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quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Constituída a Confraria Gastronómica das Casulas de Mogadouro

Foi constituída através de escritura a Confraria Gastronómica da Casulas de Mogadouro. As casulas não são mais que feijão cortado em pequenos pedaços e seco ao sol e que por norma que acompanha o tradicional butelo ou chouriço de ossos confeccionado na região trasmontana ou outras peças do fumeiro tradicional.

Segundo os promotores mais recente confraria gastronómica portuguesa, a ideia é promover a gastronomia regional junto dos visitantes e ao mesmo tempo alargar a oferta das cartas gastronómicas dos restaurantes da região.“Este tipo de produtos endógenos tem sido um pouco desprezado pelos agentes económicos locais, sendo por isso importante inclui-lo nos hábitos alimentes das pessoas”, disse á RBA Antero Neto, um dos confrades fundadores da nova confraria.Dada a qualidade dos produtos agrícolas existentes na região “ é importante diversificar”.De futuro a promoção da gastronomia tradicional será a principal meta desta nova confraria e confeccionar menus gastronómicos tradicionais com base em produtos de excelência oriundos de uma agricultura natural.“O butelo com casulas é um prato muito procurado em Trás o Montes, só que a iguaria nem sempre se encontra disponível talvez por não haver ainda um cultura gastronómica na região”, asseguram os confrades.Criar parceria com agentes económicos do concelho no sentido de promover os produtos junto dos potenciais comensais é outra das tónicas.

Fonte: RBA

domingo, 13 de janeiro de 2008

O melhor de Trás-os-Montes

O melhor de Trás-os-Montes
Fumeiro é a principal imagem de marca da região

A raça autóctone do porco bísaro e a maneira de o criar são características importantes. Os temperos das carnes, a confecção e a cura com o frio distinguem este fumeiro comercializado em restaurantes, feiras e lojas gourmet.
É logo nas pocilgas que se inicia a produção do fumeiro transmontano. O porco bísaro é uma raça autóctone da região responsável pela qualidade da matéria-prima, alimentada à base de produtos naturais.
“Alimentamos os porcos com os produtos que colhemos na quinta, beterraba, abóbora, nabo, cereais e erva”, refere António Afonso, que está no princípio da linha de uma pequena unidade familiar que, à imagem do que ainda sucede nas aldeias transmontanas, se dedica à produção de fumeiro, mas neste caso para venda.
A mulher Natividade e uma funcionária são responsáveis pela confecção do produto. São as receitas praticadas ao longo de várias gerações que garantem o sabor genuíno.
Além da alheira também se fabrica a morcela, o salpicão e até chouriços doces feitos com as carnes mais ensanguentadas do porco, pão, mel e amêndoa.
Mas os enchidos mais característicos são os butelos, vulgarmente conhecidos por chouriços de ossos.
Depois de enchido o fumeiro passa à fase de secagem com fumo produzido por lenha de carvalho, e o frio permite uma cura da carne absolutamente singular.
“Quanto mais frio melhor. As carnes unem melhor e conservam-se mais”, garante Natividade Afonso.
No fim da linha da pequena unidade de produção encontra-se Nelson. A cargo do filho do casal está a comercialização do produto certificado.
“Além de vendermos na nossa loja no centro histórico de Bragança, também enviamos para várias lojas gourmet no país e temos também muitos clientes que se deslocam de propósito do Porto para virem buscar fumeiro”, refere Nelson Afonso.
Na região o produto é servido também à mesa dos restaurantes e comercializado em feiras de produtos da Terra. Toda esta actividade tem contribuído para dinamizar economicamente Trás-os-Montes que encontrou no fumeiro a sua principal imagem de marca.

João Faiões, Jornalista
Visto em: SIC online