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segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Lagares que dão luz?

A Associação de Olivicultores de Trás-os-Montes e Alto Douro defende uma nova geração de lagares de azeite. Para além de produzirem o ouro das oliveiras uma vez por ano, defende que, durante o resto dos meses, produzam energia. Por exemplo na área da biomassa.

Segundo António Branco, presidente da Associação de Olivicultores de Trás-os-Montes e Alto Douro, esta poderia ser uma forma de rentabilizar os lagares de azeite. Este responsável lembra mesmo que no Quadro de Referência Estratégica Nacional há fundos disponíveis nesse sentido.

Visto em: RBA

Fraude no negócio do azeite

Fraude no sector do azeite. A Associação de Olivicultores de Tràs-os-Montes e Alto Douro denuncia que há grandes empresas que colocam azeite contrafeito no mercado nacional. António Branco, o presidente daquele organismo, diz que algumas garrafas extra-virgem na realidade não têm mais do que uma mistura sem a qualidade necessária.

Este responsável entende que um dos problemas está relacionado com a falta de painéis de provadores oficiais, acrescentando que não há grande controlo do que “é posto nas garrafas de azeite”. António Branco pede mais fiscalização. O ministro da Agricultura, posto a par da situação, admite que se trata de uma caso em que a ASAE deve intervir.

Visto em: RBA

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

Produtos certificados querem promoção integrada

Seis associações de produtores da região querem que o Ministro da Agricultura aprove uma candidatura para promoção integrada de produtos com denominação de origem protegida (DOP) e indicação geográfica protegida (IGP). Querem aproveitar a vinda de Jaime Silva à região, a partir de quarta-feira, para lhe solicitar esse apoio.

Associações e agrupamentos ligado a produtos como; o azeite de Trás-os-Montes, fumeiro de Vinhais, carne de porco bísaro, queijo terrincho, alheiras de Mirandela e o queijo de cabra transmontano, apresentaram uma candidatura ao projecto “Promoção de produtos em mercados internos”, desenvolvido pelo Instituto de Financiamento da Agricultura e Pescas. Esta acção, no âmbito do PRODER – Programa de Desenvolvimento Rural – prevê financiamentos até 500 mil euros para a promoção integrada de produtos de qualidade reconhecida. A ideia passa por criar uma marca conjunta com estes produtos DOP e IGP. António Branco, líder da Associação de Olivicultores de Trás-os-Montes e Alto Douro, um dos organismos envolvidos, adianta que a candidatura pode permitir a conquista de novos mercados, nomeadamente no norte da Europa e ainda a divulgação em Portugal da vantagem de consumir produtos protegidos, o que ainda não acontece. O assunto vai ser dado a conhecer ao Ministro da Agricultura, que esta quarta-feira vai estar em Mirandela para reunir com funcionários do Direcção Regional de Agricultura do Norte, bem como com os autarcas da região. Na quinta-feira, Jaime Silva, vai fazer o mesmo em Freixo-de-Espada à Cinta e Torre de Moncorvo.

Visto em: RBA - Rádio Bragança

segunda-feira, 31 de dezembro de 2007

Preço da azeitona aumentou registando-se uma razoável redução da produção


Campanha Olivícola 2007/08
Preço da azeitona aumentou registando-se uma razoável redução da produção

A Campanha Olivícola encontra-se em plena produção e a colheita decorre com normalidade, registando-se apenas uma razoável redução da produção, na ordem dos 30% em relação ao ano anterior, tal como tem vindo a ser afirmado nas últimas semanas.

Estima-se que a produção regional ultrapassou já os 16.169.468 Kg de azeitona laborada o que corresponde a mais de 2.601.776 litros de azeite produzido o que corresponde a um rendimento médio de 16,09%.
Os dados que fornecemos referem-se a informações obtidas junto dos transformadores/lagares da região, de análises independentes e resultam de médias apuradas com base em diversas unidades de transformação, não representando nenhuma unidade em específico.

Vimioso - Rendimento 17% (litro) - Acidez <0,7;>16% (e m litro) - Qualidade Virgem Extra;
Vilariça - Rendimento 16% (litro) - Acidez um pouco elevada;
Valpaços - Rendimento 16% (litro) - Qualidade Virgem Extra;
Sabrosa - Rendimento 17% (litro) - Acidez <0,7;
Murça - Rendimento 16% (litro) - Qualidade Virgem Extra;
Macedo de Cavaleiros - Rendimento 17% (litro) - Qualidade Virgem Extra;
Vila Nova de Foz Coa - Rendimento 15% (litro) - Qualidade Virgem Extra;
Mogadouro - Rendimento 15% (litro) - Acidez <0,4;

O rendimento médio e os valores de produção situam-se em valores inferiores aos obtidos em anos anteriores e a qualidade do azeite vai ter tendência a diminuir com o decorrer da campanha.

Existem zonas como Moranda do Douro onde a campanha já terminou e outras zonas como Vila Real onde a campanha apenas se iniciou neste últimos dias.

A AOTAD continua a prestar apoio à implementação do HACCP em mais de 70 lagares da região, contribuindo de forma clara para a garantia da qualidade e segurança alimentar nas unidades transformadoras.

Este ano foram realizados investimentos em aplicações informáticas para apoiar as tarefas de implementação mas também de rastreabilidade.

Tem sido ainda facilitado aos aderentes o acesso a empresas prestadoras de serviço que garantem a realização das diversas tarefas de auto-controlo ambiental.

No Domingo, dia 30 em Valdigem (Régua) será realizada uma acção de formação para lagares aderentes, no dia 6 de Janeiro será realizada em S. João da Pesqueira e na semana seguinte em Mirandela.

Estas acções de formação destinam-se a garantir a qualificação contínua em segurança alimentar de operadores e proprietários de lagares.

Durante o mês de Janeiro será realizada mais uma sessão de treino do Painel de Provadores de Azeite de Trás-os-Montes que está actualmente em constituição e formação, sendo esta sessão dedicada à avaliação da qualidade organoléptica dos azeites da presente campanha.

O preço da azeitona aumentou ligeiramente para os 45 cêntimos em média por quilo, enquanto que a prestação de serviços de transformação aumentou também ligeiramente para 17 a 18 cêntimos por quilo de azeitona, tendo em conta alguma dificuldade de resposta de algumas unidades.

Reafirma-se que o azeite regional está a ser negociado abaixo do seu real valor, essencialmente comercializado a granel sem considerar a sua qualidade e a escassez de produção.

2007-12-30
Visto em: Diário de Trás-os-Montes

sábado, 29 de dezembro de 2007

Produção de azeite diminui

Campanha Olivícola com menos azeitona, mas a qualidade do azeite mantém-se

Este ano, a produção de azeite em Trás-os-Montes regista uma diminuição significativa, mas mantém a qualidade que lhe é característica.

Segundo a Associação dos Olivicultores de Trás-os-Montes e Alto Douro (AOTAD), o ataque de algumas pragas e a fraca adesão dos agricultores à antecipação da campanha estiveram na origem da quebra.
A Cooperativa de Olivicultores de Valpaços e alguns lagares da região ainda ofereceram prémios de produção para quem apanhasse o fruto mais cedo, mas a maioria dos homens da lavoura optou por começar a campanha mais tarde e há muita azeitona que já se encontra no chão.
A par da diminuição da produção, o preço também sofreu um decréscimo, dado que, este ano, o quilo da azeitona é pago a 0,40 euros, um valor que terá influência na comercialização do azeite regional.
No início da campanha, a AOTAD avança que o rendimento da azeitona oscila entre os 14 e os 19 por cento, enquanto a acidez média varia entre os 0,3 e os 0,5 por cento.
O processo de transformação do fruto é, igualmente, uma preocupação da associação, que tem levado a cabo acções de sensibilização para realçar a importância da adopção de procedimentos de segurança alimentar, nomeadamente da implementação do HACCP.

Agricultores sensibilizados para deixarem de usar sacos reutilizáveis na apanha da azeitona

No passado dia 27 de Novembro, a AOTAD reuniu mais de 100 lagareiros na Cooperativa dos Olivicultores de Valpaços, onde representantes da Autoridade para a Segurança Alimentar e Económica (ASAE) e da Direcção Regional de Agricultura e Pescas do Norte (DRAPN) elucidaram os industriais sobre as práticas legais.
Para melhorar o processo de transformação, 129 unidades modernizaram o espaço e a maquinaria, para conseguirem o licenciamento. Além disso, a AOTAD está a implementar o HACCP em 66 lagares, através de apoio técnico e formação.
Os olivicultores, contudo, também podem contribuir para a melhoria da qualidade do azeite, deixando de utilizar sacos na recolha da azeitona e passando a utilizar embalagens adequadas ao armazenamento de produtos alimentares.

AOTAD analisa reforma rural

O Programa de Desenvolvimento Rural (PDR) prevê algumas alterações para o sector do azeite, nomeadamente ao nível ambiental.
O documento prevê o financiamento do transporte e armazenagem de afluentes, o que leva a AOTAD a supor que o tratamento será realizado pelas Águas de Trás-os-Montes ou, eventualmente, pelas Águas do Norte.
Perante esta situação, a associação alerta para o facto de concelhos como Valpaços, Murça, Alijó, Carrazeda de Ansiães ou Freixo de Espada à Cinta ficarem excluídos deste apoio, uma vez que não são consideradas zonas prioritárias na Estratégia Nacional para os Afluentes Agro-Pecuários e Agro-Industriais.
No que toca ao apoio a projectos estratégicos de valorização da fileira do azeite, a AOTAD garante que está a fazer uma avaliação criteriosa do PDR para defender o financiamento deste sector agrícola.

Teresa Batista, Jornal Nordeste, 2007-12-28

Visto em: Diário de Trás-os-Montes

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

Azeite: Investigador da UTAD cria processo inovador de tratamento de resíduos dos lagares

Vila Real, 27 Nov (Lusa) - Um investigador da Universidade de Vila Real é o autor de um processo "inovador" de tratamento dos resíduos e efluentes dos lagares de azeite das grandes e pequenas unidades industriais, foi hoje anunciado.

João Claro, professor e investigador do departamento de química da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), disse à Lusa que os resíduos derivados da produção de azeite, as designadas águas ruças, são "altamente poluentes e continuam a ser um problema ambiental".

O responsável salientou que aqueles efluentes "têm uma carga poluente 200 vezes superior ao esgoto doméstico, causando, por isso, graves problemas ambientais".

O investigador disse que o novo processo é "tecnologicamente pouco complexo" e consiste em aplicar aos efluentes dos lagares de azeite resíduos da indústria corticeira, resultando num produto "cem por cento natural e orgânico".

"Mistura-se o pó de cortiça, que absorve e incorpora todos os compostos orgânicos das águas ruças e de outros resíduos de lagares de azeite, dando origem a uma espécie de pasta ou lama", explicou.

Com este método poderá também ser revolvido parte do problema dos resíduos da indústria corticeira nacional, que produz anualmente cerca de 90 mil toneladas de pó de cortiça.

"Para tratar todos os efluentes a nível nacional, seram necessários 20 mil toneladas de pó de cortiça", salientou.

O produto final da operação poderá ser utilizado como fertilizante, ou componente de fertilizante, para rectificar a alcalinidade dos solos e também para a produção de biomassa, combustível destinado à produção de energia.

De acordo com o investigador, "alguns processos existentes de tratamento dos efluentes só resolvem parcialmente o problema, ou porque são processos muito caros ou porque exigem grande complexidade técnica".

João Claro garantiu que a sua invenção poderá ser aplicada e é acessível a grandes ou pequenas unidades industriais.

"Poderá ser criada uma linha de montagem para servir várias unidades industriais ou poderá ser aplicado apenas num lagar, aproveitando os tanques instalados nestas unidades para fazer a mistura, até de forma manual, deixando-se, depois, secar ao sol", frisou.

O Gabinete de Apoio à Promoção da Propriedade Industrial, instalado desde Fevereiro na UTAD, ajudou João Claro a patentear a sua invenção.

É também através da UTAD que se pretende obter apoio do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN) para financiar a aplicação deste processo.

"Poderá agora ser dado um grande impulso com a o próximo quadro comunitário que está a libertar verbas para apoiar precisamente processos destes, inovadores e apoiados em tecnologias novas", referiu.

João Claro conta com a parceria da Cooperativa de Olivicultores de Murça e de empresas que vão construir centrais de biomassa na região transmontana.

O presidente dos Olivicultores de Murça, Alfredo Meireles, referiu que, actualmente, a cooperativa está a vender a "preços muito reduzidos" as toneladas de bagaço húmido (bagaço e águas ruças) que são produzidos em cada campanha.

Esses resíduos são utilizados para a produção de óleo de bagaço, que tem como principal destino o mercado espanhol.

A remodelação do sector olivícola que se verificou em Portugal nos últimos anos levou ao encerramento, só na região transmontana, de várias dezenas de lagares de azeite.

Segundo dados da Direcção Regional de Agricultura e Pescas do Norte (DRAPN), em 1994 estavam em laboração em Trás-os-Montes e Alto Douro 243 lagares, tendo algumas destas unidades encerrado devido às exigências da União Europeia relativamente ao licenciamento e às novas exigências ambientais.

Este ano, estão em funcionamento cerca de 110 lagares de azeite.

No entanto, a capacidade instalada na região não sofreu alterações significativas, uma vez que as unidades desaparecidas deram lugar a outras, de maior dimensão, com novas tecnologias, melhores condições estruturais, adaptando-se às exigências da legislação em vigor para o sector, nomeadamente em termos ambientais.

Cerca de 70 hectares da região transmontana estão ocupados por olival, que se geram uma produção média anual de 13 toneladas de azeite.

Na região transmontana existe uma área de produção de azeite com a denominação de origem protegida "Azeite de Trás-os-Montes", que ocupa 71 por cento da área do olival para azeite deste território.

Segundo a DRAPN, os dados disponíveis até ao momento indiciam que campanha deste ano registará uma quebra entre os 25 a 30 por cento na produção de azeitona para azeite, comparativamente a ano anterior.

© 2007 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A.
2007-11-27 15:55:01
Vista em RTP

sexta-feira, 23 de novembro de 2007

Clima faz baixar produção de azeite

Menos azeitona, mas melhor azeite – é a previsão dos olivicultores de Trás-os-Montes para a colheita deste ano.


A descida da produção fica a dever-se às condições climatéricas porque há “algumas zonas atingidas pelo granizo”, onde a produção é mais baixa, de acordo com o presidente da Associação de Olivicultores da região.

António Branco diz que o facto da qualidade ser superior à dos últimos anos “é importante para nós”, mas não deixa de lembrar que a oliveira constitui “uma garantia de estabilidade da economia” transmontana, pelo que uma redução de produção “por pequena que seja, já é significativa”.

Radio Renascença

23-11-2007 15:07