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domingo, 5 de junho de 2011

Caminhada à Barca / Brunhoso

No dia 29 de Maio passado realizou-se em Brunhoso uma caminhada, tendo como destino o Rio Sabor, no lugar da Barca. Esta iniciativa inseriu-se no programa de caminhadas de fim de mês, organizadas pelo Ginásio Municipal, desta vez no termo da freguesia de Brunhoso e com a colaboração da Junta desta freguesia.
Este tipo de actividade já não são novidade em Brunhoso, mas, desta vez, contou com a organização de uma instituição externa, de âmbito concelhio, que chamou participantes de variadas origens, ultrapassando mesmo as fronteiras do concelho. O próprio Presidente da autarquia fez questão de realizar este bonito percurso pedestre.
A caminhada teve início às 9:30, junto à sede da Junta de Freguesia, com mais de uma centena de participantes. Pela frente perto de 8 km, na totalidade por caminhos vicinais desde os quase 700 metros de altitude até aos 200 metros, junto ao rio Sabor. Tratava-se, portanto, de um percurso quase na integra em descida, com as paisagens mais agrestes e mais bonitas da freguesia.
 O percurso tinha um traçado paralelo à ribeira de Juncaínhos, a meia encosta, por entre frondosos sobreiros e alguns olivais. Apesar da força da floração primaveril já ter passado, não faltam flores de várias cores para darem mais colorido e perfume à caminhada.
Quando se passou sobre a ribeira de Juncaínhos houve algumas centenas de metros de íngreme subida, mas valeu a pena. Do alto da fraga do Poio tem-se uma visão magnífica em direcção ao Sabor. Avista-se o Cachão, o Picão, a Barca e terras de outras freguesias como Paradela, Vilar Chão, Castro Vicente e Remondes. Para muitas pessoas esta foi a primeira vez que tiveram esta visão, e será a última, uma vez que esta paisagem está prestes a ser destruída.
A Junta de Freguesia de Brunhoso, com o apoio de alguns emigrantes no Brasil, melhorou os acessos à fraga e construiu um miradouro, que permite usufruir desta visão magnífica sem grande esforço e com alguma segurança.
Neste local foi fornecida água e fruta, aos participantes da caminhada.
Os últimos quilómetros foram feitos em descida acentuada até ao lugar da Barca. Tal como o nome indica, deve aqui ter existido uma barca, possivelmente muito utilizada no Inverno, uma vez que há em redor muitos olivais. São ainda visíveis no leito do rio as estruturas de um açude, mas já nada resta do antigo moinho.
Além de uma pequena praia com areia, e um bom local para banhos, rapidamente aproveitadas pelos mais novos e afoitos, há, a poucos metros, um enorme sobreiro que já emprestou a sua sombra para eventos semelhantes. Sob a sua copa foram montadas as mesas para servirem a refeição que a Junta de freguesia ofereceu a todos os participantes. Arroz, frango e barriga de porco assada foram algumas das opções servidas.
O regresse à aldeia fez-se em carrinhas todo-o-terreno, mas não sem antes fazerem uma visita às prospeções arqueológicas feitas no meio do olival. Nas covas abertas são bem visíveis restos de construções e muita cerâmica, sobretudo tégulas, aparecendo algumas quase inteiras! São vestígios romanos ou um pouco posteriores, mas que poucos sabiam da sua existência.
Estão de parabéns a Câmara Municipal pela iniciativa da realização destes eventos, a Junta de Freguesia de Brunhoso pelo apoio prestado e todos os participantes por aderiram a esta forma desportiva, ecológica e divertida de passar o dia.

domingo, 3 de abril de 2011

Festival de Folclore

No dia 6 de Março realizou-se em Mogadouro, integrado nas comemorações da Amendoeira em Flor, um festival de Folclore.
Não assisti ao desenrolar de todo o festival mas estive presente na actuação do Rancho Folclórico e Etnográfico de Mogadouro.
Em primeiro lugar fui surpreendido com a quantidade de gente que estava a assistir ao evento. Acredito que muitos seriam da vila, mas também devia haver muitas pessoas que se deslocaram das aldeias para assistirem ao festival. O folclore, gostos à parte, são manifestações culturais que têm a ver com as nossas raízes, com o que fomos, somos e sentimos, por isso devem ser acarinhadas. Os grupos são uma mostra das nossas terras e uma ocupação dos tempos livres interessante e recomendável para os nossos jovens, que cada vez têm mais meios de comunicarem mas vivem mais isolados, com pouco convívio com os seus pares ou gerações mais velhas.
Pela primeira vez que vi o grupo, não pude deixar de comparar com as danças mistas de Terras de Miranda, que conheço bem. As músicas são as mesmas, os trajes também. Senti-me em casa e gostei muito de assistir ao espectáculo. Em termos fotográficos aprecio muito as cores dos trajes e o grupo tem muita cor. Tem também muita juventude, muita energia, e, pareceu-me, uma boa direcção. Ficarei atento, pois gostaria de ver mais actuações do grupo.
Ligação ao sítio web do Rancho Folclórico e Etnográfico de Mogadouro.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

VII Feira de Burros do Azinhoso

Realiza-se, a 11 e 12 de Setembro, a VII Feira de Burros do Azinhoso, na Aldeia de Azinhoso - Mogadouro. A iniciativa é da AEPGA - Associação para o Estudo e Protecção do Gado Asinino e da AIVECA - Associação para a Investigação e Valorização Etnográfica e Cultural de Azinhoso. A entrada é livre.
"No concelho de Mogadouro, as feiras sempre tiveram um enorme impacto, nomeadamente, a Feira Anual do Azinhoso, cuja frequência era obrigatória para a maioria da população nordestina, tendo por isso uma influência não só de concelhia mas também regional, com principal relevância para os concelhos circundantes. Durante anos, o burro foi e é ainda considerado o protagonista desta feira", explicam os organizadores.
"A Feira Anual do Azinhoso foi revitalizada em 2004 pela AEPGA e a AIVECA em conjunto com o município de Mogadouro e a Junta de Freguesia de Azinhoso. O empenho da população local em cooperação com a organização do evento ajudou a recuperar antigas tradições como a gincana de burros, que sempre desafiou os mais arrojados e foliões do Azinhoso e aldeias vizinhas, a mostrar a sua perícia. A Feira do Azinhoso pretende reavivar antigas tradições bem como promover e sensibilizar curiosos e criadores para a preservação, nomeadamente, da Raça Asinina de Miranda", acrescentam.

Contactos:
Telef: 273.739.307
Telem: 96.615.11.31 ou 96.005.07.22
Email: burranco@gmail.com

Fonte: Jornal Público

segunda-feira, 26 de abril de 2010

À Descoberta do Rio Sabor





O dia 24 de Abril foi um dia memorável, parti à (re)descoberta do Rio Sabor acompanhado por um grupo de mais de meia centena de pessoas. Em breve contarei como foi.

domingo, 14 de março de 2010

Limpar Portugal



Eu estou 100% empenhado em participar no movimento LIMPAR PORTUGAL.
No dia 20 vou participar activamente na limpeza de lixeiras clandestinas.
E TU? VAIS FICAR EM CASA?

sábado, 12 de setembro de 2009

Mogadouro inaugurou nova biblioteca

Chama-se Biblioteca Trindade Coelho e foi inaugurada na passada quinta-feira em Mogadouro, terra natal do autor de “ In illo Tempore”.
O novo espaço vai acolher todo o espólio do escritor nordestino que estava guardado no Museu Abade de Baçal.
A inauguração contou com a presença de Paula Fernandes dos Santos, secretária de Estado da Cultura, que sublinhou a importância do escritor na História da Literatura Portuguesa.

Ler notícia completa no Notícias do Nordeste

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Mogadouro - Nossa Senhora do Caminho

Não podia deixar passar o mês de Agosto sem passar alguns dias das minhas férias em Mogadouro, mais propriamente em Brunhoso. Não foi possível fazer uma das caminhadas ao rio Sabor, de que tanto gosto, mas ainda foi possível acompanhar algumas das actividades da festa em honra de Nossa Senhora do Caminho, em Mogadouro.

No dia 28 estive no concerto de João Pedro Pais. Não é todos os dias que podemos assistir a um concerto de uma figura do top nacional. Independentemente dos sucessos que todos lhe conhecemos, gostei do concerto. As músicas e as canções ao vivo têm mais energia e uma sonoridade diferente que me agradou. Infelizmente a noite estava muito desagradável. Fazia muito frio e a Avenida é um dos locais mais ventosos que conheço.
No Sábado acompanhei a procissão. Mesmo depois de acompanhar muitas procissões durante todo o Verão, esta tem várias particularidades que a distinguem. A primeira perece-me ser a devoção. Nossa Senhora do Caminho está no coração de todos os habitantes do concelho. É o primeiro auxílio numa hora de aflição e são muitas as promessas, muitos os pés descalços que pisam a calçada ao ritmo da caixa da banda a acompanhar a procissão. Também o respeito, o silêncio são dignos de realce. São já muitas as pessoas que acompanham a procissão à distância, das varandas das casas, mas também são muitos os que se juntam em volta da pequena capela em oração à Virgem.
Quando a imagem regressou à tranquilidade da capela, algumas lágrimas caíram pelos rostos, que se fixaram no céu onde estalavam foguetes, numa tentativa de disfarçar as emoções.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Exposição em Lisboa recorda Trindade Coelho, um dos nomes maiores da “geração inconformada”


“Estas Infinitas Saudades...” é o título da exposição sobre Trindade Coelho que será inaugurada no dia 9 em Lisboa. Cento e um anos passados sobre a morte de um dos nomes maiores da conhecida “geração inconformada”, a Câmara de Lisboa decidiu assinalar a data com um ciclo de exposições e conferências no edifício dos Paços do Concelho.

Trindade Coelho nasceu em Mogadouro no dia 18 de Junho de 1861 e morreu em Lisboa a 9 de Agosto de 1908.

Considerado "um dos mais ilustres homens do Portugal do século XIX”, Coelho pertenceu à “geração inconformada” a par de Camilo Castelo Branco, Antero de Quental e Eça de Queirós. “As comemorações do centenário da sua morte têm como objectivo recordar não só a sua carreira literária, mas também a sua carreira como jurista e homem da imprensa esclarecida”.

A exposição é inaugurada no dia 9 de Agosto às 17h30, com a palestra “Trindade Coelho, Vida e Obra” de Ernesto Rodrigues da Universidade de Lisboa. Já em Setembro vão ter lugar várias conferências, visitas guiadas e apresentações teatrais (adaptações de contos do autor) nos Paços do Concelho.

As comemorações do centenário da morte de Trindade Coelho iniciaram-se em Junho de 2008 e vão ser concluídas a 27 de Setembro deste ano. A entrada na exposição é livre, de segunda a domingo (excepto ao sábado), entre as 10h00 e as 20h00.

05.08.2009 - 15h17 Simão Martins
Público

sábado, 10 de janeiro de 2009

Ambientalistas travam obras da barragem do Sabor


Acção judicial interposta por um conjunto de organizações não-governamentais
09.01.2009 - 16h23 Ricardo Garcia

A EDP suspendeu as obras da barragem do Baixo Sabor, no Nordeste transmontano, devido a uma acção judicial interposta por um conjunto de organizações não-governamentais (ONG) de ambiente. A suspensão foi decretada pelo Tribunal Administrativo e Fiscal de Mirandela, que em 29 de Dezembro acatou uma providência cautelar da Plataforma Sabor Livre, que congrega várias ONG, contra a barragem.

Nesta acção, os ambientalistas pedem a suspensão do contrato de concessão entre o Instituto da Água (Inag) e a EDP Produção, alegando que a autorização do Ministério do Ambiente para a obra – a declaração de impacte ambiental – já não é válida.

No princípio de Dezembro, o Tribunal Administrativo de Círculo de Lisboa já tinha apreciado outra providência cautelar da Plataforma Sabor Livre. Mas o Governo invocou que a paragem das obras prejudicaria o interesse público e a construção prosseguiu.

Desta vez, porém, as obras foram efectivamente suspensas, logo no dia seguinte após a decisão judicial. Tanto o Inag, quanto a EDP já apresentaram contestação e estão à espera de nova decisão do tribunal.
O presidente do Inag, Orlando Borges, afirma que o projecto da barragem foi aprovado dentro do prazo de validade da declaração de impacte ambiental e que todos os actos administrativos relacionados com a obra são válidos. “Todas as decisões são administrativa e tecnicamente correctas”, disse ao PÚBLICO.

Os ambientalistas contestam a barragem, pelo impacto que terá numa área classificada como “sítio de importância comunitária”, ao abrigo de uma directiva europeia para a protecção de habitats e espécies. A Plataforma Sabor Livre contesta o argumento de que não havia alternativas de localização. “Afinal, logo após a aprovação, o Governo revelou os planos para a construção de dez alternativas”, diz a plataforma, num comunicado, referindo-se ao Plano Nacional de Barragens, que prevê dez novos empreendimentos hidroeléctricos no país, além do Sabor.

Orlando Borges diz que a barragem do Sabor já estava aprovada quando o plano foi feito, e que não faria sentido voltar a avaliá-la. O presidente do Inag afirma, ainda, que o projecto contempla medidas de minimização do seu impacto ambiental, cujo cumprimento está a ser fiscalizado por uma comissão de acompanhamento, onde também estão representadas organizações não-governamentais.

A EDP está confiante de que a paragem das obras não será significativa para o projecto. “Acreditamos que não terá impacto no timing”, disse Rui Cabrita, porta-voz da empresa.

Fonte: Público

Barragem do Baixo Sabor parou obras

00h24m
EDUARDO PINTO

As obras de construção da barragem do Baixo Sabor, em Torre de Moncorvo, estão paradas desde o passado dia 30. A suspensão foi determinada, na véspera, pelo Tribunal Administrativo de Mirandela.

A Plataforma Sabor Livre (PSL) conseguiu o "decretamento provisório" de uma providência cautelar para suspender a execução do contrato de concessão de utilização dos recursos hídricos, celebrado entre a EDP e o Instituto da Água.

Paula Chaínho, da organização ambientalista, disse, ao JN, que a PSL invocou uma situação de "especial urgência", uma vez que as terraplenagens entretanto iniciadas poderiam "destruir, de modo irreversível, muitos habitats e espécies protegidas", argumentos que o tribunal "achou pertinentes".

Fonte oficial da EDP confirmou, ao JN, que as obras da barragem do Baixo Sabor "estão paradas desde o dia 30 de Dezembro", dia em que foi notificada pelo Tribunal Administrativo de Mirandela.

A mesma fonte garantiu que a EDP vai "esperar o desenvolvimento do processo para depois tomar uma posição". Por outro lado, disse que, "se o tribunal for rápido, esta paragem não terá grande influência no andamento das obras".

Entretanto, o presidente do Instituto da Água, Orlando Borges, considerou que a questão administrativa que originou a providência cautelar "não faz sentido", enquanto o presidente da Câmara de Torre de Moncorvo, Aires Ferreira, acusa os ambientalistas de quererem "ganhar uma guerra a qualquer preço" e de terem "sede de protagonismo".

A providência cautelar agora aceite pelo Tribunal Administrativo de Mirandela é apenas uma das muitas acções que a Plataforma apresentou em diversos tribunais "contra todos os actos administrativos que permitem a construção da barragem", frisou Paula Chaínho. "Esperemos que todas elas nos dêem razão", sublinhou, revelando que as duas acções interpostas em Bruxelas já conseguiram "apoio de Noruega, Finlândia e Dinamarca".

Fonte: Jornal de Notícias

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Mogadouro - Unidade de hemodiálise inaugurada

Equipamento serve quatro concelhos e cria quinze postos de trabalho

Depois de longos meses de espera, a Unidade de Hemodiálise de Mogadouro foi finalmente inaugurada no passado dia 22, pelo ministro das Finanças, Teixeira dos Santos. O equipamento, que permitiu a criação de 15 novos postos de trabalho na região, vai possibilitar o tratamento de cerca de 35 doentes insuficientes renais dos concelhos de Mogadouro, Vimioso, Miranda do Douro e Freixo de Espada à Cinta. É assim colocado um ponto final às viagens dos doentes para Mirandela todas as semanas, possibilitando, igualmente, “um aumento da qualidade de vida dos doentes”, como sublinhou o ministro. “Ao deslocar-me de Mirandela aqui, pude constatar o sacrifício que algumas dezenas de pessoas, que vão agora usufruir deste serviço, estavam a fazer. Uma deslocação extensa e com condições que não são as melhores para pessoas que têm alguma debilidade física. Põe-se fim a essa situação e aumenta-se a qualidade de saúde dos serviços aqui prestados”, acrescentou Teixeira dos Santos. Para Justina Martins, utente da nova unidade de saúde, o dia-a-dia agora é bem diferente. “Estou encantada, pois percorria muitos quilómetros por semana para Mirandela e agora em cinco minutos estou aqui. Chegava ao fim do dia muito cansada, mas agora chego a casa bem disposta”, salientou. Nunes Azevedo, o investidor privado responsável pela criação da unidade de hemodiálise de Mogadouro, tem já novos projectos para o Nordeste Transmontano, com o objectivo de, como sublinhou, “dar resposta às carências da região e dar qualidade ao tratamento e à vida dos doentes renais”. Assim, para além da nova unidade de Mirandela, que integrará diversos serviços, como hemodiálise, unidade de cuidados continuados, fisioterapia, sauna, banho turco, entre outros, o investidor associará à clínica um projecto turístico, com 12 habitações disponíveis, prioritariamente para alojar doentes insuficientes renais que se desloquem à região para hemodiálise. Paralelamente, e em resposta à dificuldade que os lares de 3ª idade muitas vezes apresentam no acompanhamento de doentes insuficiente renais, Nunes Azevedo revelou estar a pensar na criação de um lar específico para estes doentes, em Mirandela.

Aida Sofia Lima

Fonte: Mensageiro Notícias

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Constituída a Confraria Gastronómica das Casulas de Mogadouro

Foi constituída através de escritura a Confraria Gastronómica da Casulas de Mogadouro. As casulas não são mais que feijão cortado em pequenos pedaços e seco ao sol e que por norma que acompanha o tradicional butelo ou chouriço de ossos confeccionado na região trasmontana ou outras peças do fumeiro tradicional.

Segundo os promotores mais recente confraria gastronómica portuguesa, a ideia é promover a gastronomia regional junto dos visitantes e ao mesmo tempo alargar a oferta das cartas gastronómicas dos restaurantes da região.“Este tipo de produtos endógenos tem sido um pouco desprezado pelos agentes económicos locais, sendo por isso importante inclui-lo nos hábitos alimentes das pessoas”, disse á RBA Antero Neto, um dos confrades fundadores da nova confraria.Dada a qualidade dos produtos agrícolas existentes na região “ é importante diversificar”.De futuro a promoção da gastronomia tradicional será a principal meta desta nova confraria e confeccionar menus gastronómicos tradicionais com base em produtos de excelência oriundos de uma agricultura natural.“O butelo com casulas é um prato muito procurado em Trás o Montes, só que a iguaria nem sempre se encontra disponível talvez por não haver ainda um cultura gastronómica na região”, asseguram os confrades.Criar parceria com agentes económicos do concelho no sentido de promover os produtos junto dos potenciais comensais é outra das tónicas.

Fonte: RBA

domingo, 12 de outubro de 2008

Feira dos Gorazes 2008

Quem quiser encontrar o programa dos GORAZES 2008 na Internet, pode começar por procurar no sítio da A.C.I.S.M., organizadora do certame. Se não encontrar nada, pode ainda assim dar uma espreitadela no sítio web da Câmara Municipal de Mogadouro. Se mesmo assim não encontrar nada sobre o assunto, só lhe resta tentar o que se pretende o Portal de Mogadouro, em Mogadouro.com. Se não encontrou nada, é pena, não tem outra hipótese senão ficar-se com este panfleto que eu "roubei" no primeiro dia da Feira!

terça-feira, 16 de setembro de 2008

IC5 em risco

O presidente da Câmara de Mogadouro denuncia o que pode ser uma autêntica bomba para os interesses da região. Segundo o autarca, o IC5 pode vir a transformar-se numa simples estrada nacional, perdendo o estatuto de itinerário complementar. Moraes Machado garante ter sido informado pela Estradas de Portugal de que o traçado e a largura da via podem vir a ser corrigidos, devido a restrições financeiras.

O IC5 foi considerado por todos os presidentes de câmara da região como a prioridade ao nível das acessibilidades e foi anunciado pelo Primeiro-Ministro como uma das estradas a concretizar na região, até 2012. A via é fundamental para os concelhos do sul do distrito de Bragança e Moraes Machado diz que com esta denúncia pretende alertar os colegas que podem vir a ser prejudicados com a desvalorização do IC5.

Fonte: RBA

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Vandalismo no castelo de Mogadouro


O castelo de Mogadouro tem sido sistematicamente alvo de actos de vandalismo. Após vários obras da responsabilidade do IGESPAR – o Instituto da Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico, que custaram cerca de 150 mil euros o monumento tem sido alvo de diversas acções de destruição de materiais.

Também a zona envolvente do castelo de Mogadouro tem sido afectada, candeeiros derrubados e lampadas partidas são situações comuns. A autarquia diz que a partir de agora vai passar a apresentar queixa de todos os actos de vandalismo à GNR.

Fonte: RBA

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

N.S. do Caminho - Mogadouro


Depois de passar alguns dias em Mogadouro, mais concretamente em Brunhoso, trouxe comigo algumas centenas de fotografias. Durante estes dias não pude dispensar um largo passeio ao Rio Sabor, símbolo da beleza e de pureza e a presença nas festividades de Nossa Senhora do Caminho, que conheço mais por relatos do que pela presença.
Sobre as festas de Nossa Senhora do Caminho, há algumas notas: no que toca às noites de arraial, só estive presente no dia 30, em que actuaram Sérgio Godinho, Vitorinho, Janita Salomé e Tito Paris. Até me dei ao cuidado de explicar aos meus filhos a importância da alguns destes Senhores na música portuguesa, mas o espectáculo foi um fiasco. Talvez por as expectativas serem muitas, achei que estes grandes da música portuguesa se perderam num palco gigantesco, no meio de ritmos, bonitos mas não representativos da sua qualidade e da sua história.
No dia 31, estive na saída da procissão. Parece-me que já não tem a imponência e a participação que se verificava algumas décadas atrás. Há gente que segue os rituais com muita fé e devoção mas, são muitos, muitos mais os espectadores (como eu).
Se houve algo que me surpreendeu, foi a quantidade de feirantes espalhados pelas ruas, durante a maior parte dos dias das festas. O público, esse pareceu-me arredado. Os emigrantes, muitos já regressaram ao trabalho, os residentes, ou sentiram o fresco das noites, ou o peso da recessão de um país que tem poucos motivos para festejar.
Terminado o "Verão", voltamos à rotina do dia a dia. O céu está azul, já cairam as primeiras chuvas. Semeiam-se as nabiças, colher-se-ão as uvas.
A vida segue o seu curso, neste interior cheio de cor e de vida.

terça-feira, 1 de julho de 2008

Providência cautelar quer travar barragem no rio Sabor

O primeiro-ministro assina hoje ao meio-dia, em Bragança, o contrato de adjudicação do aproveitamento hidroeléctrico do Baixo Sabor. Mas as organizações ambientalistas que integram a Plataforma Sabor Livre (PSL) estragaram-lhe a festa, interpondo uma providência cautelar para impedir a construção do empreendimento.

A Plataforma diz que a obra é ilegal porque a Declaração de Impacte Ambiental (DIA) que a autoriza já caducou a 15 de Junho. Lembram que a construção da barragem foi autorizada em 2004 por uma DIA que caducou dois anos depois. Esta foi prorrogada pelo secretário de Estado do Ambiente em 30 de Junho de 2006, não incluindo, por razões evidentes, as medidas de compensação exigidas pela Comissão Europeia ao Estado em 2007.

Assim, a PSL considera “inadmissível” que “se autorize uma obra que irá destruir valores naturais insubstituíveis, conforme já foi reconhecido pela Comissão Europeia, sem que estejam definidas, orçamentadas e calendarizadas as medidas de compensação que, aparentemente, justificaram um arquivamento da queixa apresentada pela PSL”.

Cabe agora aos tribunais pronunciar-se sobre a pertinência e fundamento desta iniciativa legal. As organizações ambientalistas da Plataforma dizem que a situação atrás descrita, que está na base da providência cautelar, é a última de uma sequência de “atropelos legais” e “decisões não fundamentadas” no processo do Baixo Sabor.

Uma dessas decisões é o arquivamento, pela Comissão Europeia, da queixa apresentada pela PSL por considerar que a barragem violava disposições comunitárias de protecção e conservação da natureza. Outra medida que suscita críticas é a recusa de “acesso à documentação do processo do Baixo Sabor”. Até agora, acrescenta aquela estrutura, continuam por conhecer-se documentos que “alegadamente” justificam o arquivamento.

Finalmente, a PSL critica o facto de terem sido sistematicamente ignoradas “alternativas com menores impactes” ambientais. E enfatizam a exclusão da barragem do Baixo Sabor da lista de projectos estudados no âmbito do Plano Nacional de Barragens: “Face aos critérios utilizados para seleccionar os dez empreendimentos, teria sido imediatamente rejeitada por afectar directamente a Rede Natura 2000”.

Posições extremadas

A construção de uma barragem no Baixo Sabor começou a ganhar forma em 1994, tendo o ano de 2005 como cenário de construção. Mas a descoberta das gravuras rupestres do Côa obrigou a antecipar datas. Em 2000, era lançado o estudo de impacte ambiental do empreendimento, a realizar perto da foz do rio Sabor.

A discussão pública que se seguiu pôs à luz do dia posições bastante extremadas. A barragem é defendida pelo Governo, pelos autarcas e parte da população, mas as organizações ambientalistas estão contra. Um manifesto assinado por 350 investigadores ligados à área do ambiente opõe-se à construção da barragem.

Para a PSL, o empreendimento afectará habitats e espécies ameaçadas. No quadro da política energética nacional, o Sabor não é uma mais-valia relevante, considera ainda a Plataforma. Além disso, o contributo da barragem para a redução das emissões de gases de efeito de estufa é considerado “irrelevante”.

Os 12 presidentes de câmaras do distrito de Bragança e associações empresariais regionais, por seu lado, subscrevem um manifesto a reivindicar a construção da barragem. O combate à desertificação da região e o impulso “significativo” ao desenvolvimento socioeconómico são os principais argumentos a favor da construção da barragem.

Sabor é um dos últimos rios selvagens de Portugal

A nascente do rio Sabor, ainda como ribeira de montanha, é na serra de Parada, do outro lado da fronteira, a 1600 metros de altitude. Cem quilómetros mais abaixo, desagua no Douro perto de Torre de Moncorvo.

À excepção de uma mini-hídrica, é um curso de água sem presença humana significativa, o que tem levado a que seja considerado como um dos últimos rios selvagens de Portugal. É essa a opinião de José Teixeira, biólogo da Universidade do Porto e um dos defensores da conservação do Baixo Sabor sem barragens.

O que o torna um rio único é a diversidade de habitats e espécies vegetais — 17 só no Baixo Sabor, quatro deles de conservação prioritária. Encontram-se também aqui “os mais extensos e bem conservados azinhais e sobreirais de Trás-os-Montes”. Se acrescentarmos a presença de extensões significativas de videira e oliveira-brava, está completo o quadro de diversidade genética que caracteriza o Baixo Sabor.

Pelo lado da fauna, este ecossistema faz as delícias dos investigadores: águias-de-bonelli, águias-reais, abutres-do-egipto e cegonhas-pretas, mas também lobos, toupeiras-d’água, lontras, gatos-bravos e corços. Não surpreende, por isso, que duas centenas de investigadores tenham subscrito um manifesto público em que defendem a manutenção desta área livre de barragens.

A existência de gravuras rupestres no Baixo Sabor e marcas de ocupação durante a idade do Ferro reforçam a tese de quem se tem batido pela preservação do ecossistema tal como está.

“Aquilo que está em causa no Vale do Sabor é a preservação da história e património natural de Portugal e, de certa forma, do nosso planeta”, remata José Teixeira.

Plano nacional prevê dez novos aproveitamentos

Dez novas barragens, um investimento de dois mil milhões de euros e a criação de sete mil novos empregos: este poderia ser, numa fórmula simplificada, o conteúdo do Plano Nacional de Barragens (PNB) apresentado em Março passado pelo Governo. O horizonte de realização é de sete anos.

O plano prevê dois picos de investimento. O primeiro, a concretizar já no segundo semestre de 2009, permitirá criar quatro mil postos de trabalho. O segundo pico deverá ocorrer entre 2010 e 2011, traduzindo-se em mais 2800 postos de trabalho.

Em termos económicos, o interesse das diferentes barragens é muito variável. Na opinião de Pedro Serra, presidente das Águas de Portugal, o projecto mais atractivo para os investidores será o de Foz Tua. Nas declarações que fez ao PÚBLICO, os projectos do Pinhosão, Girabolhos, Alvito e Almourol são considerados pouco interessantes.

O caso específico do Baixo Sabor divide opiniões. Em Agosto do ano passado, o primeiro-ministro referiu-se-lhe como “a decisão política mais simbólica” da aposta nas energias renováveis e um “projecto verdadeiramente estratégico para o país”. Os ambientalistas da Plataforma Sabor Livre falam dos impactes ambientais irreversíveis e da irrelevância do contributo da barragem do Sabor para o total de potência hidroeléctrica prevista no PNB.

O tempo de execução dos diversos projectos também não é linear. Pedro Serra considera que não existe, neste momento, mercado para ter as dez novas barragens a funcionar. Ou seja, o prazo de realização será forçosamente mais dilatado.

30.06.2008 - 07h11 Carlos Pessoa
Fonte: Esfera - Público

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Espaço Internet adaptado a cidadãos com necessidades especiais

Os cidadãos com necessidades especiais a residir em Mogadouro têm ao seu dispor novos instrumentos com capacidade para dar resposta a situações do seu dia a dia. Desta forma foi inaugurado um novo espaço Internet com 12 computadores, sendo alguns deles adaptados para invisuais e pessoas com problemas de mobilidade. O investimento rondou os 120 mil euros.

Desde a sua entrada funcionamento, há cerca de dois meses, o espaço Internet já obteve 15.679 registos, o que dá uma média de 871 utilizadores por semana. “É muito útil ter este tipo de equipamento adaptado as pessoas como eu, que sou deficiente invisual, mas igualmente no entanto há outras pessoas como o mesmo problemas, que assim podem trabalhar e comunicar com pessoas ditas normais, “ observou à RBA, Manuel Frade de 42 anos de idade, professor invisual. A autarquia de Mogadouro, a responsável pelo espaço já disse que os três monitores que ali prestam serviço terão atenção aos comportamentos dos utilizadores mais novos de forma a não entrarem em sites com conteúdos duvidosos.

Visto em: RBA

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Prometida estrada do Rato de Cabrera

Os presidentes dos municípios de Mogadouro e Vimioso mostram-se “mais confiantes” em relação ao futuro da EN-219 que liga Mogadouro a Bragança, com passagem por Vimioso e consequente ligação ao IP4. No entanto Morais Machado, presidente da Câmara de Mogadouro, garante que nunca percebeu o porque das obras de beneficiação de EN-219 no troco que liga Vimioso a Mogadouro terem parado em Algoso.

“Agora aquele lanço de via com cerca de 20 quilómetros que separa Mogadouro de Algoso, já foi defendido como prioritário pelo secretário de Estado das Obras Publicas no contexto das acessibilidades internas do distrito de Bragança,” frisou o autarca. Por seu lado José Rodrigues, autarca de Vimioso, garante mesmo que, o problema do rato de Cabrera está ultrapassado, uma situação que afectou os estudos da ligação de Vimioso ao IP4, com passagem por Outeiro, por ali alegadamente existir uma colónia de um rato tão importante. “ Os técnicos da empresa Estradas de Portugal virão ao local na próxima semana, para fazerem alguns levantamentos, para que na eventualidade se possa dar andamento ao Estuda de Impacto Ambiental,” disse o edil. Para já a hipótese mais provável para um novo traçado Vimioso / Outeiro é que passe junto a Pinelo, sendo esta a melhor solução, não só do ponto de vista económico, mas a que melhor servirá, não só o concelho de Vimioso, mas também os concelhos de Miranda do Douro, Freixo de Espada à Cinta e Mogadouro. De recordar que a EN-219 é um corredor importante para o transporte de doentes que saem dos Serviços de Atendimento Permanente, ainda em funcionamento nos concelhos servidos por aquela via com destino ao Hospital de Bragança.

Fonte: RBA

terça-feira, 6 de maio de 2008

Mais alimentadores para extinção de abutres no Douro

A rede de alimentadores de aves necrófagas existente no Parque Natural do Douro Internacional (PNDI) que abrange os concelhos de Miranda do Douro, Mogadouro, Freixo de Espada à Cinta e Figueira de Castelo Rodrigo, vai ser dotada com mais dois novos equipamentos, os três já existentes puderam vir a ser melhorados.

A ideia passa por construir mais alimentadores, em locais onde os agricultores possam depositar as carcaças dos animais que por vários motivos morrem nas suas explorações e ao mesmo tempo manter a comunidades de aves necrófagas existentes no PNDI. Estes equipamentos, são no fundo locais vedados para onde não possam entrar predadores e localizados em pontos estratégicos onde no passado havia o hábito dos pastores e produtores de gado depositarem os animais mortos. Todas as carcaças que ali são depositadas têm obrigatoriamente de passar por controlo veterinário. Devido a este conjunto de restrições, os abutres que nidificam na área do PNDI poderiam correr risco de extinção. Este tipo equipamento vai ajudar a população agrícola dos concelhos a mater as práticas agrícolas em relação ao comprimento da lei. Os alimentadores já existentes estão localizados em Picote, Poiares (local onde está o alimentador de abutres mais antigo do país) e Almofala. Agora a construção de mais dois alimentadores está prevista para zona norte do concelho de Mirada do Douro e nas arribas junto a Bruçó, concelho de Mogadouro. Esta necessidade prendesse com o facto de ameaça que paira sobre o Britango, também conhecido como “Abutre do Egipto” uma espécie de ave necrófaga que se encontra ameaçada e aonde estão contabilizados cerca de 130 casais. Estes espaços foram desenvolvidos em parceria com cada município, mas agora pretende-se chamar a esta parceria de preservação do meio ambiente as associações existentes na área do PNDI.

Fonte: RBA