muitos dos naturais do concelho partem para outras paragens à procura de novas oportunidades de vida.

Estes imigrantes chegaram à vila transmontana através de familiares, amigos ou conhecidos que já tinham ouvido falar do “sossego” desta terra.
O curso de formação para a integração sócio-profissional de imigrantes foi apoiado pelo Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) que já garantiu a continuidade desta aprendizagem.

Para o director regional do instituto, Fernando Calado, “se esta região não for capaz de receber cidadãos de todo o mundo, o Distrito de Bragança será dentro de pouco tempo uma realidade que assusta”.
Fernando Calado vê nestes cidadãos um contributo para inverter o processo de despovoamento de um distrito que tem apenas quatro mil crianças a frequentarem as escolas do primeiro ciclo.
Daí o agrado das entidade locais com o pequeno Tiago, um mogadourense de um ano e meio, filho de jovens comerciantes chineses, que frequentaram a formação e se radicaram nesta localidade.

Lusa/PJ, 2007-12-03
Visto em: Diário de Tás-os-montes

Imigrantes "habilitados" a falar e escrever português

Uma pequena comunidade de imigrantes asiáticos composta por cidadãos oriundos de países como a Índia, Paquistão e China a residir em Mogadouro recebeu um diploma que lhes confere aptidões reconhecidas para falar e escrever a língua de Camões.

Há cerca de meio ano foram 15 os cidadãos estrangeiros que começaram a sua formação na área da língua portuguesa e cidadania no âmbito do programa “ Portugal Acolhe”, agora os resultados são visíveis, os novos falantes do português consideram que “língua é a sua pátria, e Mogadouro pode ser o seu mundo”. Os cidadãos que integram o grupo já percorreram outros países europeus, no entanto garantem que é Portugal que querem ficar. A esta pequena comunidade na sua maioria trabalha na construção civil tendo desde cedo demonstrado vontade aprender uma nova língua, todos os dias úteis da semana no horário pós laboral sentavam-se de novo nos bancos da escola com uma vontade férrea de aprender. “ O dia a dia desta pessoas é uma coisa básica: Comer, trabalho, casa. Eles apenas querem ganhar dinheiro para enviar para a família. A situação destes emigrantes torna-se difícil já que muitos trabalham ao fim de semana para poder cumprir os seus compromissos, mas não desmotivaram,” argumentou Paula Sá, a formadora do curso. De recordar que em 2005 residiam em Mogadouro cerca de 107 emigrantes oriundos de 14 nacionalidades. “ No ano internacional da igualdade de oportunidades para todos, isto é um acção que a todos nos honra já que permitiu entregar a cidadão de outros países as mesmas armas para que possam ter as mesmas oportunidades que os cidadãos locais para assim obterem um integração total no seio da comunidade que os acolhe,” referiu João Henriques, vice -presidente do município de Mogadouro. O curso de formação para a interacção sócio – profissional de imigrantes foi apoiado pelo Instituto de Emprego e Formação Profissional, (IEFP) que já garantiu a sua continuidade por mais 150 horas. Para Fernando Calado, director regional do IEFP, se a região não for capaz de receber cidadãos de todo o mundo, o distrito de Bragança será uma “realidade que assusta dentro de pouco tempo. Aquele responsável vê nestes cidadãos do mundo “ um contributo para evitar o processo de desertificação de um distrito onde apenas quatro mil crianças frequentas a escolas do 1º ciclo”.

Visto em: RBA

domingo, 2 de dezembro de 2007

Antigas estações podem servir para hotéis ou restaurantes

A transformação de antigas estações ferroviários em hotéis ou restaurantes e a criação de percursos turísticos ao longo de mais de 200 quilómetros de linhas transmontanas desactivadas é o propósito de um projecto apresentado em Bragança a autarcas e privados.

A promotora é a Invesfer, uma empresa subsidiária da Refer, a proprietária do património e infra-estruturas das linhas de comboio do país. A maioria das linhas transmontanas foi desactivada há mais de 15 anos e a Invesfer pretende agora aliciar privados e autarquias a aproveitarem o património que se encontra ao abandono.

A primeira abordagem para este projecto foi feita em Julho e ontem a administração da Invesfer juntou em Bragança autarcas, empresários, bancos e outros agentes da restauração e do turismo para discutir a ideia. As linhas abrangidas em Trás-os- Montes são as do Douro, Sabor , Tua e Corgo e o objectivo é estudar a possibilidade de transformar os canais em ecopistas e aproveitar o património edificado envolvente, nomeadamente as estações e casas dos guardas de nível. “Estamos a procurar iniciativas, sejam culturais ou comerciais, para promovermos um projecto regional que envolve as várias linhas e que seja indutor da actividade económica da região, nomeadamente o turismo”, explicou o presidente da Invesfer, Vicente Pereira. O responsável garantiu que existe já interesse, nomeadamente de privados para este projecto, que deverá ser elaborado durante o próximo ano.

Segundo explicou, a ideia é apoiar eventuais iniciativas privadas e, em relação à parte pública, promover uma candidatura conjunta a fundos comunitários. Os autarcas locais consideram o projecto “uma boa ideia”, mas entendem que só “terá sucesso se houver investimento e interesse dos privados”.

Esta opinião foi resumida pelo presidente da Câmara de Mirandela, José Silvano, para quem “as autarquias, só por si, não têm vocação nem condições para este projecto”.

A Invesfer tem uma iniciativa idêntica em curso para as linhas desactivadas do Alentejo e vai promover no próximo ano um seminário internacional para lhe dar visibilidade, integrando-a na rede europeia de eco-pistas. De fora fica a pretensão assumida esta semana pelos autarcas de Figueira de Castelo de Rodrigo e Vila Nova de Foz Côa de recuperar o comboio no troço da linha do Douro entre o Pocinho e Braça D´Alva.

PJ, 2007-12-01
Visto em: Diário de Trás-os-montes

sábado, 1 de dezembro de 2007

Trás-os-Montes: Arqueólogo propõe revitalização de aldeias abandonadas com objectivos turísticos

Bragança, 01 Dez (Lusa) - Algumas aldeias transmontanas desertificadas reúnem condições para dinamizar um novo conceito turístico de recriação de épocas históricas ou ambiências capaz de impedir que se transformem em meros vestígios arqueológicos.

A ideia é defendida pelo arqueólogo Luís Pereira, da extensão de Trás-os-Montes do Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (IGESPAR).
A região trasmontana contabiliza já alguns casos de aldeias completamente despovoadas, sendo Benrezes, no concelho de Macedo de Cavaleiros, um dos mais emblemáticos.
O anterior bispo da Diocese de Bragança-Miranda, D. António Rafael, recorria a este exemplo frequentemente na sua luta contra a desertificação do Nordeste, pedindo para que não se permitisse que a região tivesse o mesmo destino.
Esta aldeia "fantasma", a meia dúzia de quilómetros da cidade de Macedo de Cavaleiros, está completamente abandonada e em ruínas.
A sua história é feita de lendas de maldições que terão dizimado a população, mas, para o arqueólogo Luís Pereira, a versão mais plausível para este abandono terá sido uma epidemia.
A maior parte da população terá sido afectada e a que escapou fugiu da aldeia para a povoação mais próxima de Vale da Porca ou outras.
Para trás, as pessoas deixaram, há já várias décadas, as casas e os equipamentos colectivos agora em ruínas, mas ainda demonstrativos da mais pura ruralidade.
"Uma jóia" é como o arqueólogo considera Benrezes, acreditando, por isso, que das ruínas das casas e ruas muralhadas em pedra poderia erguer-se um novo conceito turístico na região, que já é aplicado em outros países.
Os adeptos da natureza no seu estado mais puro teriam aqui a oportunidade de desfrutar do mais bucólico cenário, onde não se avista sequer um poste de electricidade.
Os campos em volta estão lavrados e, de quando vez, é possível avistar um rebanho entre os tons da natureza junto ao rio Azibo.
É numa das margens do rio que se encontra o mais importante e vistoso núcleo da aldeia com um moinho em pedra "altamente sofisticado para a época", dispondo de três mós a trabalhar em simultâneo num processo totalmente tradicional.
Os balcões típicos das aldeias transmontanas, com as escadas de acesso à porta principal, ou as tradicionais manjedouras para os animais no andar inferior das casas são algumas das características presentes.
Esta ambiência campestre podia ser aproveitada para fins turísticos com a revitalização da aldeia, na opinião do arqueólogo Luís Pereira.
Para este técnico, outras aldeias podiam dar origem a projectos idênticos, com outras temáticas ou recriação de épocas históricas relevantes na região.
"Avancem com projectos e o Turismo apoiará", disse à Lusa o presidente da Comissão Regional de Turismo do Nordeste Transmontano (CRTNT), Júlio Meirinhos.
Meirinhos entende que não compete à instituição que dirige tomar a iniciativa, mas estar disponível para ser parceira e apoiar e encaminhar eventuais projectos a candidaturas adequadas.
O presidente da CRTNT considera o conceito "interessante" para uma região que aposta no sector turístico para o desenvolvimento futuro.
Da mesma opinião é a autarquia de Macedo de Cavaleiros, embora fonte autárquica tenha reconhecido à Lusa que "é muito difícil avançar com qualquer projecto".
Embora abandonados, os terrenos e as ruínas de Benrezes são propriedade privada partilhada por vários herdeiros, o que dificulta um eventual processo de negociação.
O arqueólogo Luís Pereira afirma que as mutações demográficas que agora se observam na região transmontana, e sempre presentes nos discursos políticos, são recorrentes ao longo dos tempos nos registos históricos.
Profetiza que algumas aldeias serão no futuro meros vestígios arqueológicos, como aqueles que na actualidade dão conta das movimentações das populações ao longo da história por questões políticas, sociais e até bélicas.
O arqueólogo não encara a situação actual como "preocupante" e até acredita que, além dos projectos turísticos que defende, a região transmontana tem condições naturais para inverter esta situação.
A tecnologia que permite aceder a tudo a partir de qualquer parte do mundo e a procura cada vez maior de qualidade de vida são dois factores que, para este arqueólogo, vão ajudar a repovoar quase que naturalmente algumas zonas da região.
O fenómeno ainda não tem grande visibilidade, mas um investigador de Bragança disse à Lusa ter já detectado, num estudo que está a conduzir, "uma tendência neste sentido".
"Há já uma aproximação das populações para as zonas com estas características: sem poluição ambiental, sem stress", afirmou Francisco Cepeda, professor catedrático de Bragança.
O académico sublinhou que o seu estudo "ainda necessita de alguns anos e de analisar as diferentes variáveis para saber se esta movimentação é um fluxo ou apenas uma tendência momentânea".
O investigador pretende, com este trabalho, dar um contributo para que os decisores locais possam adoptar medidas e políticas adequadas à realidade que vier a ser confirmada.
HFI.

© 2007 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A.
2007-12-01 10:10:02
Visto em: RTP

quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Apanha de cogumelos sem controlo

Pantorra afirma que colheita é efectuada de forma muito intensiva e sem qualquer tipo de regulamentação

A colheita de cogumelos silvestres de forma muito intensiva e descontrolada está a preocupar a Associação Micológica «A Pantorra».

Segundo esta organização, a forte procura de cogumelos representa riqueza para a “meia dúzia de colectores e intermediários que vêm em carrinhas e os recolhem nas aldeias, normalmente pagando muito pouco face ao valor do produto no mercado”, denuncia o presidente da Pantorra, Francisco Martins.

Ao contrário do que acontecia antigamente, em que os cogumelos estavam associados a populações rurais e à pequena economia doméstica, hoje existem “apanhadores” que vêm de fora, empresas de comércios ou transformação. A produção deixou, assim, de ser um bem natural de determinada região, para passar a ser alvo de cobiça de pessoas que chegam de diversos locais em busca de cogumelos que são vendidos a “peso de ouro”.

A situação em Trás-os-Montes é motivo de preocupação, devido à apanha descontrolada, que poderá colocar em risco o futuro das espécies mais procuradas e, consequentemente, afectar a débil economia ligada a este sector. “Há mais gente a colher cogumelos e apanham logo que aparecem, sem os deixarem desenvolver. Não há regras de colecta e apanha-se à toa”, acrescenta Guilhermina Marques, docente na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD).

Colheita de cogumelos em Espanha está regulamentada e organizada

Ao contrário do que se passa em Portugal, nalgumas regiões de Espanha a colheita e comercialização de cogumelos está regulamentada de modo a organizar e normalizar a recolha.

Neste sentido, a Associação para o Desenvolvimento de Aliste, Tábara e Alba, com o apoio do Ministério da Agricultura e da Junta de Castela e Leão e enquadramento científico do Instituto de Restauração e Meio Ambiente, criou um guia com conselhos e regras quanto à recolecção e consumo de cogumelos.
Deste modo, os espanhóis conseguem valorizar o seu produto, a partir desta organização e aproveitamento, bem como através da descoordenação portuguesa neste sector, que lhes permite adquirir cogumelos a preços inferiores, levando à sua subvalorização.

Para que esta situação deixe de se verificar, é necessário transformar os cogumelos silvestres num produto tradicional e num recurso com vista ao desenvolvimento local. Assim, é urgente conhecer o produto e a melhor forma de o utilizar, através de estudos, criar regras para um uso sustentável, bem como alertar para as boas práticas de comercialização e transformação. Estes são alguns dos assuntos que fazem parte de investigações levadas a cabo pela UTAD.

Sandra Canteiro, Jornal Nordeste, 2007-11-29
Visto em: Diário de Trás-os-Montes

Castelo de Penas Roias vai ter acesso melhorado

Ainda não é a intervenção desejada, mas já em um primeiro passo. Em 2008 deverá ficar feita a beneficiação dos acessos ao castelo de Penas Rioas, no concelho de Mogadouro. O monumento de importância histórica vai receber também algumas benfeitorias no exterior.

Fica a faltar a recuperação de estruturas que apresentam já alguma degradação. Um intervenção que também está dependente de uma avaliação de instabilidade do castelo que já foi feita e cujos resultados devem ser apresentados no início de 2008.

José Carlos Tr, Qui, 29 de Novembro de 2007 - 10:29:39
Visto em: RBA